Autocontrole

1229 Palavras
***Fernando*** Quando convidei a Vanessa para almoçar, imaginei que teria um pouco de paz, mas parece que a cada palavra dela, tomo um soco na boca do estômago. Se ela não estiver mentindo, ela teve que lidar com o meu pai, que simplesmente perseguiu, assediou física e moralmente, além de ter tentado ficar com ela à força e para completar a desgraça, eu cheguei para terminar com a paz da garota. Eu nunca quis tanto tomar um porre, mas tinha que ser minimamente responsável e fiquei escutando a história da Vanessa enquanto ela secava uma garrafa de uísque. Se eu acreditava nela? Com toda a certeza, sem pensar muito, mas ainda me forcei a não ser tão emocionado e observar um pouco mais. De qualquer forma, eu devia desculpas à mulher que estava diante de mim. — Acho que a gente precisa ir, além do mais, a senhorita já bebeu demais — falei para ela, que fez beicinho, como se estivesse prestes a fazer uma pirraça para não ir embora. — Sabia que eu detesto beber? — Me perguntou. — Isso é detestar? Imagina se você gostasse?— Ri do rumo da conversa. — Comecei a beber com frequência depois que o seu pai ficou perturbando o meu juízo. Sei lá, tem uns seis meses — arregalou os olhos e falou assustada — será que me tornei uma alcoólatra? Ai meu Deus! Vamos embora! Acho que estou tonto de tanta informação simultânea. Essa mulher bêbada vira um furacão. Me levantei para pagar a conta e quando voltei para a mesa, a Vanessa estava de cabeça baixa, como se estivesse cochilando. — Ei, Bela Adormecida! Vamos pra casa, vou te levar. Acha que consegue ficar firme na garupa da minha moto? Ela abriu os olhos e com irritação me respondeu: — É sério que acha que umas doses de uísque e um pouco de conversa depressiva vão me derrubar? — Se levantou e quase caiu trocando as pernas. — Você ficou muito tempo sem comer e bebeu muito rápido. Vamos, para de me questionar pelo menos uma vez na vida. Ela sorriu — levando parte do meu juízo junto — e entrelaçou o braço no meu e me seguiu até a minha moto. Com cuidado a ajudei subir na minha garupa, puxei seus braços para que ela segurasse firme na minha cintura e dei partida, mas não sem a monitorar pelo retrovisor, pois fiquei com medo dela cochilar novamente. Assim que cheguei na portaria do seu prédio, pensei em deixá-la na porta do elevador e voltar para casa, pois já estava anoitecendo e já era o meu compromisso na empresa. Porém, fui surpreendido pela Vanessa vomitando e sujando a minha camisa. — Meu Deus! Que vergonha! Acho que nunca fiz um papel vergonhoso desses. Sobe comigo que eu lavo a sua camisa e coloco na secadora. É, eu não tinha pra onde correr, então aceitei o convite e subi, pois tinha que tirar a segunda camisa suja por uma mulher no dia — será que isso é algum aviso do universo? Assim que entramos no seu apartamento, ela me indicou um banheiro para eu tirar a camisa e me limpar e disse que ia fazer o mesmo. Tirei minha camisa e como não vi a Vanessa, fui até a área de serviço e coloquei a minha camisa na máquina. Morar sozinho por tanto tempo me tornou um adulto funcional. Eu não precisava de um funcionário ou uma mulher para fazer tudo pra mim, isso é o básico. Para chegar à área de serviço era preciso passar pela cozinha, como é na maioria dos lugares, então, quando estava fazendo o caminho de volta, vejo a Vanessa tomando um copo de água. Parece que o sangue parou de circular por um instante no meu corpo. Mencionei que ela estava só de calcinha e sutiã? Se é que aquele minúsculo pedaço de pano de renda pudesse ser chamado de calcinha. — Ah, você está aí. Quer água? — Levantou o seu copo em direção a mim e eu, sem raciocinar muito, balancei a cabeça em um sim. A Vanessa tomou um gole da água, deixando uma gota escorrer pelo canto dos seus lábios e depois caminhou até mim e levou o copo em minha boca. Eu dei um gole na água, mas ela desceu como uma pedra, tamanha a tensão que percorria o meu corpo. — Vamos pra sala? Você parece tenso... Se for por causa da sua camisa, vou fazer uma massagem para te recompensar. Eu a queria mais do que nunca. Acho que não era capaz de lhe negar nada, por isso eu apenas a segui. A Vanessa me conduziu até o sofá, onde me sentei confortavelmente e se abaixou diante de mim, ficando de joelhos e me olhando. A minha pele arrepiou igual a de um gato diante de um perigo — e que perigo! Eu fiz menção a me levantar, pois por mais que aquilo não fosse uma má ideia, na verdade era uma ótima ideia ter a Vanessa ajoelhada pra mim, eu jamais me aproveitaria de uma mulher embriagada. A Vanessa era o tipo de mulher desenibida e que sabia o que queria, sem charme, mas o seu poder de decisão estava afetado pela bebida. — Ei, gatinho assustado. Eu não vou fazer nada com você, apenas ia tirar o seu sapato. Ela começa a desamarrar os meus cadarços e eu respiro aliviado e envergonhado por ter pensado que ela ia fazer sexø oral em mim. — Você não precisa fazer isso — disse soltando um pequeno gemido de satisfação enquanto ela apertava os meus pés. — Fique quieto. Não vou te morder — a não ser que me peça. Eu fechei os meus olhos por um instante e decidi relaxar, afinal, era só uma massagem, né? Não era. A diaba se levantou e se sentou no meu colo, de frente para mim — MONTADA EM MIM! — Só vou massagear um pouco os seus ombros — sussurrou nos meus ouvidos. Preciso dizer que ela estava insuportavelmente linda de lingerie? Ou que ela não se comportou da forma que disse que ia se comportar e ficou rebolando no meu colo e avançou pra me beijar? Não né? Acho que isso tudo era meio óbvio. O que era óbvio também era que eu ia ter que dar um jeito nessa bagunça. Ela está bêbada! Ela está bêbada! —repeti mentalmente até ter força pra me afastar daquele beijo, pegar ela no colo e a colocar debaixo do chuveiro. — Quer continuar nossa brincadeira no banho? Quer me ver mais molhada do que estou? — disse no meu ouvido com a voz sex.y e porrå, que mulher sensual! — Infelizmente vou ter que recusar, mas acho que você vai me agradecer depois. Depois de dar um banho rápido nela, sem a esfregar, porque sou decidido, mas não de ferro, a enrolei em uma toalha que estava pendurada no banheiro, tirei a sua roupa íntimå molhada com a destreza de um gato e a levei para a cama. Quando ela percebeu que eu estava a colocando para dormir, começou a reclamar, mas como eu pensei, logo ela dormiu. Eu ainda estava com a minha camisa lavando, por isso, apaguei a luz e fui fazer algo para ela comer quando acordasse, pois tenho certeza de que uma ressaca ia golpeá-la como nunca.
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