Os dias passaram e meus bebês estavam se desenvolvendo bem. Passei o maior tempo possível com os dois e Helena, mas ela ainda não acordou estava com muito medo de perder o amor da minha vida as quarenta e oito horas se foram e após mais de uma semana eu tinha medo dela nunca acordar.
-Oi! amor sou eu de novo, vi nossos meninos e eles são tão lindos parecem com você os dois são tão pequeninos.
Segurei sua mão tentando fazer com que ela desse, alguma reação, mas nada.
— Por favor Helena nós precisamos de você volta para mim amor...
Beijei seus lábios e senti sua mão apertar a minha.
— Helena?
Seus olhos tremeram e se abriram eu olhei para os meus olhos verdes que eu tanto amava.
— Adrian.
Sua voz saiu baixa e rouca com falta de uso suas mãos abaixaram para barriga e ela me olhou com medo.
— Calma eles estão bem um pouco pequenos, mas perfeitos.
Ela suspirou e lágrimas caíram dos seus olhos.
— Eu preciso, velos quero os meus filhos.
Ela tentou se levantar, mas não deixei.
— Por favor Adrian eu preciso ver eles?
— Eu sei amor, mas o médico precisa te ver já faz uma semana.
Ela me olhou surpresa.
— Tanto tempo...
— Calma o médico te examinando eu te levo para ver os dois te prometo amor.
— Ta bom!
Corri para avisar a enfermeira e ela chamou o médico logo Helena começou a ser examinada dos pés a cabeça levou algumas horas para todos os exames e ainda bem que tudo corria bem só teria que ficar um bom tempo de repouso.
— E agora doutor por favor preciso ver meus filhos?
— Ok vou liberar a visita aos dois, mas não posso te dar alta ainda pelo menos mais uns três dias no hospital já os bebês estão se desenvolvendo bem e aceitaram beber do copo, mas conforme o leite descer você mesma pode fazer isso as enfermeiras te ajudarão.
Eu ajudei Helena no banheiro até ela se trocar e depois a levei para onde nossos filhos estavam, mas os dois estavam dormindo grudados um ao outro.
Ela chorou tocando no vidro da incubadora.
— Eu pensei que eu fosse sentir algum sentimento r**m aos velos, mas a única coisa que eu sinto por eles é amor.
Eu respeito fundo e segurei sua mão e babamos nos nossos filhos.
— E agora?
— Não se preocupe com isso eles são nossos filhos é o meu nome que consta na certidão o meu e o seu ninguém irá tirar eles de nós.
Ela me deu um pequeno sorriso e parecia que eu tinha ganhado o mundo.
— Noah e Lucca?
-Sim, foram os nomes que nos tínhamos escolhido o maiorzinho é o Noah ele nasceu primeiro.
— São tão lindos.
Passamos mais um tempo ali até que Helena estava cansada de mais até para estar de olhos abertos e eu a levei para o quarto prometendo levá-la mais uma vez ainda hoje para velos, logo minha Helena adormeceu e eu pude respirar mais tranquilo tudo ficará bem foi só um susto.
Helena
Acordar na cama do hospital foi um susto diversos medos me vieram a mente, mas o que mais eu temia era perder meus bebês e depois de ver eles foi como se me desse uma nova razão de viver Adrian foi tão importante nesse tempo sua paciência era tão grande e eu podia sentir seu amor em cada gesto que ele fazia os três dias passaram e além de uma fraqueza e algumas dores na barriga no mais eu estava bem só que eu não poderia ficar com eles teria que ficar indo e voltando do hospital até eles ganharem peso e poder sair, foram dias difíceis, mas os dois estavam progredindo dia após dia.
Adrian
Dois meses depois e muitas idas, e vindas de Helena dando de mamar aos dois eles chegaram a dois kg de peso e receberam alta ela estava totalmente recuperada e apesar de ainda serem pequenos estavam saudáveis a nova audiência estava marcada para daqui a quinze dias e o pai dela estava aguardando julgamento e a ameaça de Alexandre ainda pairava no ar meu irmão não apareceu mais depois do primeiro dia mais eu sabia que ele não se daria por vencido assim tão fácil.
— Você preparou o carro com os bebê conforto?
-Sim, amor calma está tudo certo assim como nossa casa e até mesmo os bercinhos.
— Eu sei, mas eu tenho medo estou com uma sensação r**m aqui no peito.
— Calma logo estaremos levando-os para casa deve ser ansiedade.
Helena
Estava tão nervosa eu amava tanto aquelas crianças nunca imaginei sentir amor tão grande e quando eu os olhava via apenas meus filhos e de Adrian não meu algoz.
— Eu quero segurar os dois o mais rápido possível.
— Eu sei amor vamos falar com o médico e de lá pegar nossos bebês.
O doutor nos deu a alta e de lá chegamos a enfermaria.
— Ola senhora eu já aprontei o Noah.
— Que bom! mas e o Lucca?
— Como assim o pai o levou eu o entreguei e ele disse que você viria buscar o outro.
— Como assim nós só viemos agora para quem você entregou meu filho?
Eu segurei Noah nos braços e comecei a chorar.
— Não Adrian ele o levou eu sei Alexandre o levou de mim.
Senti seus braços a minha volta.
— Eu não entendo senhor?
— Enfermeira chame a polícia meu filho foi levado pelo meu gêmeo.
A polícia chegou, mas não havia sinal de Alexandre ali nada apenas o relato de uma enfermeira.
— Eu já disse foi ele eu tenho certeza só ele levaria Lucca de mim.
Eu gritei e chorei e Noah começou a chorar também. Tentaram tirá-lo dos meus braços, mas eu não poderia deixar.
— Adrian eu quero meu filho por favor traz ele para mim.
Senti uma picada no braço e sabia que me deram algo logo meus braços se tornaram vazios.
— Calma amor é para o seu bem.
A voz vinha de longe.
Adrian
Eu segurei Noah nos braços enquanto o médico dava um remédio para ela se acalmar eu queria ir atrás de Alexandre eu mesmo, mas não poderia deixar os dois sozinhos eu não sabia o que fazer.