Jogo o colt em cima da minha mesa. Odeio essa arma. Sirvo uma dose de vodca e viro. Sirvo outra. E outra. Outra. Outra. Outra. No final não sei quantas doses seguidas tomei. Sento na minha poltrona e ascendo o primeiro cigarro. Sávio está com medo de mim. Quem não estaria? Fui criada pra ser um monstro e fizeram um excelente trabalho. Fico fumando um cigarro atrás do outro, meus pensamentos voam para longe dessa loucura que é minha vida. Quando olho meu cinzeiro já está cheio de toco de cigarros. Batem na porta. Bóris entra. Entranho ele aqui, eu não o chamei. Me entrega um maço de Malboro. Pelo menos trouxe cigarro. - Seu pai também fumava igual um condenado quando estava nervoso- senta na poltrona do meu lado. Abro o maço e pego um cigarro, ao colocar na boca Bóris acende par

