CAPÍTULO 22 TORRESMO NARRANDO Apaguei no quarto do Gabriel mesmo. Apaguei real. Quando vi, o celular começou a vibrar embaixo do travesseiro, seis da manhã em ponto. Aquele despertador chato, mas necessário. Minha vida começa cedo, não tem dessa de dormir até tarde. Abri o olho devagar, a luz fraca entrando pela cortina. Gabriel ainda dormia largado na cama dele, todo torto, abraçado no boneco como se fosse um colete à prova de bala. Fiquei olhando ele um segundo a mais. Moleque nem imagina o corre que é pra manter tudo de pé pra ele não precisar se preocupar com nada. Desliguei o despertador e levantei sem fazer barulho. Fui pro meu quarto, peguei uma toalha e entrei no banheiro. Liguei o chuveiro e deixei a água cair quente nas costas. Aquilo ali é o único momento do dia que dá pra

