Mole Com os olhos ainda inchados do choro, abri a torneira e deixei a água fria escorrer pelos meus dedos antes de levá-los ao rosto. A sensação gelada era quase um choque, mas eu precisava daquilo para recuperar o mínimo de controle sobre mim mesma. Respirei fundo, tentando afastar a humilhação recente que ainda pulsava no meu peito. Enquanto jogava mais água no rosto, ouvi Aurora ao telefone. Ela tinha uma voz animada e segura, contrastando totalmente com o caos que eu estava vivendo. — Código azul no banheiro feminino — disse ela, como se fosse uma chamada de emergência. Franzi o cenho, confusa. Que código era esse? — A Irene tem que trazer o kit de costura. Não esquece disso, hein. E pede para mandar o “mensageirozinho” ajudar — completou Aurora, com um tom decidido. Desligando

