16- DUDA

1422 Palavras

CAPÍTULO 16 DUDA NARRANDO Depois do almoço, Dona Rosa recolheu a mesa e eu fiquei com o Gabriel na sala. Ele ainda tava meio quieto, aquela calmaria pós-comida que criança finge ter. — Agora é tarefa. — falei, puxando a mochila dele. — Ahhh, Duda… — reclamou, jogando o corpo pra trás na cadeira. — É chato. — Chato nada. — respondi. — É rápido. Depois tu me mostra o que tu quiser. Isso animou ele na hora. Espalhou os cadernos na mesa, apontou onde era pra fazer. Matemática. Continhas simples, mas ele travava. Não por não saber — dava pra ver — mas por falta de paciência. — Calma. — falei, sentando do lado dele. — Faz comigo. Um de cada vez. Ele me olhava de canto, como se estivesse testando até onde eu ia ter paciência. Quando errava, já se preparava pra bronca. Mas não veio. — Q

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