Estou sempre sozinha?

1232 Palavras
Lisa Com os meus olhos arregalados e parada feito uma estátua, fiquei surpresa e sem entender o que fazer. Se o Adrian me visse ali todo o meu plano iria por água abaixo. - Uau, que plot twist! - Edward diz aplaudindo. - Viu?! - Mia sussurra em meu ouvido esquerdo. - Precisamos dar o fora daqui. - Não podemos. - sorrio rapidamente. - Eu tenho um plano. - encaro a mesma. - Um plano? - Vou dormir com o CEO mais cobiçado da cidade e vai ser hoje! - sorrio aplaudindo empolgada e gritando na intenção dele me enxergar entre a multidão. Seus olhos castanhos ardentes se encontraram com os meus, ele me viu! O sorriso dele fica ainda mais largo. - Boa noite a todos, estou vendo rostos familiares aqui! - Adrian sorri segurando o microfone. - Foi maravilhoso comprar esse lugar, vejo que todo serviço investido foi um sucesso, divirtam-se! - ele sorri novamente entrega o microfone ao gerente e desce do palco. - Mia, é a minha chance. - acelero entre a multidão afim de alcançá-lo. - Adri- - E agora? Vamos nos divertir em seu camarim? - uma mulher loira de cabelos longos segura a camisa preta dele e desabotoa alguns botões com a mão direita e com a esquerda ela desce até o volume entre sua calça social azul. - Claro querida, eu tenho a noite toda pra você. - ele sorri a beijando com intensidade, uma de suas mãos grossas aperta a nuca da mesma e puxa de leve seu cabelo longo. Me.rda! Eu cheguei tarde demais, outra vigarista já o aprisionou. - Ei! Você sumiu na multidão. - Edward aparece ao meu lado com dois drinques nas mãos. - Peguei outro pra você. - ele me entrega sorrindo largo. - Ah...obrigada. - sorrio provando um gole com o canudo. - Está uma delícia! Ao escutar nós dois, Adrian se vira e nos encara. Não, por favor, não venha até nós! Era o que eu pensava, mas foi em vão ele sorriu largo e se aproximou ao lado da loira que vestia um vestido jeans colado e calçava um salto alto prata. - Vejo que está bem melhor, a dor passou? - ele sorri. - O seu rosto é familiar! - o moreno encara o Edward de cima até em baixo, ambos tinham a mesma altura: 1,92. - Sim, como eu disse minha dor não era séria e quando ao Ed, ele trabalha como segurança na empresa, nos conhecemos hoje pela manhã. - sorrio tocando o braço másculo do mesmo. - Sim, quando coloquei meus olhos nela, sabia que conseguiria a vaga. - ele responde agarrando minha cintura. - Confesso que estou surpreso em vê-lo por aqui, patrão. - Pois é, ser dono de quase toda a cidade é cansativo. - ele gargalha ao lado da loira. - Devo ser o Batman de New York? - E eu serei a sua mulher gato. - a mesma sorria passando sua mão na barba rasa dele. - Que tolice! Todo mundo sabe que o Batman gosta é da mulher maravilha. - reviro os olhos, mas arregalos em seguida após lembrar que disse isso em voz alta. - Como é? - ela questiona me encarando. - Nada aproveitem a noite de vocês. - sorrio. - Edward, vamos pegar mais alguns drinques? Eu quero virar a noite bêbada ao seu lado. Abraço ele sentindo o seu perfume forte de café, sério? Quem usa perfume de café? - Claro gata, hoje eu só saio daqui quando você quiser! - Aproveitem! - Adrian diz e se vira com a sua acompanhante e entram em uma sala fechada. Ando de mãos dadas com Ed até o balcão e nos sentamos de frente um para outro, bebemos bastantes drinques, confesso que ele era um homem extraordinário, ele trabalha na empresa há quase sete anos, o mesmo tem 32 anos e mora sozinho em um apartamento próximo de seu trabalho, o moreno foi criado no interior do Kansas, mas aos 20 anos quis tentar uma vida melhor na cidade e se mudou largando toda família pra trás. Ao contrário de Adrian ele não tinha filhos, nem um passado obscuro, ou seja, ele era bonzinho demais e isso não me interessava muito, mas o seu corpo parecia delicioso e isso sim era interessante! - Eu já falei muito de mim, como é a sua vida, nasceu em NY? - ele questiona com um sorriso arrebatador de lindo. - Bom, eu...- sou interrompida por um celular que tocava em seu bolso. - Me desculpe, é da segurança da empresa, eu preciso atender. - ele se levanta. - Claro, vá lá fora, é melhor por causa do som. - sorrio. - Sim, com licença. - ele sai andando o mais rápido possível. Não demorou muito para ele voltar e colocar uma quantia de dinheiro no balcão. - Me desculpe Lisa, o alarme da empresa tocou, eu preciso ir lá verificar. - Quer que eu vá com você? - me levanto preocupada. - Não, não fique assim, costuma ser algum animal pequeno como ratos. - ele suspira. - Como compensação vou pagar tudo que bebemos e com o troco pegue um Uber e vá pra casa, ok? - Claro, não se preocupe comigo, pode ir! - sorrio. - Obrigado por entender, prometo que no nosso próximo encontro isso não vai acontecer. - Claro. - entrego um papel com o meu número de celular. - Me ligue depois. - Pelo ou menos ganhei o seu número. - ele pisca e me beija rapidamente, seu hálito tinha gosto de vodka, isso deixava o meu corpo arrepiado. - Se cuide! - Ed sai andando sem olhar pra trás. - Uai, aonde foi o garanhão? - Mia aparece acompanhada por um rapaz. - Ele precisou ir até a empresa, nada sério. - sorrio de leve. - Bom amiga, o Anthony quer que eu acompanhe ele até em casa... - Sei. - sorrio. - Pode ir, divirtam-se e usem cami.sinha! - eles gargalham. - Pode deixar! - a mesma sai andando com o rapaz alto. Bom, acho que minha noite se encerra por aqui, me levanto e pago a conta, pego o troco para pedir um Uber. Caminho para o lado de fora da boate que ainda estava cheia e tento chamar um carro. - Que droga, meu celular descarregou! - digo guardando o mesmo na bolsa. Isso que dá comprar um celular de segunda com a bateria viciada, não dura absolutamente nada em minhas mãos! O próximo metrô é daqui há seis quarteirões e essa sandália de salto está me matando. Abaixo, retiro o salto e ando descalça pela calçada da rua. É incrível como as coisas mudam, não importa com quantas pessoas você estiver, uma hora elas se vão e terá que caminhar sozinha pelo mesmo lugar de sempre. Paro em frente um prédio e encosto o meu corpo na parede do mesmo, respiro fundo e lágrimas escorrem pelas minhas bochechas. - Eu estou tão cansada de ficar sozinha...- droga! O alcool já dominou a minha mente, vou dar pt agora? - Ei, Lisa! - escuto alguém me chamar e quando levanto a cabeça enxergo Adrian em seu carro preto esportivo. - Você sabia que é perigoso uma mulher andar sozinha pela cidade a essas horas? Por quê? Por quê ele sempre tem o dom de aparecer quando eu estou vulnerável?
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