O vento cortava a floresta, arrastando folhas secas pelo chão, fazendo com que cada sombra parecesse viva. Angelina e Miller caminhavam lado a lado, segurando firmemente a lanterna e o mapa antigo. Cada passo parecia ecoar pelo espaço, como se o mundo estivesse à espera delas. — Você sente isso? — perguntou Miller, engolindo em seco. — É como se estivéssemos sendo observadas. — Eu sei — respondeu Angelina, a voz baixa, mas firme. — Eles estão aqui. O culto. E não estão sozinhos. A energia ao redor das duas crescia a cada passo. Um arrepio percorreu a espinha de Angelina. Não era apenas a presença do culto; havia algo mais. Algo antigo. Algo que havia sido selado muito antes de sua própria vida começar. — Miller, precisamos manter o círculo de proteção — murmurou Angelina. — Não podemos

