Oito

4468 Palavras
Jungkook e eu éramos amigos há muito anos e por isso era mais do que natural a gente sempre recorrer um ao outro. Fossem momentos bons ou ruins, ou simplesmente momentos em que a gente só queria estar perto do outro e agora que eu morava sozinho, sempre que se sentia chateado com algo, ele vinha até minha casa, se jogava no meu sofá e bebia algumas cervejas, enquanto trocávamos reclamações. Mas hoje o meu melhor amigo estava muito quieto. Nenhuma palavra escapava dos seus tentadores lábios pequenos. Ainda assim, eu sabia pelo jeito pensativo em que ele estava que tinha algo lhe incomodando. Além do silêncio incomum entre nós, eu já havia estranhado o horário de sua visita repentina, porque Jungkook nunca vinha me ver depois das 22h se eu mesmo não lhe ligasse fazendo o convite, em uma das minhas tentativas infantis de tirar seu namorado do sério. Às vezes era impossível controlar esse meu lado mesquinho, tanto quanto era insuportável pensar no Jungkook dando seu amor a outro e o tocando como eu desejava que ele me tocasse. Eu não suportava mais apenas fantasiar com a suavidade dos seus lábios se chocando contra os meus ou com aquele seu olhar doce e com as palavras baixas que confessavam amor, enquanto na realidade eu estava mesmo era me sentindo sufocado pela solidão, pensando que era outro ao seu lado. Eu o encarei esvaziar sua quarta latinha da bebida alcoólica e a amassar, enquanto eu era o único preenchendo o vazio ao falar de assuntos frívolos e Jungkook apenas soltava algum comentário aqui e ali, sem realmente dizer o que queria desde o começo. Ele era muito óbvio para mim. Eu sabia que ele estava pensando algo desde que chegou e a essa altura me sentia completamente obstinada em arrancar tudo dele agora mesmo. Como eu já estava sentado muito perto do seu corpo, me atrevi a tocar seu rosto e isso foi o bastante para chamar sua atenção. Como aquele garoto ainda estava um pouco aéreo, ainda arrisquei fazer uma carícia suave em sua bochecha e meu coração derreteu quando o vi fechar seus olhos e deixar um suspiro fraco escapar. Não era apenas como se ele estivesse preocupado com algo, sua reação era mais como se ele estivesse aproveitando o meu carinho em sua face. E, quase como se quisesse frisar isso, Jungkook mordeu seu lábio e me encarou profundamente com suas orbes escuras. Eu estremecia sempre que ele me lançava aquele seu olhar que me fazia pensar que Taehyung não estava errado em suas suposições. Tinha algo além da amabilidade de sempre, por isso era difícil não ficar pensando em tudo o que meu ficante sempre dizia sobre nossos sentimentos serem mútuos. Na realidade, eu desconfiava há anos que provavelmente esse sentimento existia da sua parte, muito antes que se despertasse em mim, e fazia um esforço imenso para não me jogar nos seus braços e estragar tudo, como eu sempre fazia, afinal, Jungkook já tinha alguém e mesmo que ele me amasse também, seria sujo demais fazer com outra pessoa o que Jimin fizera comigo no passado. — O que houve? — perguntei gentilmente, focando em nada mais do que o problema que obviamente afligia meu amigo. — Hm, não é nada. — desconversou, desviando o olhar do meu. — Não confia mais em mim, é isso? — acusei, à medida que deslizava os meus dedos até os seus cabelos negros e macios. Jungkook fez uma careta de derrota, com se eu o tivesse encurralado e eu sabia que tinha, sabia que ele jamais me deixaria pensar que ele não confiava em mim. — Foi algo com o Yugyeom. — tremi ao escutar o nome de seu namorado e minha mão rapidamente se afastou dele. Então Jungkook estava abatido daquele jeito por causa do seu amor... — Ele terminou comigo, mas está tudo bem. — acrescentou, assim que notou como meus olhos se arregalaram em surpresa. — Jungkookie, você não precisa mentir… — bati em ombro, afinal, era um término, como podia estar tudo bem? Acho que a única pessoa que se sentia bem de verdade a respeito disso era eu. Eu me odiava por essa notícia me trazer um alívio tão egoísta, quando Jungkook provavelmente sofria e se esforçava para esconder isso. — Não estou mentindo, Yoonie. — Jungkook suspirou pesado, passando a sensação contrária a sua afirmativa. No entanto, aquela reação era a prévia de sua fala seguinte: — E é isso que me incomoda, sabe? Ele e eu estamos juntos há uns cinco meses, sempre fazemos coisas de casal, temos i********e e carinho... — ele me voltou a me encarar, com um olhar machucado. — Ainda assim, o nosso término não está me machucando, ou ao menos não como deveria. — fez outra careta, dessa vez de decepção, e menção de pegar outra cerveja. — Bem, cada um reage de um jeito. Talvez amanhã a ficha caia, do que rolou, sabe, e aí você vai se sentir triste. — tentei lhe acalmar, dando uma solução possível, porque Jungkook era o homem mais sensível que eu já havia conhecido. Ao mesmo tempo em que falava, segurei seu pulso o impedindo de beber mais. Mais álcool no meio de uma conversa como aquela não resultaria em nada bom. — Você não entende, Yoonie. — estalou a língua. — Não é nada disso. A verdade é que eu nunca consegui amá-lo de verdade. Eu gostava dele, mas ele estava certo o tempo todo. — Jungkook mordeu o lábio e encarou a lata de cerveja que ele ainda não havia soltado. — Eu sempre amei outra pessoa. — desabafou, finalmente desistindo de pegar a cerveja. Ele se afastou do meu toque em seu pulso e encostou-se no sofá de novo, quase se afundando nele. — p***a, o pior que foi exatamente isso que o que ele me disse. Eu sou um grande babaca por fazer alguém se sentir assim. — O-o que ele disse? — o encarei confuso, querendo saber a conversa toda. — Que ele estava terminando comigo porque eu não o amava. Ele disse que eu era um bom namorado, mas que o meu coração ia ser sempre de outro. E ele não queria mais estar em segundo lugar… — Jungkook se calou, mas seus olhos pareciam me contar tudo. E eu entendi o que eles queriam me dizer, porque eu sabia quem era a prioridade para Jeon Jungkook e eu sempre usava isso ao meu favor. Meu coração se agitou como louco e eu senti minha boca tão seca que não pude lhe dizer qualquer coisa. Então, estendi minha mão para os seus cabelos e lhe fiz carinho. Ele fechou os seus olhos redondos e ficou em silêncio por alguns segundos. Até mesmo quando minha boca voltou ao normal, eu quis lhe dizer algo. Quis ser um bom amigo como ele sempre fora comigo, me dando bons conselhos e me oferecendo seu ombro para chorar minhas dores. Eu poderia lhe consolar dizendo que o havia compreendido e que eu sentia o mesmo? Porque eu realmente queria confessar tudo a ele, mas eu não conseguia. Meu medo calava os meus sentimentos, então permiti que aquele momento silencioso nos enganasse com uma paz que não havia dentro de nenhum de nós dois naqueles minutos. Quando eu pensei que ele também não levaria aquilo até o fim, Jungkook abriu sua boca para mudar nossas vidas, como eu sempre temi: — Mas você sempre soube disso também, não é? — de repente ele abriu os seus olhos e me encarou, me deixando perceber que Jungkook realmente já havia bebido demais e que agora eu tinha um conflito interno entre beijá-lo como sempre quis ou continuar fingindo que não entendia o que ele dizia, porque eu já sabia que o amava, mas essa p***a de medo continuava me calando. Eu não queria falar sobre ele na terapia um dia... — Hm, você nunca me contou que era apaixonado por alguém. — tentei desconversar, mas o tom tímido da minha voz me fazia soar patético. Por isso não me surpreendi quando ele riu debochado, mas meu corpo inteiro estremeceu num misto de choque e excitação quando ele agarrou minha cintura, me puxando para um abraço apertado. Meu coração disparou ao sentir Jungkook cheirar meu pescoço e pousar a sua cabeça em meu ombro logo em seguida. Aquela cena costumava acontecer bastante do modo contrário e eu nunca imaginei que meu coração doeria tanto ao sentir suas lágrimas. — Porque você continua fingindo que não sabe disso, Yoongi? — acariciou minhas costas, enquanto sua voz saia abafada pelo choro e pelo contato com minha pele. — Kookie… — o chamei baixo e quase desesperado. — Ah, p***a, me desculpe. — me encarou com o seu rosto encharcado. — Eu não quero fazer você se sentir m*l, Yoon. Eu sei que eu não sou o seu tipo e que somos apenas amigos. Já faz bastante tempo que eu aceitei isso. Meu rosto corou violentamente ao ouvi-lo dizer aquilo e eu me senti meio i****a por confirmar que não era de hoje que eu era amado por ele. Pensei em todos os momentos em que ele me ouviu falar sobre os meu namorados e depois me consolou de todas as desilusões... — Eu sei que nós dois nunca vamos ficar juntos. Só que você é precioso demais para mim e eu queria que ao menos você entendesse que eu estive te amando por todos esses anos e a essa altura eu acho que vou sempre amar. Não estou exigindo nada de você… — ele mordeu seu lábio nervoso. — Somos amigos, você está com o Taehyung agora e eu morro de ciúmes disso, mas ele te trata bem e, céus, como eu torci para que você encontrasse alguém como ele um dia, alguém que pudesse te fazer feliz. Eu não sabia como as coisas tinham chegado naquele ponto, mas sabia que diante dessa situação eu tinha várias atitudes a tomar, mas somente uma que eu realmente queria e que meu coração dizia ser a certa. Então, eu comecei passando os dedos pelas maçãs molhadas de meu amigo, mesmo que suas lágrimas não parassem de cair e molhá-las de novo. Eu imaginava o turbilhão de pensamentos que lhe afligiam por dentro e como ele pensava no amanhã, quando estivesse completamente sóbrio e percebesse que havia se confessado pro seu melhor amigo daquela forma tão emocional. Eu não queria que Jungkook se sentisse ainda mais m*l do que ele demonstrava e muito menos que ele pensasse que seu amor era r**m. Sendo assim, só me restava acalmar — não apenas o dele, mas — os nossos corações com a verdade que eu não podia mais negar a nenhum de nós. — Jungkookie, fica calmo. — pedi com um tom suave. Ele abaixou seu rosto e eu deslizei minha mão sobre a sua. A apertei forte e o escutei fungar seu nariz. — p***a, o que eu fiz? — se lamentou. — Tudo vai mudar agora, não é? — Vai sim. — respondi segurando seu queixo e o forçando a me olhar. — Mas às vezes mudar é muito bom, não acha? Ele me olhou confuso por alguns segundos, provavelmente porque minha frase não parecia fazer tanto sentido quando fora dita de forma tão solta. Então eu só tinha que prosseguir e lhe mostrar da melhor maneira, como deveríamos ser a partir daquele segundo. E eu não pensei em uma forma melhor do que a de externar uma das minhas maiores vontades. Com um movimento sutil, eu esmaguei minha boca contra a sua e pude sentir meu corpo inteiro ser tomado por aquele amor que eu me empenhava tanto em esconder. O encarei só para confortá-lo e fazê-lo entender que aquilo devia ter acontecido há algum tempo. Talvez se eu tivesse tido uma infância normal ou se não tivessem me ensinado o amor de uma maneira tão doentia, aquele meu melhor amigo tivesse sido meu primeiro amor desde o inicio. Eu não teria buscado pela imagem paterna que me faltou nos meus amantes, eu teria apenas notado como Jungkook era bonito, gentil e fazia meu corpo inteiro se aquecer em conforto. Jungkook me puxou para mais junto do seu corpo de novo, me abraçou e roçou nossos lábios. Agarrei sua nuca e mordi sua boca, as encaixando logo em seguida. O seu beijo me fazia sentir uma mistura muito intensa de euforia e excitação, mesmo sendo algo pelo qual eu já tinha passado tanto na vida. Devia ser o mesmo de sempre… Mãos deslizando pelas minhas costas, me segurando firme, lábios envolvendo-se aos meus, uma língua ansiosa roubando meu sabor e me preenchendo com o seu, um corpo desesperado buscando mais contato do meu... E ainda assim era tudo diferente. Pela primeira vez, eu pensei que um beijo poderia durar a noite inteira e que no amanhecer eu ainda estaria desejando por mais. Seus efeitos eram tão intensos que agora mesmo eu queria fazer amor com o meu melhor amigo, senti-lo gemer entre as minhas pernas e me sujar todo com o seu prazer, enquanto eu via sua expressão sexy durante o g**o. Apertei sua nuca e soltei seus lábios para ir atacar o seu pescoço com uma mordida. Ao sentir sua carne sendo esmagada por meus dentes, gemi manhoso, como se fosse eu a receber o carinho. — Oh, eu acho que bebi demais e desmaiei. — ele riu me encarando e eu podia entendê-lo, porque eu também sentia que aquilo era como um sonho. Mas assim que ele me agarrou com força, eu soube que estava muito bem acordado. Jungkook conduziu meu corpo a deitar-se no sofá e o acompanhou, ficando sobre mim muito bem encaixado entre minhas pernas. Suas mãos atrevidas apertaram minhas coxas e ele começou a beijar meu peito. Eu sentia que só com aquilo ele estava ficando bem duro e meu corpo fervia de vontade de prová-lo. — Você está acordado. — gemi manhoso, passando os dedos pelos seus cabelos. — Mas realmente bebeu um pouco demais… — sendo assim eu tinha que lhe perguntar aquilo. — Quer t*****r? Jungkookie, você quer t*****r comigo agora? — o encarei, suplicando sem perceber. Eu o queria tanto. — p**a merda. — xingou, apoiando a sua testa em meu peito. Só que logo Jungkook assentiu, agitando sua cabeça sem dizer palavra alguma. Era quase como se ele estivesse tímido com a proposta, mas assim que ele voltou a apertar a minha cintura e se empenhou em devorar meus lábios, eu espantei aquela interpretação para longe. Encaixei minhas pernas em volta de seu tronco másculo e o senti se esfregar em mim cheio de vontade. Tentei a todo custo me livrar rapidamente da sua camisa e assim que consegui, minhas mãos correram para as suas calças, a fim de libertar sua ereção chamativa. Ele estava realmente duro no momento e eu estava babando por finalmente ver como seu p*u parecia delicioso, ainda mais quando gotejava daquela forma, afirmando o tamanho da vontade que ele sentia em me possuir. Apertei os seus fios negros e o encarei, levando minha outra mão ao seu m****o. O apertei bem firme dentro da minha palma e bati uma punheta pra ele. Gostei de ver sua reação. Os seus lábios pequenos e molhados estavam semi abertos ao soltar seus melodiosos gemidos baixos e suas sobrancelhas quase se uniam, mostrando o quanto ele se deleitava. Também gostei de ver como seu p*u deslizava por minha mão, cada vez que eu a movia e esmagava sua glande a fazendo jorrar. De repente, ele atacou minha calça e a puxou até o meio das minhas coxas, a fim de me devolver o favor. A sua mão era tão habilidosa em esfregar meu pênis, que me fazia arfar e soltar gemidos bem mais escandalosos do que ele fazia. Os gemidos de Jungkook eram mais roucos e discretos, enquanto eu deixava minha voz lhe mostrar o quanto ele estava me deixando louco de t***o. — Kookie. — o chamei manhoso e rocei os lábios nos seus. — Toca a minha b***a. E enquanto eu ainda fazia meu pedido, eu mesmo peguei as suas mãos grandes e as levei a minha b***a. Ele não demorou em agarrá-la com força, quase me cobrindo por completo, e eu voltei a esfregar os nossos corpos, deixando nossos paus eretos e melecados cuidarem um do outro. Afundei o rosto no seu ombro, me sentindo mais manhoso ainda quando ele arrastou as unhas por minha b***a. Eu o apertei e soltei um gemido doloroso, sentindo a ardência em minha pele, mas era uma sensação gostosa e fazia meu pênis pingar sobre sua coxa. No mesmo instante, Jungkook afrouxou sua mão e me massageou. Ele continuou com isso como se sentisse medo de algo. Então eu percebi. O encarei e me sentei sobre ele, me ajeitando sobre si de uma forma em que seu p*u pudesse ficar preso entre as minhas nádegas. Assim que senti o calor do seu baixo ventre, rebolei devagar, tentando provocar sua libido. — Não precisa me tocar como se eu fosse quebrar. — o alertei. — Eu quero que você me f**a, Jungkookie. — agarrei sua mão e a coloquei sobre meu peito, a fazendo deslizar para baixo sinuosamente. — Eu quero que me deixe conhecer seu jeito de f***r. Na mesma hora ele gemeu e também colocou seus quadris em movimento. — Desse jeito você vai acabar com a minha sanidade, Yoongi. — riu e me acertou uma palmada forte na b***a, como se estivesse lhe reprimindo há muito tempo. Tremi por completo e o deixei ver que eu gostava daquele jeito. — A-aawn…! Ah, Jungkookie, eu gosto desse jeito. Na realidade, eu estava desesperado por aquilo. Eu acho que nunca fiquei tão desesperado para t*****r como eu estava no momento. Nem mesmo quando eu passara anos sem o contato, eu me sentia tão desesperado para ser tocado como eu me sentia com ele. Eu estava até pensando em um sexo mais agressivo. Não era tanto do meu feitio, mas o desejo estava me consumindo. Eu queria as marcas de Jungkook em mim, os indícios de que ele tinha amado meu corpo intensamente. Eu queria acordar no dia seguinte com ele ao meu lado e passar o resto do dia com as marcas dos muitos beijos que ele deixara gravado em minha pele. Talvez ele tenha entendido ou entrado no mesmo estado de paixão que eu, pois ele se ergueu comigo em seus braços e me levou para o meu quarto com passos apressados. Jungkook soltou meu corpo sobre a cama macia e me encarou por alguns segundos, antes de subir na cama e se ajoelhar entre as minhas pernas. Ele deslizou os dedos por minha barriga e cada toque, por mais simples que fosse, fazia meus músculos se contraírem e quando ele enfiou os dedos por dentro da minha camisa, eu gemi manhoso e arqueei meu corpo. Eu tinha esperado tempo demais por isso, porque o amor estava onde eu menos esperei encontrar, totalmente fora dos meus padrões. Mesmo que eu já tivesse tido boas experiências sexuais, eu nunca tinha sentido como era ser amado de volta. Me sentei e retirei minha camisa. Eu estava afobado demais e Jungkook parecia muito focado em manter seu autocontrole. Agarrei sua nuca e mordi sua orelha, falando algumas provocações bem sacanas, porque realmente parecia que ele podia gozar a qualquer momento e por isso agia com tanta cautela. — Yoongi… — mordeu o meu lábio, enquanto suas mãos trabalhavam com agilidade. Jungkook segurou o cós das calças confortáveis — que eu costumava usar em casa — já no meio das minhas coxas e as puxou, revelando minha nudez completa. Sem demora, ele agarrou minhas coxas e as afastou, abaixando-se entre elas. Seu hálito quente me fez arrepiar e seus beijos deixaram meu corpo inquieto. Como se toda essa provocação não bastasse, seus dedos começaram a circular por minha pele, lhe acariciando, até que sua língua quente finalmente alcançou minha ereção e a tornou ainda mais pegajosa. A provocação era desesperadora, já que eu sentia tanto desejo. Eu precisava sentir sua boca quente me devorar e o incentivei enfiando os dedos em seus cabelos, enquanto empurrava meu p*u contra seus lábios. — Jungkookie… — chamei seu nome quando ele finalmente aceitou minhas investidas e abocanhou meu pênis. Não o fiz apenas para expressar meu prazer, mas para confirmar que finalmente era ele quem o dava a mim. Segurei seus cabelos com mais força, simplesmente porque era delicioso demais e eu me sentia derreter lentamente. Arqueei meu corpo, maltratando meu lábio em uma mordida forte e afundei minha cabeça no travesseiro. Meu p*u entrava e saia da sua boca e eu me excitava mais com o barulhinho da sucção que se intensificava. Eu sentia tanto prazer que m*l conseguia controlar os meus quadris que começaram a se mover em um ritmo maior e, de repente, Jungkook voltou a tocar minha b***a, a apertando com força. Com um movimento simples, ele a deixou mais alta, então, sua boca liberou meu pênis do seu calor e atacou meu buraquinho com certa ferocidade, empurrando sua língua contra ele e me deixando ainda mais fora de mim. Eu queria tanto sentir cada carinho do Jungkook, mas eu continuava com esse desespero por senti-lo dentro de mim, como se o ato todo se resumisse a isso e eu sabia que não. Mesmo assim, a ideia não saia da minha cabeça e parecia que em breve eu ia implorar por seu p*u; eu ia pedir desesperadamente para que ele me fodesse forte e me fizesse sentir falta dele dentro de mim quando finalmente me preenchesse com sua p***a espessa. Jungkook segurou meu pênis, batendo uma pra mim, enquanto se empenhava em deixar meu cuzinho bem molhado com sua língua. Logo seus dedos assumiram o lugar dela e, enquanto os forçava pra dentro e me obrigava a ganhar espaço para lhe receber, ele deslizava a língua por meus testículos. Meu novo amante se ajoelhou, mantendo um ritmo acelerado de seus dedos no meu interior, sem me causar nenhum incômodo. No momento, eu levava uma vida s****l muito ativa com Taehyung e ele provavelmente percebia isso, porque logo ele desistiu de me dar o estímulo e optou por acariciar meu corpo, enquanto beijava minha pele. Estava tudo bem, eu também queria tanto tocar Jungkook e então eu deslizei as mãos por suas costas e logo fui ao encontro do seu p*u duro que não parava de chamar minha atenção. Eu m*l encostei nele e Jungkook me encarou, agarrou meu pulso e o prendeu acima da minha cabeça. — O outro. — pediu. Então eu não podia tocá-lo? Ele estava tão e******o assim que precisava evitar meus toques para prosseguir? Eu levantei a mão obedientemente e juntei a outra no seu aperto. Ele subiu com mais pressa os seus beijos que se iniciaram na minha barriga e agora estava em meus m*****s, mordiscando-os. Abri bem minhas pernas e as cruzei em volta da sua cintura. — Seus olhos estão quase implorando, porque não me pede de uma vez? — sorriu malicioso e selou meus lábios, o que foi um ato singelo diante da malícia explicita na sua pergunta. Ri um tanto presunçoso. Eu não era tímido na hora do sexo, eu já não era mais aquele garoto ingênuo e eu tinha segurança do que queria e de como gostava de sentir prazer com alguém. — Claro, eu quero que me f**a. Eu quero o seu p*u todo dentro de mim. — pausei apenas para soltar um gemido que preencheu meu peito, junto a uma mistura intensa de sentimentos. — Jungkook, me bagunça inteiro, do jeito que você quiser. Eu quero sentir o caos que é f***r com você… Eu disse aquilo sem medo, porque eu tinha certeza que fazer amor com Jungkook seria intenso em vários sentidos, que causaria uma explosão caótica dentro de mim e, enquanto minha mente vagava nessa ideia, ele se enterrou no meu interior de uma vez e me fez agarrar suas costas e tremer de t***o. Eu sabia, Jungkook era único. Ele me estocou no seu ritmo, enquanto me encarava ofegante. Seus olhos pareciam me adorar e não cansavam de apreciar cada reação mínima do meu corpo. Eu não me senti um simples objeto de desejo. Eu não senti que o sexo era uma obrigação ou que era assustador. Eu senti que aquilo ia além do prazer de nossas carnes. — Jungkook — o chamei com a voz falhando. — Eu te amo… — isso, sim, era assustador, amar. E — mesmo sem eu ter planejado, porque de todas as vezes que o imaginei me abraçando, jamais pensei naquilo — meu medo rolou de forma líquida por meus olhos. Aquilo o fez paralisar na hora. Jungkook tocou meu rosto e seu olhar era tão atencioso quanto o de costume. — N-não para, continua, por favor. Eu quero sentir você. Agarrei sua nuca e o beijei cheio de paixão. Me senti um pouco culpado por estar chorando, devia ter sido assustador para ele, mas eu não conseguia segurar aquilo. Algo dentro de mim ainda estava machucado e não era culpa do Jungkook. E, mais uma vez, me via preso no peso que Jungkook tinha em minha vida. Me relacionar com Taehyung não me assustava. Nossa interação e sexo eram ótimos, mas cada um estava no seu lado. Íamos até o outro quando precisávamos e se de repente a gente não quisesse mais, uma boa conversa amigável resolveria tudo. Além do mais, perder Kim Taehyung não era o mesmo que perder Jeon Jungkook. Nenhum deles nunca foi. Nunca chegaram nem perto disso. Estar com ele finalmente era perfeito, mas a minha cabeça não parava de reabrir as feridas que eu achava estarem cicatrizadas. Jungkook era a passagem para a minha instabilidade emocional e eu tinha medo de não saber lidar com isso. Ele me abraçou forte — quase como se pudesse ler meus pensamentos — e sentou-se, me puxando para junto de si. Seus braços não se afrouxavam, enquanto ambos movíamos nossos corpos em sincronia e estar preso no seu abraço seguro era tudo o que eu achava precisar no momento. Então, ele beijou meu rosto, meus olhos e depois minha orelha, onde ele sussurrou com um tom terno: — Você é tão precioso, Yoonie. E foi aí que eu percebi que mais do que fazer um sexo desesperado e ansioso, o que eu realmente desejava era, nada mais e nada menos, do que fazer e confirmar amor com ele. E foi exatamente isso o que fizemos pelo resto da noite, com carícias leves e beijos por todos os cantos.
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