A floresta havia ficado silenciosa demais. Não era o silêncio comum da natureza à noite. Era um silêncio pesado, artificial, como se até os animais tivessem fugido daquele lugar muito antes de Angelina, Miller e Lucas chegarem. Angelina permanecia parada dentro da cabana. O coração batendo tão forte que parecia ecoar nas paredes de pedra. Do lado de fora, as figuras não se moviam. Apenas observavam. Mantos escuros. Capuzes cobrindo os rostos. Imóveis. Lucas falou primeiro, em um sussurro tenso: — Eles estão cercando a cabana. Miller se aproximou lentamente da porta quebrada e espiou também. — Quantos você disse? — Uns dez… talvez doze. Miller respirou fundo. — Isso não é bom. Angelina não respondeu. Algo dentro dela estava mudando. A sensação que sentira antes — aquela e

