Uma noite

1251 Palavras
***Vanessa*** Percebi quando o abajur da minha mesa de cabeceira foi aceso e um cheiro delicioso de comida invadiu o meu nariz. Eu ainda estava meio zonza e com muita dor de cabeça por causa da bebedeira, mas definitivamente eu não estava sozinha. Não precisei muito forçar a minha mente para ver quem me acompanhava: o Fernando. — Que bom que acordou. Fiquei com medo de você dormir direto até amanhã e não comer nada. — São que horas? Não me lembro de nada. Como você veio parar aqui? — Perguntei e recebi um sorriso irônico de volta. — Não acredito que esqueceu dos momentos maravilhosos ao meu lado? — eu gelei e fiquei em silêncio. — Você bebeu demais no restaurante, aí te trouxe em casa e quando estava indo embora, você vomitou na minha camisa e enquanto você dormia e ela ficava limpa, resolvi fazer algo para você comer — enquanto me explicava, alguns flashes do que ele contava vinham à minha mente. — Não tenho nem palavras para te pedir desculpas... — Não precisa, apenas coma e já ficarei satisfeito. Posso? — perguntou enquanto se sentava aos pés da minha cama. — Claro, fica à vontade. Você comeu? — Perguntei enquanto ele se ajeitava na minha cama e ficava de frente para mim. — Eu experimentei um pouco. Comi bem no restaurante. Você que não tocou na comida e secou uma garrafa de uísque. Ah, falta pouco para as onze da noite. Esqueci de te falar as horas. — Nossa! Já é tarde. Você deve estar exausto. Se encosta um pouco e depois eu passo a sua camisa para você ir — disse enquanto me encostava na cabeceira e pegava o prato com um pouco de sopa de ervilha, a minha favorita. — Espero que goste, é uma das minhas favoritas. Eu aprendi a fazer enquanto morava na — e de repente ele se calou, sem ao menos terminar a frase. — Nossa! Está tão gostosa! — Falei da sopa. — Absurdamente gostosa! — O Fernando complementou e pelo jeito, não parecia ser da sopa que ele estava falando, o que me deixou desconcertada. — O que você está olhando, Fernando? Nunca viu uma mulher de ressaca comer? — Perguntei em tom de brincadeira, tentando entender o que estava acontecendo. — Já sim, Vanessa. Mas com um par de peįtos perfeitos igual a esses seus, acho que é a primeira vez. Fico impressionado como você lida tão bem com a nudez. — Do que você está falando, seu louco? Eu não estou... droga! Eu estou — falei quando passei a mão pelo meu b***o, procurando algum tecido e não encontrei. Na pressa para me cobrir, tentei colocar o prato novamente na mesa de cabeceira e acabei deixando cair um pouco da sopa quente sobre os meus seįos. — Ai... tá quente — resmunguei baixinho e então o Fernando voou em cima de mim, passando um pano que estava por perto sobre o local com a comida quente. — Cuidado, estabanada — disse enquanto ainda estava em cima de mim e com a mão no meu peitø. Depois de um pouco mais de um minuto, ele ainda estava do mesmo jeito, como se estivesse em um dilema interno, lutando para saber o que fazer. — Fernando? — Hum... — A gente transøu? — Não, apesar de você ter tentado. — E por que eu estou sem calcinha? — Eu te dei um banho e tirei sem olhar, depois que te enrolei na toalha — obrigada por ferrar mais as coisas me lembrando que o que separa o meu corpo do seu é apenas esse maldito lençol. — Se eu estou sem calcinha e tentei ficar com você, mas você recusou é sinal que você ainda me despreza, ou que realmente não te satisfaço, né? — Não fala besteira. Você estava bêbada. Seu discernimento estava comprometido. — Eu não estou mais bêbada, sabia? — Falei de forma provocante. Eu sabia que era errado, sabia que ia me arrepender, mas não sou de ferro. Tem um gostoso em cima de mim, tocando no meu corpo e babando igual cachorro na frente da padaria. — Você está me pedindo para transªr com você? — Falou enquanto se aproximava do meu pescoço e deixava alguns beijos lentos. — Se você estiver disposto a fingir que nada aconteceu amanhã de manhã, com certeza — falei deixando claro que queria algo apenas casual, pois a família Costa era o último lugar aonde eu queria arrumar um namorado. — Se você aguentar a pressão de me ter uma noite só, eu aceito — deslizou a mão até o centro das minhas pernas e me arrancou um gemid0 alto. — Cala boca Fernando e me f0de! — Disse enquanto ele me torturava com movimentos de vai e vem. Ele não precisou de mais. A máquina de sexø em forma de gostoso musculoso me tomou ali na cama e me sacudiu com a sua intensidade e força. — Que saudades de estar em você, sua gostosa do caralhø! — Ele repetia em meu ouvido, enquanto me penetravª com força, me levando à loucura. Enquanto sentia esse homem dentro de mim e ouvia o barulho da minha cabeceira batendo freneticamente na parede, pensei se algum dia ia conseguir me esquecer desse momento. Eu não estou falando que não gosto de algo diferente, inclusive, acho que o Fernando está pronto para me revirar de todas as formas possíveis — o que estou ansiosa para experimentar, mas é muito louco, como o básico — nós dois deitados e ele por cima de mim — consegue ser simplesmente incrível — mágico. Se eu fico fantasiando que estou apaixonada, agora vai ser difícil controlar esse meu coração emocionado. — Merda! — Ele gritou e parou por um instante. — O que foi? — Perguntei desesperada para ele retomar o que estava fazendo — e me enlouquecendo. — Eu não vim preparado e estou sem camisinha — merda. — Eu tomo remédio — fica tranquilo — espero que esteja limpo. — Nunca fico com ninguém no pelo — fica tranquila. — Nunca fica, mas está dentro de mim sem se proteger. — Pra te experimentar novamente — ainda mais sabendo que eu tenho sido um idiot.a e você uma mulher f0da pra caramba — não me importaria de colocar trinta crianças na sua barriga e te arrastar para o altar — me estocou novamente me arrancando um gemido e encerrando a conversa emocionada dele. Uma. Duas. Três. O homem parecia insaciável. Apesar de ainda querer muito mais, me senti exausta e tive que parar com a nossa brincadeira. Ele levantou em silêncio e tomou um banho rápido, voltando apenas de boxer. — Vai tomar um banho — disse sério e apesar de obedecer, senti medo da minha carruagem ter se transformado em abóbora novamente. Estava com medo do Fernando atencioso ter ido embora. Quando saí do banho, porém, fui surpreendida por uma nova tigela de sopa quente e um suco de laranja. — Eu não estou me aguentando em pé, mas só saio daqui quando te ver alimentada. Não quero que passe m*l amanhã — disse deixando um beijo na minha testa. — Fica aqui — falei quase como se fosse um pedido. — Achei que não ia me convidar. Que bom! — Se jogou do meu lado na cama e por uma noite me permiti relaxar e me sentir amada, por mais que eu saiba que as coisas não são fáceis para mim.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR