[NARRADO POR SALVATORE MANCINI – ROMA, DIA SEGUINTE] A noite passou e eu não dormi. Fiquei diante do mapa. Cidades marcadas a sangue. Linhas conectando nomes mortos a alianças esquecidas. O telefone em silêncio. A taça vazia. E uma certeza latejando: Ela está viva. E ela está jogando. Mas ainda falta a peça principal: Onde. Luca entrou na sala no começo da manhã. A barba por fazer. As olheiras profundas. E uma expressão que misturava cansaço com culpa. — “Nenhuma movimentação em Marselha. Nice silenciosa. Barcelona idem.” — “E o homem dos portos?” — perguntei, sem tirar os olhos do mapa. — “Mentiu. Ou morreu. Encontraram o corpo dele flutuando no Sena. Sem língua.” Sorri. — “Ela deixou um recado.” Aquela maldita garota está limpando rastros com mais precisão do que qualquer vete

