***Fernando***
Acordei sentindo o corpo quente da Vanessa encostando no meu e enfiei o meu nariz em seu pescoço, inalando o seu cheiro maravilhoso.
Com a minha aproximação ela se mexeu e percebi que já não estava mais dormindo.
— Desculpa, acho que te acordei — disse sussurrando em seu ouvido.
— Não se preocupe, já está na hora de levantar. Tenho que me arrumar para o trabalho. Mas se você quiser, pode ficar o tempo que precisar e quando sair deixa a chave na portaria — disse seriamente, como se estivesse conversando com um desconhecido.
A Vanessa estava tensa e sem graça. Eu não estava sabendo se ela queria se livrar de mim ou se estava constrangida por ter ficado comigo, então decidi puxar assunto para descobrir o que estava acontecendo.
— Você não come nada antes de ir para o trabalho, aliás, não vai nem me oferecer um café? — Disse olhando em seus olhos.
— Você não precisa ser simpático, Fernando. Eu sei lidar com uma noite casual, não vou ficar chateada se você quiser se levantar e for embora — me respondeu.
— E se não for isso o que eu quero? — Perguntei e vi os seus olhos brilharem.
— E o que você quer? Se me contar, posso te dar um conselho.
— Eu adoraria te puxar para cima de mim e ver o que você pode fazer — o que acha?
— Acho que não precisa de um convite para isso.
Não esperei ela se arrepender e já a puxei para o meu colo e delicadamente a encaixei em mim, que já estava mais que pronto para recebê-la.
A Vanessa fechou os olhos, abriu um sorriso e começou a tirar todo o meu juízo, enquanto cavalgava em cima de mim.
Eu segurei as suas coxas e fiquei a observando, admirado pela sua beleza e sensualidade matinal.
É... eu poderia facilmente me acostumar com isso.
Enquanto ela aumentava o seu ritmo, anunciando que estava quase alcançando o seu ápice, sem perceber e movido por um tesαo alucinante, cravei os meus dedos em sua coxa, apertando forte e arrancando um gemido de dor e prazer da linda mulher que se contorcia em cima de mim, dando a mim a visão mais bela do mundo.
Não aguentei e me entreguei, liberando todo o meu prazer.
Se a Vanessa soubesse como está mexendo comigo, poderia facilmente me fazer de cachorrinho e eu nem ao menos ligaria.
Deixei um beijo lento em sua boca e me levantei, a chamando para um banho.
— Eu realmente não posso me atrasar, se aceitar todos os seus convites, chegarei na hora do almoço.
— Eu digo que estava em uma reunião importante — falei brincando e recebi um sorriso de volta.
Ela se levantou e me seguiu e quando entrou no chuveiro, percebi que ainda não estava satisfeito e a tomei em um beijo quente, mostrando que eu queria mais.
— Está tarde — argumentou, mas sem se soltar do meu beijo, mostrando que eu não era o único querendo mais.
— Prometo que vai ser muito rápido — senti as pernas dela envolvendo a minha cintura e então cumpri o que prometi — tivemos uma transα rápida e gostosa debaixo do chuveiro.
Ela se arrumou rapidamente e descemos juntos no elevador. Ela ia direto para a empresa e eu ainda tinha que ir em casa me trocar.
Quando paramos na garagem do seu prédio, para eu pegar a minha moto e nos despedir, ela me olhou nos olhos e disse:
— Foi só por uma noite, uma maravilhosa, intensa e única noite —disse me trazendo para a razão de que não poderíamos ter um relacionamento.
— Nossa, acho que é o primeiro fora que eu levo na vida — ri sem graça.
— Você supera, lindo. Tem sempre alguém atrás de você, afinal, você é o grande herdeiro gostoso e rico do grupo Costa — disse de forma sarcástica.
— E isso importa para você? Eu ser um herdeiro rico?
— Sim, importa. Significa que você não é para o meu bico. Quem sabe se tivesse menos alguns dígitos na conta bancária — deixou um selinho na minha boca e saiu.
Deixei o prédio da Vanessa flutuando. As memórias da gente junto tomavam a minha mente durante todo o trajeto de casa, mas tudo o que é bom dura pouco, né?
Quando cheguei em casa troquei de roupa e fui tomar café com os meus pais. Eu tenho evitado esse tipo de interação, mas como sumi o dia todo ontem, achei melhor dar as caras.
— Aonde você estava? Soube que saiu com a Vanessa ontem de manhã e não voltou mais na empresa — meu pai perguntou, obviamente preocupado com a Vanessa e não comigo.
— Eu cumpri a minha agenda e depois a liberei — respondi.
— E você, onde se enfiou? — Perguntou desconfiado.
— Eu tenho 28 anos, sou solteiro e só pelo simples fato de ser seu herdeiro, tenho a opção de escolher com quem e quantas passar a noite — o senhor sabe como funciona.
O meu pai ficou um pouco sem graça, mas o assunto foi interrompido pela minha mãe.
— Por favor, me poupe dos detalhes. Não quero te imaginar nesse tipo de contexto. Você é e sempre vai ser o meu garotinho.
Enquanto comia e conversava com a minha mãe, percebi que o meu pai me olhava minuciosamente, como se fosse capaz de me arrancar alguma informação. Com certeza ele desconfia de algo e se o que a Vanessa me contou for verdade, se ele souber que a gente dormiu junto, vai transformar a vida dela em um inferno.
Mas eu não permitirei. Ela não está mais sozinha.
Depois de conversar a sós com a minha mãe e ouvir várias vezes que ela achava que a Vanessa era uma aproveitadora e que estava tirando todo o dinheiro do meu pai — apesar de eu não concordar com nenhuma palavra dela — não mais — saí e fui para o trabalho.
Quando cheguei na minha sala vi a Vanessa um pouco séria. Eu a cumprimentei e recebi uma saudação mecânica, mas achei que era por causa da nossa noite, mas assim que entrei na minha sala e vi a garota do Marketing completamente nua, deitada na minha mesa, percebi o motivo da cara feia da Vanessa e não pude segurar um sorriso.
— Que bom que ficou feliz em me ver — a mulher nua e de voz irritante falou.