Pré-visualização gratuita PRÓLOGO
MATTEO
Dias de hoje
Os olhos da a Rianna estavam arregalados enquanto ela encarava minha arma. "Matteo, você é louco?"
Dei de ombros e disse simplesmente: "Quando você não estiver por perto, sim". E como isso era verdade. Meus lábios se curvaram em um sorriso irônico, a raiva que me consumia há semanas finalmente se dissipando. "Ainda bem que te encontrei bem a tempo para o meu aniversário."
Mas acho que isso não importava para ela. EU não importava para ela, porque ela se recusou a me escolher.
"Eu já te disse", ela disse suavemente. "Chega de você, Matteo. Depois daquela sua façanha..."
Minha visão se encheu de vermelho enquanto eu a observava e aquela peruca marrom ridícula que ela usava. Ao contrário de suas roupas de grife habituais, ela havia optado por uma calça de moletom e um moletom grande. Será que ela realmente achou que eu não a reconheceria? Eu poderia estar com os olhos vendados e ainda a veria em qualquer lugar.
E depois de vasculhar a terra nas últimas duas semanas, mergulhando na escuridão enquanto me preocupava muito com ela, eu estava muito mais do que irritado.
Ela deu um passo para longe de mim, mas eu agarrei seu pulso e a puxei para meu peito.
O cheiro de Nutella dela penetrou nos meus pulmões, espalhando-se pelo meu corpo como heroína e, pela primeira vez desde que ela foi embora, consegui pensar com clareza.
“Não terminaremos até que eu dê meu último suspiro.”
Ela me encarou, seus olhos brilhando com lágrimas que ela se recusou a derramar.
"Disposta a começar uma guerra, é?" Suas palavras eram carregadas de teimosia, mas eu a conhecia bem demais para entrar nesse jogo, e sua voz trêmula me alertou sobre o pânico latente que ela tentava esconder de mim. "Para arruinar a amizade dos nossos pais? Você já virou a Hannah contra mim."
"Eu travaria mil guerras por você, Ari", gritei, com tanta fúria que temi explodir. "Mesmo assim, você foge de mim ao primeiro sinal de problema." Eu estava destruindo a única pessoa que tinha um domínio firme sobre o meu coração. "Você será punido por isso."
Uma lágrima escorreu relutantemente por sua bochecha enquanto ela puxava o pulso e o embalava, esfregando a pele macia enquanto seus olhos se fixavam nos meus. "Eu imploro, Matteo, não faça isso. Me matar não vai resolver nada. Case com Hannah e..."
"f**a-se Hannah." Ela se encolheu, e talvez isso tenha me irritado mais. "Você acha que eu te machucaria?", quase gritei. "Depois de tudo que passamos, você pensa tão m*l de mim?"
Mais lágrimas escorriam pelo seu rosto e ela balançou a cabeça.
"Por favor, Matteo. Não piore isso ainda mais. Não me faça te odiar." Seu olhar não se desviava do meu enquanto ela tremia. E, durante todo o tempo, meu peito queimava tanto que eu não ficaria surpreso se nós dois explodíssemos em chamas. "Você sabe o quanto Hannah significa para mim. Ela é minha irmã gêmea, Matteo. Não consegui escolher…”
Suas palavras sumiram e eu sorri duramente.
"Eu", terminei, encarando-a. "Você não poderia me escolher. É só dizer, Ari."
"Vamos conversar sobre isso." Seu corpo inteiro tremia, seus olhos azuis brilhantes me ferindo mais do que qualquer bala. "Por favor, vamos conversar e encontrar um jeito de todos nós seguirmos em frente."
Ela estava chorando agora, sua voz nada mais era do que um sussurro quebrado.
"Para mim, não tem como seguir em frente, então não tem nada para conversar." Virei as costas para ela como se estivesse prestes a ir embora. Enfiei a mão no bolso, removi a proteção o mais discretamente possível, depois a encarei novamente e enfiei a agulha em seu pescoço.
Seus olhos se arregalaram em choque por uma fração de segundo, e então ela começou a desabar. Eu a segurei antes que ela pudesse atingir o chão, observando a traição se aguçar em seus olhos azuis antes que eles se tornassem cegos.
"Você realmente achou que eu ia desistir de você tão facilmente, garota Nutella?", murmurei, pegando-a nos braços.
Estava... feito. Ela era minha para sempre agora.