Olhou para os marshmallows e sentiu enjoou, os colocou de lado e sentiu vontade de vomitar. Caminhou a passos largos até o banheiro e vomitou. Respirou fundo enquanto lavava o rosto. Resolveu dormir.
Assim quem sabe não teria oportunidades de lembrar a todo momento que Joshua poderia estar nos braços e fazendo amor com outra mulher. Voltou a chorar ao pensar nessa possibilidade, e logo adormeceu em meio às lágrimas.
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Joshua chegou à festa e logo um grupo de garotas veio recebê-lo. Ele sorriu cafajeste ao ver o tamanho da saia, ou melhor, retalho que as vadias usavam.
— Ai Josh, que bom que você veio! — Silvia, uma morena bem gostosa disse, enquanto lhe dava um demorado beijinho no canto da boca.
— É claro que eu vim. — ele disse convencido, cumprimentando as outras garotas. — Nossa Thania, você tá bem gostosa com esse vestidinho. — ele disse, olhando as pernas da outra garota, que gargalhou escandalosa.
— Pensamos que você não viria Josh. — Thania respondeu.
— E por que acharam isso? — ele disse, enlaçando os braços na cintura de duas delas e caminhando até a entrada da casa.
— Sei lá... Você casou com a mócreia da Any.
— Ora, eu só casei com ela por que meu pai me obrigou. — ele deu de ombros. — Não significa que eu não vou mais viver, meus amores.
— Ah, você jura? — uma delas perguntou, com uma voz irritante.
— Juro. — ele deu um selinho nela.
— Ora essa! — Bárbara se aproximou. — Saiam de cima dele, ele é MEU, suas vadias oferecidas! — disse varrendo as outras, que se afastaram reclamando e a xingando.
— Olha só quem fala Babi. — ele riu e a abraçou por trás. — Mais v***a e oferecida do que você ainda está pra nascer.
— Mas é assim que você gosta não é? — ela disse e Josh continuava com seu sorrisinho debochado. — Como está a sua mulherzinha?
— Está em casa, onde mais estaria?
— Oh, ela está em casa e você aqui... Comigo. — entrelaçou os braços ao redor do pescoço dela. — Ela é uma trouxa mesmo, se eu fosse sua mulher sairia depois de você e te chifraria muito. — ela piscou e lhe deu um beijinho.
— Você? — ele riu alto. — Esquece Babi, você não é mulher pra casar. Eu acho que nenhum homem iria querer casar com uma mulher tão oferecida e vagabunda como você. — ele ergueu a sobrancelha.
Bárbara tirou o sorriso do rosto quase que instantaneamente.
— O QUE? — ela berrou de forma estridente.
— Isso mesmo que você ouviu. — ele rolou os olhos. — Agora sai da frente que eu vou aproveitar a festa. — a colocou de lado e saiu em direção a entrada da casa.
— Merda. — ela bufou e foi atrás dele. — Espera ai Josh... — saiu correndo atrás dele, como uma boa cadelinha que vai atrás do dono.
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Alguns dias depois. Any estava na sala de espera para fazer sua consulta obstétrica, estava lendo uma revista sobre bebês e seu coração parecia que ia saltar da caixa. Estava tão feliz por estar grávida que às vezes parecia que estava em um sonho.
Sim, um sonho. Sempre foi o seu sonho ser mãe e esse sonho estava prestes a se realizar.
— Any Gabrielly! — a recepcionista anunciou e ela prontamente se levantou. — A doutora já está esperando. — sorriu simpaticamente.
Any assentiu deixando a revista na mesa de centro. Entrou na sala e viu a mulher loira, sentada confortavelmente em sua cadeira enquanto lia alguns papéis. Assim que a viu, a mulher, que parecia ser bastante jovem sorriu.
— Oi Any! — se levantou e cumprimentou-a com a mão. — Sou a Dra. Sina Deinert. — se apresentou.
— É um prazer Doutora. — a garota sorriu. — Sou Any Gabrielly.
— Muito bem Any, pelo que eu estava lendo da sua ficha você está com seis, quase sete semanas.
— É isso mesmo. — ela assentiu.
A doutora lhe fez algumas perguntas, lhe examinou e Any tinha lhe adorado, era muito simpática e engraçada. Depois de terminar as perguntas, Sina fez uma ultra e Any pôde ver seu bebezinho. Era tão pequeno e indefeso. Tão dela.
— É incrível como a reação nos rostos das mães não muda quando escutam o coração do filho bater pela primeira vez. — Sina disse, enquanto ouviam o coração do bebê.
Any estava parecendo uma boba, mordendo o lábio e sorrindo.
— Como assim?
— Ficam sempre com essa expressão maravilhada! É tão lindo de se ver. — ela sorriu. — Por isso eu amo essa profissão.
— A senhora tem filhos? — Any perguntou.
— Ora essa... — Sina fez um bico. — Senhora não né Any? — soltou um riso. — Apesar de eu ser casada esse negócio de senhora é bem complicado. — desligou o aparelho e limpou a barriga da paciente.
— Desculpe. — Any prendeu o riso.
— Bem, respondendo a sua pergunta. Eu ainda não tenho filhos... Mas em breve eu terei! — Sina riu. Any assentiu. — Então Any, o bebê está ótimo. Está no peso e tamanho certo e ele até o momento está se desenvolvendo como deveria, isso depende muito de você, você precisa repousar, ficar longe de stress, não deve carregar muito peso e precisa comer bem. Vou te receitar umas vitaminas que você vai ter que tomar três vezes ao dia. — Sina começou a anotar algo.
— Doutora... — Any começou. — Eu ando enjoando demais. — ela mordeu o lábio. — Às vezes fica muito difícil comer. Vai ficar assim por muito tempo?
— Bem Any, algumas mulheres enjoam até o fim o do primeiro trimestre, outras enjoam até o dia do parto, temos que esperar pra ver como vai ser o seu caso. — Any fez uma caretinha de choro e Sina riu de leve. — Você não pode ficar sem comer nada em hipótese alguma. Tem que se esforçar pra comer algo. Essas vitaminas que eu estou te receitando amenizam os sintomas de m*l-estar e náuseas. — entregando o papel com as anotações.
— Bem, obrigada por tudo Doutora. — ela pegou o papel e se levantou.
— Imagine, eu te acompanho até a porta.
Quando saíram viram Sofya, com a filha nos braços. A loira conversava com a recepcionista de Sina de forma animada.
— Sofya? — Any ergueu a sobrancelha.
— Você a conhece? — Sina apontou Sofya.
Any assentiu.
— Ela é minha vizinha.
— Hã? — Sina ergueu a sobrancelha e não teve tempo de falar, pois Sofya já falava com ela.
— Sina, cheguei! — Sofya disse. — Vamos logo que eu estou com muita fome! — viu Any ali e sorriu. — Oi Any!
— Oi Sofya! — Any a cumprimentou, alegre.
— Pelo jeito já conhece a Sina. — apontou a loira e colocando Samantha no colo de Sina.
— Sim, e vocês se conhecem de onde? — Any perguntou.
— Ela mora no sétimo andar do nosso prédio. — apontou Sina.
— Sério? — Any se virou para a doutora.
— Sim Any! — Sina confirmou. — Pelo jeito somos vizinhas também. — disse dando um beijinho na bochecha de Samantha, que ria em seu colo.
— Nossa, que coincidência. — Any olhou as duas. — Fico feliz de saber, qualquer coisa eu só pego o interfone.
As duas loiras riram com vontade.
— Bem, eu já vou indo. Vou deixá-las a vontade. — Any disse.
— Ah não Any. — Sina disse. — Porque não vem almoçar conosco? Podemos aproveitar pra colocar o papo em dia, já que além de doutora e paciente, somos vizinhas.
— Por mim tudo bem! — Sofya disse, concordando com a ideia da amiga.
— Bem, eu não quero atrapalhar o almoço de vocês, devem querer conversar sobre assuntos que não me dizem respeito e...
— Ah nem vem com essa... — Sofya rolou os olhos. — Anda logo! — a pegou pala o braço a forçando a caminhar com ela. — Tchau Vanessa! — cumprimentou a recepcionista, que lhe sorriu e deu tchauzinho.
Sina ria enquanto tirava o jaleco de forma estratégica, já que estava com a afilhada no colo.
— Fecha tudo aí Vanessa, depois você pode ir almoçar. — ela piscou para a recepcionista que lhe entregou sua bolsa, e saiu atrás de Any e Sofya.
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Á noite, Joshua chegou em casa e não viu Any. Estranhou e chamou por ela.
— Any? — ele entrou no quarto e nada da garota. — Mas onde essa louca se meteu dessa vez? — bufou irritado.
Ouviu a porta se abrir e a viu entrando com algumas fitas cassetes embaixo do braço e parecia vir comendo algo.
— Onde você estava hein Any? — ele perguntou com careta.
— Estava na casa da Sofya. — ela respondeu dando outra colherada em seu doce e o colocando em cima da mesinha de centro, junto com as fitas. — Faz tempo que você chegou?
— Tempo suficiente pra ver que você não estava em casa? Não quero que fique batendo perna por ai Any! Você é uma mulher casada!
— Eu não estava batendo perna e... — ele a interrompeu.
— Não interessa! — ele se jogou no sofá. — Anda, vai buscar uma cerveja pra mim e prepara algo pra eu comer...
— Tudo bem. — ela assentiu e foi até a cozinha preparou um sanduíche e levou pra ele junto com a cerveja. — Aqui está. — disse colocando o lanche em cima da mesa e sentando ao lado dele.
Joshua comeu sem tirar os olhos do jogo de futebol, enquanto Any olhava pra ele maravilhada. Quando ele terminou de comer Any recolheu o prato e o levou para a cozinha.
— Que maravilha. — Joshua sussurrou baixinho. — Esse lance de casamento é melhor do que eu pensei. Tenho uma empregada, sexo a hora que eu quiser, diversão com os meus amigos... E não preciso ficar ouvindo reclamações do meu pai. — tomou um gole de cerveja. — Sai daí, seu frango! — xingou o goleiro, ao notar que tinha deixado passar um gol do time adversário. — Merda.
Any voltou e sentou ao seu lado.
— Josh... — ela tentou iniciar uma conversa.
— O que foi Any? — ele disse, relaxando.
— Hoje eu fui ao médico. Ou melhor, à medica. — ela corrigiu com um risinho.
— E eu com isso? — disse sem muita paciência.
— O bebê está bem.
— Que bom pra ele. — deu de ombros e ela suspirou.
— Não gosta dele? — ela perguntou, enquanto o abraçava dengosamente e sentia seu cheiro, ela gostava tanto de abraça-lo, colar seu corpo ao dele.
— Quer mesmo que eu diga? — ele disse cheirando os cabelos de Any. Cheiravam a morango.
— Mas é claro que eu quero. — ela mordeu o lábio com os olhos fechados.
— Não, não gosto dele e nem de você. — a tirou de cima dele, a colocando de lado. — Agora sai de cima de mim, que eu quero ver o jogo.
Any o olhou, entristecida e pôs o cabelo atrás da orelha, olhou para a TV e viu que aquele jogo i****a era dez mil vezes mais interessante pra ele do que ela ou o bebê. Levantou-se derrotada e foi para o quarto
Joshua a viu entrar no quarto e ergueu a sobrancelha. Será que ela tinha se chateado? Ah, que se dane! O que importava se ela tinha ficado ou não chateada com ele?
— Se toca Josh. — ele riu bebendo outro gole de sua cerveja. — É só a Any.
Deu de ombros e voltou a olhar seu jogo, que estava bem melhor.
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No dia seguinte, Any acordou sentindo uma náusea forte. Fechou os olhos com força e tratou de levantar antes que vomitasse ali mesmo. Correu até o banheiro e vomitou uma secreção branca quase transparente. Quando terminou de vomitar, Any lavou a boca e escovou os dentes.
Saiu do quarto e viu Joshua dormindo de costas. O olhou entristecida. Será que aquele casamento tinha sido uma boa ideia? Dava de ver que Josh não estava muito feliz desde que se casaram.
Coçou a nuca e viu as horas, eram sete da manhã. Ele tinha que acordar. Deitou outra vez ao lado dele e acariciou seus ombros, delicadamente.
— Josh? — ela chamou e ele se mexeu um pouco. — Josh acorde, está na hora.
— Any, me deixa em paz. — ele resmungou sonolento.
— Você tem que ir pra empresa. — ela disse, ainda acariciando as costas musculosas do marido.
— Ah que merda... — ele xingou e abriu os olhos dando de cara com Any, o olhando.
Não sabia se era o sono ao extremo ou se estava sonhando, mas ela estava bonita demais. Seus longos cabelos cacheados estavam soltos e ela estava sem óculos, com cara de sono.
— Eu vou fazer o seu café. — ela disse enquanto fazia menção de levantar, mas ele a puxou de leve, a fazendo sentar outra vez. — O que foi? — perguntou confusa.
— Fique aqui... — ele a observou, coçando os olhos.
Ela olhou para os lados e respirou fundo. Josh sentou e puxou mais pra perto. Ele a beijou com certa pressa. Any ergueu a sobrancelha, ainda sem reação, em seguida retribuiu ao beijo sem conseguir resistir, Joshua a enlouquecia demais.
— Você tá muito gostosa hoje Any. — ele retrucou, enquanto descia os beijos para o pescoço da garota que já estava completamente extasiada.
— Josh... — ela mordeu o lábio, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.