capítulo 17

1217 Palavras

– Veneno e Motivo O resto do cigarro ficou no cinzeiro, queimando devagar, fedendo mais do que servindo. O cheiro doce do vape de Gustavo ainda pairava quando alguém bateu na porta. Não era qualquer batida. Três toques rápidos, seguidos de dois lentos. Selena. gustavo (levantando): Eu não, hein. Essa daí é toda tua. rafael: Fica. gustavo (erguendo a sobrancelha): Tem certeza? rafael: Quero testemunha, caso eu enfie ela na parede e precise de álibi depois. A porta se abriu antes que eu dissesse qualquer coisa. Selena nunca esperava permissão. Ela entrava. E era isso. Vestida como sempre: muito brilho, pouca roupa e um salto que gritava "olha pra mim". Cabelo escorrido, maquiagem pesada, e aquele olhar de cobra prestes a dar o bote. selena (voz doce demais pra ser sincera): Rafael

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