Intimação

1368 Palavras
Helena Consegui seguir trabalhando na padaria enquanto a minha barriga deixava, mas a medida que o tempo passava ia ficando cada vez mais difícil já que eu levava dois bebês e não apenas um além de que enquanto eu estava trabalhando os dois ficavam bem quietinhos dentro da barriga como se estivessem dormindo eu mexia o dia inteiro e como o médico falou que eu poderia ter um parto normal andar faria bem para mim e para os bebês já quando eu chegava em casa tomava um banho dado na maioria das vezes por Adrian já que eu não via mais nem meus pés e depois na hora que eu me sentava eles começavam a se mexer e daí não parava mais os chutes e as viradas eram doloridos mas eu olhava apaixonada pelos meus bebês a fase em que eu cogitei não temos não existia mais agora eu não poderia viver sem eles sem ser mãe dessas duas vidas. Alexandre Bateram na porta bem cedo já fazia meses que Helena fugiu e apesar de uma conta exorbitante ainda não tive mais pistas. — Pode entrar. Meu mordomo entrou já com medo da minha reação. — Fale logo não tenho o dia todo? Ele se encolheu, mas respondeu à pergunta. — Tem um homem na frente e ele não sairá sem falar com o senhor. — Hum! Levantei-me e fui até a porta lá me aguardava dois policiais. — Pois não eu sou Alexandre? — Senhor Alexandre recebemos uma denúncia queira nos acompanhar até a delegacia. — O que está acontecendo policial eu não fiz nada. — Isso teremos que averiguar agora queira nos acompanhar. Eu já até sabia quem fez a denúncia, mas não acreditava que ela teria coragem isso me surpreendeu acompanhei os policiais até a delegacia e lá foram apresentadas fotos de Helena com vários machucados. — Você conhece essa mulher? -Sim, ela é minha esposa. — Mas pelo que vejo aqui vocês não são casados legalmente. — Sim, mas vivemos juntos por cinco anos. — Pelo quê vejo aqui a Senhora Helena Albuquerque foi privada de sua liberdade e mantida em cárcere privado além de ser agredida verbalmente e até mesmo fisicamente pelo senhor. — Isso é um ultraje sou um cidadão respeitável dessa cidade a única coisa que fiz foi proteger Helena de um pai abusivo quem espancava ela foi ele e não eu. — E como o senhor me explica ela te culpar pelos mais tratos? — Delegado minha menina não está bem sua mente ficou confusa após ser tantas vezes agredida tenho laudos médicos para provar isso tudo o que estou afirmando. Abri uma pasta contendo vários exames e laudos além da assinatura de Leonardo Albuquerque prometendo deixar a filha em paz. O delegado começou a ler cada papel e eu vi dúvidas no seu olhar tinha conseguido. — Bem nós vamos averiguar a veracidade de cada papel que o senhor trouxe entraremos em contato, mas aconselho ao senhor não sair do país em breve receberá uma intimação para comparecer novamente. Como eu pensei fui liberado e voltei com os meus olhos em chamas para você fazer essa denúncia teve que dar seu endereço Helena você cometeu um grande erro, as imagens dela marcada trouxe um grande sorriso ao meu rosto vou te pegar Helena pode esperar. Adrian Todas as cartas estavam na mesa a denúncia foi feita, além do laudo do médico e as fotos, quando tirei Helena daquele inferno a gravação com o pai de Helena foi outra das provas agora tínhamos que aguardar. — Teve alguma notícia eu não quero ver ele? — Eu sei amor, mas temos que fazer alguma coisa não podemos ficar escondidos para sempre. Helena estava aflita, ela mordeu o lábio e gingou até o sofá agora estava cada vez mais aparente a gravidez dos meninos. — Eu tenho medo ele é capaz de tudo. Fui até o sofá e a abracei pousando as mãos na sua barriga logo que toquei os dois começaram a se mover e chutar Helena já completou sete meses e sua barriga parecia um campo de futebol de tantos chutes. — Eu não vou deixar ele te machucar eu juro amor. Beijei seus lábios e ela pareceu se acalmar estava cochilando nos meus braços quando o telefone tocou a deixei o mais silencioso possível deitando ela no sofá macio e atendendo o telefone. — Alô! pois, não delegado. O processo estava correndo e Alexandre negou todas as acusações apresentando provas com laudos médicos e até mesmo culpando seu Leonardo de tudo. — Isso só pode ser brincadeira. Fui eu que tirei ela daquela prisão e vi todos os machucados novos e antigos. O delegado nos pediu para comparecer à delegacia, pois meu irmão me culpou de tirar sua mulher da casa que ela estava segura, eu queria gritar com ele de frustração, mas eu não podia e ainda por cima poderíamos encontrar Alexandre no dia da audiência olhei para o sofá para o meu mundo deitado ali toquei a barriga de Helena onde agora parece que meus bebês se acalmaram e beijei. — Vocês são meus... Corri minha mão num toque suave e a segurei no meu colo parecia se eu não os pegasse poderiam desaparecer a qualquer momento consegui levar ela para o quarto e para a cama deitando e abraçando-a por trás em conforto suspirei eu sabia que esse encontro iria ser muito difícil para minha família dentro de um pouco tempo consegui dormir segurando eles ali. Helena Estar no mesmo local que ele me deixava com os nervos em frangalhos, já estava com quase oito meses e parecia que iria esplodir entrei tentando não olhar para o seu rosto, mas algo me puxava para olhar para cima e quando eu olhei Alexandre estava olhando para minha barriga e não foi o olhar de surpresa que eu imaginava que ele daria ao me ver grávida, mas apenas como se tivesse confirmado um fato, parece que ele já sabia de alguma coisa, abaixei o olhar e sentei perto de Adrian procurando seu apoio, o nosso advogado era Jorge Luiz um dos amigos de Adrian foi ele que nos avisou que Alexandre estava nos procurando e nos deu a oportunidade para nos esconder em outro lugar , sentei ainda tremendo e fui consolada pelos braços de Adrian a minha volta se olhares pudessem matar estaria morta pelos olhares que ele me dava tentei me esconder em seus braços só que essa proteção durou pouco pois logo meu pai foi chamado e o advogado de Alexandre começou a interrogação vi ele sentar e seus olhos estavam abaixados faz muito tempo que eu não o via e eu me senti mais uma vez traída pelas palavras sendo ditas confirmando tudo o que Alexandre tinha alegado como se fosse ele que me batia e humilhava e foi Alexandre que me tirou dele eu queria gritar de frustração eu me levantei no impulso as lágrimas já caiam dos meus olhos ouvindo ele mais uma vez me trair Adrian segurou minhas mãos e eu me sentei. -Acalma-se amor fará m*l para os bebês. Eu fiquei ali chorando enquanto o nosso advogado tomava o lugar e começaram a questionar o meu pai e apresentar o áudio que Adrian gravou no último dia que estive presa. -Esse não sou eu nuca falei tal coisa. -Objeção excelência. -Negado. Ao término ficou a dúvida no ar Adrian foi chamado para depor e por último eu queria correr e me esconder dele, mas eu não podia as perguntas chegaram cortantes desde que se alguém viu meus machucados já que se eu tinha apanhado na residência de Alexandre todos deveriam ter visto, mas eu não tinha ninguém a não ser Adrian para provar que foi ele que me batia e abusava no final eu me sentia sem forças para lutar os médicos disseram que eu era incapaz de dar um testemunho real dos fatos já que o abuso pelo meu pai me fez delirar arrumando outros culpados por não aceitar o que meu próprio pai tinha feito eu me levantei mais uma vez cansada de ser taxada de louca. -Eu não estou delirando foi ele que me fez tudo isso.
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