[CAPÍTULO — NARRADO POR RAFAEL | MADRUGADA, CASA ESCURA, INÍCIO DO RITUAL] A casa tava muda. O quarto ainda fedendo a p***a, sangue e desespero. O chão, marcado com os cacos do que ela destruiu. E o ar? Pesando mais que fuzil carregado. Giovanna tava ali. Parada. Na frente do espelho quebrado. De blusa preta colada, cabelo preso no alto e o olhar de quem já matou e vai matar de novo. Mas agora era diferente. Agora… ela não tava mais sentindo. Tava decidida. Ela não chorava mais. Não tremia. Não hesitava. A voz dela saiu fria. Firme. Letal. GIOVANNA: — Eu vou voltar pra Roma. (pausa) — Mas antes… vou deixar Salvatore sem nome, sem rosto e sem trono. Fiquei parado. Observando. Não como soldado. Não como homem rendido. Mas como quem reconhece um espelho torto — eu

