Mesmo que eu não tivesse um encontro realmente marcado com Taehyun, decidi ir à sua casa. Sabia que naquele horário o encontraria lá, pois ele só costumava ir para o ateliê depois de pegar sua pequena na escola. O que nos proporcionaria uns bons minutos a sós e bem aqui, eu precisava muito senti-lo.
Bati em sua porta e esperou pouco até ele me atender com sua camisa m*l abotoada, cabelos desgrenhados e, como sempre, a pele suja de tinta. Taehyung pintava até quando estava em casa. Ele era tão apaixonado pela arte, que a tinha como profissão e hobby. O homem me olhou surpreso, já que eu tinha aparecido sem aviso, mas escancarou a porta para que eu entrasse. Quando dei o primeiro passo, meu belíssimo amante já me amparou em seus braços e beijou meus lábios, me fazendo sentir o gosto forte de café sempre presente em seu paladar. Isso era só mais uma coisa nele que me deixava louco. Acariciei sua nuca e mordi seu lábio. Só que meus olhos não paravam de buscar cada detalhe seu, tudo nele me intrigava e hoje ainda mais que o de costume. Toda a conversa da sessão ainda perambulava em minha mente
— Tae, vamos para o seu quarto. — fiz logo meu pedido.
Eu não tinha aparecido em um horário que sabia que estava sozinho à toa. Antes que a pequena Hyojin chegasse de suas atividades — por volta das 16 horas — eu queria alugar seu pai apenas para mim e Taehyung, como nunca me negava fogo, apenas riu com meu pedido, pronto para aceitá-lo.
Não havia nada de novo em um aparecer na casa do outro de repente querendo saciar a carência com sexo ou com uma conversa longa. A gente tinha um relacionamento tranquilo e honesto — honesto até demais — e foi exatamente assim que ele começou. Depois de tudo, eu precisava de um pouco mais de confiança antes de me envolver com alguém e aos poucos criamos um tipo de amizade, além daquele nosso lance de pintor e seu modelo, e quando eu não aguentei mais, o ataquei e tanto eu quanto ele, matamos nossas solidões juntos. Eu não era o único a me sentir sozinho.
Sendo assim, Taehyung tratou logo de agarrar a minha cintura e seus lábios grandes, percorreram todo o meu pescoço com beijos molhados. Era delicioso ter sua boca na minha, enquanto sua mão continuava a acariciar a minha lombar, indecisas entre aquela região e minha b***a. Por fim, elas se firmaram em minhas nádegas e me apertou com força.
Sua boca escapou da minha e percorreu minha pele, indo mordiscar minha clavícula. Meu corpo estava tão e******o, que eu simplesmente pulei em seu colo, desejando que ele me levasse de uma vez para sua cama e me possuísse. Sem pestanejar, ele me agarrou e ando na direção que eu tanto desejava mentalmente, o seu quarto. Assim que ele empurrou a porta, me colocou de volta no chão para começar a me despir.
Meu amante tirou minha camisa primeiro e suas mãos passearam por minha derme exposta. Logo sua boca invejosa fez o mesmo e Taehyung começou a dar ao meu corpo o tratamento que eu tanto gostava. Estávamos juntos há tempo suficiente para saber bem como eu gostava de ser tocado. Então ele o fazia, me beijava ardentemente e marcava meu corpo com leves manchas avermelhadas; provocava meus m*****s, os chupando com tanta fome que os deixava levemente inchados e com uma coloração intensa; ele excitava minha pele de todas as formas possíveis, fosse com sua boca úmida ou com seus dedos ásperos, a fazendo arrepiar-se com todos aqueles estímulos delirantes.
Quando ele terminou de me deixar completamente despido, continuou tocando os detalhes do meu corpo, enquanto a gente se beijava. Mesmo estando tão perdido naquelas sensações, eu ainda podia notar os passos que ele dava, me empurrando para a sua cama e antes de me jogar nela, suas mãos dominantes me fizeram virar de costas e seu corpo másculo, muitos centímetros maior, grudou-se ao meu.
— Own… — um calor intenso me tomou.
Ele beijava os meus ombros, à medida que esfregava sua ereção pulsante em minha b***a. O tecido grosso da sua calça ralava por minha pele, mas ainda assim eu podia sentir tão bem o seu tamanho. Eu quase podia visualizar em minha mente seu tão conhecido m****o intumescido e completamente úmido. O que só fazia meu desejo crescer de forma quase avassaladora.
Cada vez que Taehyung mordiscava minha pele, deixando uma trilha de saliva nas minhas costas, eu me sentia mais a mercê de seus carinhos. Eu quase não conseguia evitar o balanço dos meus quadris contra sua pélvis. Era tão bom sentir, ainda que coberto, seu p*u atacando meu cuzinho. E como se não bastante toda aquela provocação, ele me agarrou, ainda daquele jeito, por trás e subiu na cama comigo. Meu corpo obediente aos seus desejos descansou em seu colchão macio à espera do próximo passo.
Tudo o que eu fiz foi me ajeitar na cama e agarrar seu travesseiro, enquanto empinava minha b***a para si e gemia manhoso só por sentir os beijos que ele fazia descer cada vez mais pelas minhas costas. Se ele continuasse naquele caminho, muito em breve o calor da sua língua estaria preenchendo minha entrada que pulsava cheia de vontade.
— Hghnn... — gemi com mais dengo, apertando o travesseiro de Taehyung e praticamente afundando meu rosto em sua maciez, assim como ele afundava o seu agora entre as minhas nádegas fartas.
Seu cheiro, impregnado no travesseiro, só me deixava mais e******o e fazia com que eu empinasse ainda mais a b***a na direção de seu rosto. Eu o queria sentir tão desesperadamente, mais profundamente e ele conhecia tão bem minhas vontades, que apertava minha b***a, afundando seus dedos em minha carne, e metia sua língua quente dentro da minha entrada, me fazendo estremecer e rebolar. Ele era tão gostoso na cama e isso era só mais uma coisa da qual não tinha do que reclamar sobre ele. Taehyung era o cara perfeito, mas...
— p***a, como você é gostoso, Yoonie. — falou com sua voz grave, capaz de excitar qualquer um, e me acertou uma palmada forte.
Urrei de prazer, sentindo minha pele arder. Adorava como Taehyung só era agressivo quando era necessário, ou seja, durante o sexo e ainda assim na medida que eu considerava excitante.
— T-Tae… — chamei seu nome baixinho, quando ele subiu beijos pelas minhas costas.
Eu não sabia se estava frustrado porque queria continuar sendo beijado ali embaixo ou se estava ansioso, porque estava cada vez mais perto de senti-lo dentro de mim e isso me enlouquecia de t***o.
Taehyung agarrou meus cabelos e os puxou, me obrigando a ficar de quatro para si e sem hesitar eu esfreguei minha b***a contra os seus quadris. Metade do meu ânimo se foi quando percebi que ele ainda estava vestido. Acabei gemendo irritado, porque, p***a, eu podia sentir tão bem a marca da sua ereção que estava maior e mais firme agora, que quase salivava de vontade.
O mais velho mordeu minha orelha e me perguntou se eu estava ansioso, como se não fosse bastante óbvio. Meu corpo inteiro tremia e estava avermelhado, além do mais, meu pênis pingava em sua cama e meu cuzinho molhado com sua saliva piscava. Então, eu não lhe respondi, porque era óbvio que ele só pretendia me provocar. Ele deslizou a mão para o meu pênis e o esfregou, me fazendo gemer mais alto e afastando a leve irritação que senti antes, devido ao aumento de prazer.
Só que, de repente, ele parou e eu só não resmunguei, porque pude escutá-lo mexer em suas roupas. O som característico de zíper se abrindo, me fez agitar os quadris no ar e afundar mais o rosto no travesseiro. Em segundos pude ouvir quando Taehyung começou a se masturbar. Sua mão subia e desceu por seu molhado, dava pra ouvir tão bem que eu nem precisa olhar para compreender. Mesmo assim ele quis que eu sentisse e aí ele bateu seu p*u molhado na minha b***a.
— É por isso que está ansioso? — apenas sua voz já era muito provocante e ele ainda ousava usá-la para dizer essas coisas.
— É. — confessei em um gemido fraco. Não era por nenhuma timidez, era apenas o desejo me deixando sem palavras.
Senti minha entrada piscar tão forte, desejando mais que tudo aquele p*u me fodendo, que um calafrio fez meu corpo inteiro estremecer diante de seu olhar. Ele se afastou de mim e se ajoelhou na cama, me deixando curioso. Me virei de frente para ele imediatamente e fiquei lhe encarando tirar sua camisa, exibindo sua pele desenhada pelas poucas tatuagens pretas que se distribuíam por seu corpo e o selo de nicotina, amarelado, em seu braço, por que de repente Taehyung não queria dar m*l exemplo a pequena Kim e estava decidido a acabar com seu vício.
Abri minhas pernas, mas fiz meu pé passear por sua barriga e esfreguei meus dedos no seu p*u. Ele estava bem duro e escorrendo, assim como eu havia imaginado desde o começo. Estremeci só de encarar sua expressão. Taehyung era fodidamente sexy, enquanto gemia e me encarava, só por ser tocado por meu pé.
Ele agarrou minhas coxas e me puxou para perto dele, — adorava como ele tinha esse jeito dominante na cama, sempre me conduzindo ao prazer, sem precisar ser egoísta — segurou minha mão acima da minha cabeça e apertou minha cintura, curvando seu corpo sobre o meu e me encarou. Remexi os quadris, ansioso, tentando provocá-lo a me f***r de uma vez, mas no lugar disso, ele atacou meus lábios para mais um beijo sufocante. Agarrei seus fios esverdeados e enrosquei a língua na sua, chupando-a delicadamente. Eu gemia no meio do beijo, sentindo a glande inchada de Taehyung massagear e ensopar minha entrada.
— Você ta tão necessitado hoje. — acariciou meus m*****s, fazendo meu corpo se arquear.
— Se percebeu porque continua brincando comigo? — o encarei sensualmente, segurando sua mão que mexia em meu peito. A levei até a boca e rocei a língua entre seus dedos. — Você já devia estar me fodendo, hm?
Ele soltou uma risada rouca e sexy antes de se esticar para a sua gaveta atrás de uma camisinha. Taehyung sentou-se sobre suas pernas longas, enquanto cobria seu p*u grande com o látex e, assim que acabou, me encarou, passando a língua pelos lábios.
— Vem aqui, Yoonie. Eu vou fazer tudo o que você quiser. — me convidou e eu não hesitei em aceitar uma proposta tão tentadora.
Fui para cima do Taehyung e ele agarrou minha b***a, a abrindo o suficiente para se encaixar entre ela. Seu p*u ficou espremido entre minhas nádegas e eu quiquei devagar só para lhe dar mais prazer. Acariciei suas orelhas e o encarei, pedindo diretamente, dessa vez, para que ele metesse seu p*u em mim e ele o fez.
Taehyung o enfiou todo dentro de mim, devagar como ele sempre fazia, tentando me torturar e me deixar mais desesperado pelo prazer que ele sempre me dava. Seu p*u me alargava e preenchia tão bem, que minhas pernas enfraqueciam. Estiquei meu corpo sobre o seu e rebolei com ele se afundando dentro de mim. Eu não conseguia suportar a ânsia por senti-lo me fodendo a cada quicada.
Taehyung voltou a beijar minha pele, deixando meu pescoço marcado, e acariciou meu peito. Ele nunca esquecia de me tocar além daquele ponto. Ele sempre corria sua boca e seus dedos por todas as minhas zonas erógenas. Arriscava dizer que meu mamilo era o seu preferido. Igual ele fazia agora, meu amante costumava abocanhá-lo e chupar por longos segundos, enquanto se firmava dentro de mim, me fazendo subir e descer dentro do seu abraço.
Eu o agarrei forte, gemendo mais alto e o esmagando dentro de mim. Talvez fosse por isso que ele gostasse tanto de me tocar ali, porque meus m*****s sensíveis me excitavam tanto, que meu cuzinho ficava mais apertado e guloso. Eu sentia tanto t***o e me agarrava a ele com força, maltratando sua pele com minha unhas. Em troca ele também me abraçava firme, mas se tinha algo que deixava todos os pelos do meu corpo eriçados era o jeito como ele me encarava gemendo.
Taehyung tinha um olhar sexy e se sua voz era maravilhosa em timbre comum, quando o homem se propunha a gemer de prazer, era quase um pecado. E ele estava me fodendo e******o pra c*****o no momento. Suas mãos se afundavam em minha b***a, enquanto ele ditava um ritmo delicioso que me deixava à beira de gozar.
— A-awn… — eu joguei meu corpo para trás, me apoiei na cama e quiquei no seu p*u, gemendo mais descontrolado do que fazia no início. — Taehyung, me faz gozar agora, por favor... — supliquei cheio de manha.
Eu precisava disso, meu corpo inteiro gritava por alívio.
— Você já quer gozar? — beliscou um dos meus m*****s.
Eu entendia que não tínhamos começado há muito tempo, mas desde o começo nós dois sabíamos que só tínhamos tempo pra uma rapidinha gostosa antes dos nossos compromissos.
— Quero. — o encarei, dengoso. — Me fode forte, eu preciso gozar!
E aí ele começou a meter tão forte dentro de mim, quanto eu havia lhe implorado. Meu corpo se contorceu todo em prazer e eu tremi inteiro. O p*u grosso de Taehyung acertava incansáveis vezes meu ponto mais sensível, — como se ele soubesse o tempo todo como me deixar molinho em seus braços daquele jeito — e, enfim, meu p*u começou a jorrar minha p***a, enquanto minha garganta arranhava com meus gemidos altos. Ele tinha conseguido me dar outro orgasmo maravilhoso e provar que, de fato, ele era um homem irresistível.
Mas eu não estava ali à toa. O que eu mais queria não era apenas o prazer s****l, mas, sim, o que vinha depois. Eu continuava com essa mania, de querer ser abraçado e bajulado por um homem que me fizesse sentir seguro em seus braços e Taehyung fazia bem esse tipo. Meu corpo desabou na cama, sem parar de tremer, e ele me agarrou no seu costumeiro abraço terno. Taehyung só se livrou de sua camisinha cheia e focou sua atenção em mim, me mostrando seu lindo e doce sorriso, para depois me fazer afundar meu rosto em seu peito.
Eu me sentia inundado pelo seu cheiro, enquanto meus dedos passavam por seus cabelos coloridos e ele beijava minha orelha. Eu amava esses momentos, mas isso era outro tipo de amor, eu sabia, não passava de uma amizade que se estendia para o desejo... No fim das contas, eu estava encurralado pelo meu medo, mas não tive tempo de me desesperar por isso, já que como de costume o toque de seu celular sempre nos separava. No entanto, aquele era um toque especial e uma prioridade na vida do artista, eu o conhecia muito bem.
— Você tem que ir buscar a Hyojin na escola. — falei meio rouco do orgasmo.
Toquei seu peito e o empurrei na cama, indo para cima dele. Selei nossos lábios, mas ele deslizou as mãos pelas minhas costas nuas e aprofundou nosso beijo, antes de levantar-se. Por mais que ele se excitasse de novo, ele jamais arriscaria deixar sua garotinha lhe esperando um segundo sequer. Kim Taehyung era esse tipo de pai, totalmente zeloso.
Me sentei na cama e fiquei lhe observando colocar sua camisa, mesmo sem abotoá-la, e em seguida sua cueca, mesmo que ele já fosse tirá-la no banheiro. E, de repente, encará-lo tanto e admirá-lo tanto, me fez lembrar que eu havia feito o caminho da sorveteria até sua casa um pouco irritado e pensativo.
A consulta de hoje não saia da minha cabeça. Eu já tinha percorrido aquele caminho, já havia comparado aquele homem que estava seminu na minha frente com meu melhor amigo, mas quando a doutora Hyunmi dizia, me dava um pouco mais de confiança, pois eu não era completamente saudável ainda e era muito estranho para mim lidar com meus próprios sentimentos.
Observar Taehyung desse jeito, só me fazia perceber como ele satisfazia qualquer idealização que eu tivesse. Ele era bonito, muito bom de cama, atencioso e honesto. Me tratava muito bem, além das outras coisas que eu me envergonhava em admitir — como o fato dele ser um homem maduro e um pai coruja — que o tornavam muito mais atraente para mim. Às vezes o próprio Taehyung tirava sarro da minha cara, porque ele estava a par de toda a situação. Eu não podia simplesmente entrar em um relacionamento com ele, sem lhe contar o tipo de problema que ele estava aceitando em sua vida, além de que éramos amigos e seus conselhos sempre me faziam bem.
— Então, o que rolou? — sua pergunta me tirou dos meus devaneios.
Pisquei os olhos, percebendo que meu olhar o tempo todo estava fixo em sua imagem, mas na realidade pareciam distantes daquele lugar. Ele passou as mãos pelos fios bagunçados e me encarou com um sorriso desconfiado. Mais uma vez eu tinha me perdido em pensamentos, isso já era um hábito, viajar e me perder entre minhas confusões mentais e aquele homem era sempre perspicaz.
— Nada. — menti na cara dura.
Mas Taehyung riu presunçoso, porque ele era perspicaz demais e eu sabia que até minha chegada repentina iria significar algo para ele e, honestamente, desde o começo eu estava agindo muito estranho e eu tinha noção disso. Sempre íamos um até o outro, mas aparecer sem avisar e ainda mais naquele horário, pra ter uma rapidinha aleatória? Bem, isso não fazia tanto nosso estilo.
— Talvez você não tenha percebido, mas você está me olhando estranho desde que chegou e também apareceu tão de repente e tão carente. Não estou reclamando, foi uma visita deliciosa, mas você teve consulta hoje né?
Taehyung voltou para a cama e me puxou para seu colo. Me sentei direito sobre ele e o abracei, encarando seu rosto, perto demais.
— Tive, mas... — revirei os olhos e mexi nos seus cabelos, nitidamente chateado. — É que tem uma coisa me irritante muito há algum tempo.
Ele me encarou, esperando que eu dissesse algo.
— Bem, é você, sabe? — confessei de um jeito vago demais.
— Eu? — franziu as sobrancelhas, mas não estava bravo, seu olhar complacente esperava minha continuação.
— Não é exatamente você e, sim, a situação. Estou chateado porque não nos apaixonamos de verdade. — estalei a língua no céu da boca. — Sério, porque não nos apaixonamos? Nós dois sabemos que você é meu tipo ideal. — acariciei seu rosto. — E nos damos tão bem. Você é o melhor relacionamento que eu já tive na vida...
— Mas você ama o Jungkook — me cortou. — e eu tenho a minha princesinha, ela ainda é muito novinha. Eu não quero entrar em nenhum relacionamento de cabeça e você merece isso, Yoongi. — beijou meu rosto. — Você é precioso e jovem demais para já ter sofrido tanto.
— Eu sei. O problema não é esse, eu adoro como você prioriza a Hyojin e ainda pensa em mim — suspirei, sentindo minha frustração aumentar. — Mas continuo chateado com tudo. Na realidade, eu acho que não quero aceitar ainda que não seja carência ou qualquer coisa do tipo... Eu amo mesmo o Jungkook. — fiz uma careta.
— E eu penso que você devia contar a ele, é tão óbvio que ele é louco por você. — revirou os olhos, não por desprezo, mas porque Taehyung vivia insistindo nessa teoria e eu sempre reagia igual:
— De novo com isso? Jungkook namora e ele definitivamente não me enxerga assim. Ele sabe o quão problemático eu sou. — admitir isso fazia meu coração doer, mesmo que eu pregasse um sorriso nos lábios e fingisse que não me magoava.
— E daí que ele namora? Isso não quer dizer nada, já o jeito que ele te olha quer dizer muita coisa. Quer saber, Yoongi? — me jogou na cama e ficou por cima de mim, me encarando intensamente. — Eu acho que você tem tanto medo de ficar com ele e ser feliz, que quer ignorar o óbvio. Não é possível que você não tenha notado ainda que seu amigo sente o mesmo, mas ainda está assustado com os seus antigos relacionamentos e tem receio que as coisas com Jungkook dêem errado também. — jogou na minha cara.
— É, eu tenho medo. Olha, foi exatamente o que eu disse antes. — acariciei seu rosto e selei nossos lábios, a fim de encerrar o assunto. — Agora cala a sua boca. Você não tem que ir tomar banho logo? — brinquei com um tom severo.
Taehyung abriu sua boca e por fim a fechou, quando ele me viu morder seu lábio. Me conhecendo, ele devia saber que eu estava tentando fugir desesperadamente daquele assunto, ainda que ele fosse permanecer dentro de mim. Eu nunca gostei das suas suposições sobre os sentimentos de Jungkook, elas me deixavam nervoso e eu não queria me iludir. E de qualquer forma, não adiantava nada eu saber que eu provavelmente amava mesmo Jungkook e que havia uma chance, mesmo que remota, dele me amar também, se esse sentimento ia permanecer preso dentro de mim em segredo.
Taehyung me encarou por longos segundos, como se tentasse enxergar mais de mim do que eu realmente costumava lhe mostrar. O abracei e soltei um longo suspiro. Não senti medo que ele me decifrasse ainda mais, só senti meu incômodo aumentar por ele tentar, por se esforçar tanto para me fazer feliz. Tudo seria mais simples se eu o amasse, isso era um fato.