Capítulo 14

2322 Palavras
Olhou para os marshmallows e sentiu enjoou, os colocou de lado e sentiu vontade de vomitar. Caminhou a passos largos até o banheiro e vomitou. Respirou fundo enquanto lavava o rosto. Resolveu dormir. Assim quem sabe não teria oportunidades de lembrar a todo momento que Joshua poderia estar nos braços e fazendo amor com outra mulher. Voltou a chorar ao pensar nessa possibilidade, e logo adormeceu em meio às lágrimas. ¨¨¨¨ Joshua chegou à festa e logo um grupo de garotas veio recebê-lo. Ele sorriu cafajeste ao ver o tamanho da saia, ou melhor, retalho que as vadias usavam. — Ai Josh, que bom que você veio! — Silvia, uma morena bem gostosa disse, enquanto lhe dava um demorado beijinho no canto da boca. — É claro que eu vim. — ele disse convencido, cumprimentando as outras garotas. — Nossa Thania, você tá bem gostosa com esse vestidinho. — ele disse, olhando as pernas da outra garota, que gargalhou escandalosa. — Pensamos que você não viria Josh. — Thania respondeu. — E por que acharam isso? — ele disse, enlaçando os braços na cintura de duas delas e caminhando até a entrada da casa. — Sei lá... Você casou com a mócreia da Any. — Ora, eu só casei com ela por que meu pai me obrigou. — ele deu de ombros. — Não significa que eu não vou mais viver, meus amores. — Ah, você jura? — uma delas perguntou, com uma voz irritante. — Juro. — ele deu um selinho nela. — Ora essa! — Bárbara se aproximou. — Saiam de cima dele, ele é MEU, suas vadias oferecidas! — disse varrendo as outras, que se afastaram reclamando e a xingando. — Olha só quem fala Babi. — ele riu e a abraçou por trás. — Mais v***a e oferecida do que você ainda está pra nascer. — Mas é assim que você gosta não é? — ela disse e Josh continuava com seu sorrisinho debochado. — Como está a sua mulherzinha? — Está em casa, onde mais estaria? — Oh, ela está em casa e você aqui... Comigo. — entrelaçou os braços ao redor do pescoço dela. — Ela é uma trouxa mesmo, se eu fosse sua mulher sairia depois de você e te chifraria muito. — ela piscou e lhe deu um beijinho. — Você? — ele riu alto. — Esquece Babi, você não é mulher pra casar. Eu acho que nenhum homem iria querer casar com uma mulher tão oferecida e vagabunda como você. — ele ergueu a sobrancelha.  Bárbara tirou o sorriso do rosto quase que instantaneamente. — O QUE? — ela berrou de forma estridente. — Isso mesmo que você ouviu. — ele rolou os olhos. — Agora sai da frente que eu vou aproveitar a festa. — a colocou de lado e saiu em direção a entrada da casa. — Merda. — ela bufou e foi atrás dele. — Espera ai Josh... — saiu correndo atrás dele, como uma boa cadelinha que vai atrás do dono. ¨¨¨¨ Alguns dias depois. Any estava na sala de espera para fazer sua consulta obstétrica, estava lendo uma revista sobre bebês e seu coração parecia que ia saltar da caixa. Estava tão feliz por estar grávida que às vezes parecia que estava em um sonho. Sim, um sonho. Sempre foi o seu sonho ser mãe e esse sonho estava prestes a se realizar. — Any Gabrielly! — a recepcionista anunciou e ela prontamente se levantou. — A doutora já está esperando. — sorriu simpaticamente. Any assentiu deixando a revista na mesa de centro. Entrou na sala e viu a mulher loira, sentada confortavelmente em sua cadeira enquanto lia alguns papéis. Assim que a viu, a mulher, que parecia ser bastante jovem sorriu. — Oi Any! — se levantou e cumprimentou-a com a mão. — Sou a Dra. Sina Deinert. — se apresentou. — É um prazer Doutora. — a garota sorriu. — Sou Any Gabrielly. — Muito bem Any, pelo que eu estava lendo da sua ficha você está com seis, quase sete semanas. — É isso mesmo. — ela assentiu. A doutora lhe fez algumas perguntas, lhe examinou e Any tinha lhe adorado, era muito simpática e engraçada. Depois de terminar as perguntas, Sina fez uma ultra e Any pôde ver seu bebezinho. Era tão pequeno e indefeso. Tão dela. — É incrível como a reação nos rostos das mães não muda quando escutam o coração do filho bater pela primeira vez. — Sina disse, enquanto ouviam o coração do bebê. Any estava parecendo uma boba, mordendo o lábio e sorrindo. — Como assim? — Ficam sempre com essa expressão maravilhada! É tão lindo de se ver. — ela sorriu. — Por isso eu amo essa profissão. — A senhora tem filhos? — Any perguntou. — Ora essa... — Sina fez um bico. — Senhora não né Any? — soltou um riso. — Apesar de eu ser casada esse negócio de senhora é bem complicado. — desligou o aparelho e limpou a barriga da paciente. — Desculpe. — Any prendeu o riso. — Bem, respondendo a sua pergunta. Eu ainda não tenho filhos... Mas em breve eu terei! — Sina riu. Any assentiu. — Então Any, o bebê está ótimo. Está no peso e tamanho certo e ele até o momento está se desenvolvendo como deveria, isso depende muito de você, você precisa repousar, ficar longe de stress, não deve carregar muito peso e precisa comer bem. Vou te receitar umas vitaminas que você vai ter que tomar três vezes ao dia. — Sina começou a anotar algo. — Doutora... — Any começou. — Eu ando enjoando demais. — ela mordeu o lábio. — Às vezes fica muito difícil comer. Vai ficar assim por muito tempo? — Bem Any, algumas mulheres enjoam até o fim o do primeiro trimestre, outras enjoam até o dia do parto, temos que esperar pra ver como vai ser o seu caso. — Any fez uma caretinha de choro e Sina riu de leve. — Você não pode ficar sem comer nada em hipótese alguma. Tem que se esforçar pra comer algo. Essas vitaminas que eu estou te receitando amenizam os sintomas de m*l-estar e náuseas. — entregando o papel com as anotações. — Bem, obrigada por tudo Doutora. — ela pegou o papel e se levantou. — Imagine, eu te acompanho até a porta. Quando saíram viram Sofya, com a filha nos braços. A loira conversava com a recepcionista de Sina de forma animada. — Sofya? — Any ergueu a sobrancelha. — Você a conhece? — Sina apontou Sofya. Any assentiu. — Ela é minha vizinha. — Hã? — Sina ergueu a sobrancelha e não teve tempo de falar, pois Sofya já falava com ela. — Sina, cheguei! — Sofya disse. — Vamos logo que eu estou com muita fome! — viu Any ali e sorriu. — Oi Any! — Oi Sofya! — Any a cumprimentou, alegre. — Pelo jeito já conhece a Sina. — apontou a loira e colocando Samantha no colo de Sina. — Sim, e vocês se conhecem de onde? — Any perguntou. — Ela mora no sétimo andar do nosso prédio. — apontou Sina. — Sério? — Any se virou para a doutora. — Sim Any! — Sina confirmou. — Pelo jeito somos vizinhas também. — disse dando um beijinho na bochecha de Samantha, que ria em seu colo. — Nossa, que coincidência. — Any olhou as duas. — Fico feliz de saber, qualquer coisa eu só pego o interfone. As duas loiras riram com vontade. — Bem, eu já vou indo. Vou deixá-las a vontade. — Any disse. — Ah não Any. — Sina disse. — Porque não vem almoçar conosco? Podemos aproveitar pra colocar o papo em dia, já que além de doutora e paciente, somos vizinhas. — Por mim tudo bem! — Sofya disse, concordando com a ideia da amiga. — Bem, eu não quero atrapalhar o almoço de vocês, devem querer conversar sobre assuntos que não me dizem respeito e... — Ah nem vem com essa... — Sofya rolou os olhos. — Anda logo! — a pegou pala o braço a forçando a caminhar com ela. — Tchau Vanessa! — cumprimentou a recepcionista, que lhe sorriu e deu tchauzinho. Sina ria enquanto tirava o jaleco de forma estratégica, já que estava com a afilhada no colo. — Fecha tudo aí Vanessa, depois você pode ir almoçar. — ela piscou para a recepcionista que lhe entregou sua bolsa, e saiu atrás de Any e Sofya. ¨¨¨¨ Á noite, Joshua chegou em casa e não viu Any. Estranhou e chamou por ela. — Any? — ele entrou no quarto e nada da garota. — Mas onde essa louca se meteu dessa vez? — bufou irritado. Ouviu a porta se abrir e a viu entrando com algumas fitas cassetes embaixo do braço e parecia vir comendo algo. — Onde você estava hein Any? — ele perguntou com careta. — Estava na casa da Sofya. — ela respondeu dando outra colherada em seu doce e o colocando em cima da mesinha de centro, junto com as fitas. — Faz tempo que você chegou? — Tempo suficiente pra ver que você não estava em casa? Não quero que fique batendo perna por ai Any! Você é uma mulher casada! — Eu não estava batendo perna e... — ele a interrompeu. — Não interessa! — ele se jogou no sofá. — Anda, vai buscar uma cerveja pra mim e prepara algo pra eu comer... — Tudo bem. — ela assentiu e foi até a cozinha preparou um sanduíche e levou pra ele junto com a cerveja. — Aqui está. — disse colocando o lanche em cima da mesa e sentando ao lado dele. Joshua comeu sem tirar os olhos do jogo de futebol, enquanto Any olhava pra ele maravilhada. Quando ele terminou de comer Any recolheu o prato e o levou para a cozinha. — Que maravilha. — Joshua sussurrou baixinho. — Esse lance de casamento é melhor do que eu pensei. Tenho uma empregada, sexo a hora que eu quiser, diversão com os meus amigos... E não preciso ficar ouvindo reclamações do meu pai. — tomou um gole de cerveja. — Sai daí, seu frango! — xingou o goleiro, ao notar que tinha deixado passar um gol do time adversário. — Merda. Any voltou e sentou ao seu lado. — Josh... — ela tentou iniciar uma conversa. — O que foi Any? — ele disse, relaxando. — Hoje eu fui ao médico. Ou melhor, à medica. — ela corrigiu com um risinho. — E eu com isso? — disse sem muita paciência. — O bebê está bem. — Que bom pra ele. — deu de ombros e ela suspirou. — Não gosta dele? — ela perguntou, enquanto o abraçava dengosamente e sentia seu cheiro, ela gostava tanto de abraça-lo, colar seu corpo ao dele. — Quer mesmo que eu diga? — ele disse cheirando os cabelos de Any. Cheiravam a morango. — Mas é claro que eu quero. — ela mordeu o lábio com os olhos fechados. — Não, não gosto dele e nem de você. — a tirou de cima dele, a colocando de lado. — Agora sai de cima de mim, que eu quero ver o jogo. Any o olhou, entristecida e pôs o cabelo atrás da orelha, olhou para a TV e viu que aquele jogo i****a era dez mil vezes mais interessante pra ele do que ela ou o bebê. Levantou-se derrotada e foi para o quarto Joshua a viu entrar no quarto e ergueu a sobrancelha. Será que ela tinha se chateado? Ah, que se dane! O que importava se ela tinha ficado ou não chateada com ele? — Se toca Josh. — ele riu bebendo outro gole de sua cerveja. — É só a Any. Deu de ombros e voltou a olhar seu jogo, que estava bem melhor. ¨¨¨¨ No dia seguinte, Any acordou sentindo uma náusea forte. Fechou os olhos com força e tratou de levantar antes que vomitasse ali mesmo. Correu até o banheiro e vomitou uma secreção branca quase transparente. Quando terminou de vomitar, Any lavou a boca e escovou os dentes. Saiu do quarto e viu Joshua dormindo de costas. O olhou entristecida. Será que aquele casamento tinha sido uma boa ideia? Dava de ver que Josh não estava muito feliz desde que se casaram. Coçou a nuca e viu as horas, eram sete da manhã. Ele tinha que acordar. Deitou outra vez ao lado dele e acariciou seus ombros, delicadamente. — Josh? — ela chamou e ele se mexeu um pouco. — Josh acorde, está na hora. — Any, me deixa em paz. — ele resmungou sonolento. — Você tem que ir pra empresa. — ela disse, ainda acariciando as costas musculosas do marido. — Ah que merda... — ele xingou e abriu os olhos dando de cara com Any, o olhando. Não sabia se era o sono ao extremo ou se estava sonhando, mas ela estava bonita demais. Seus longos cabelos cacheados estavam soltos e ela estava sem óculos, com cara de sono. — Eu vou fazer o seu café. — ela disse enquanto fazia menção de levantar, mas ele a puxou de leve, a fazendo sentar outra vez. — O que foi? — perguntou confusa. — Fique aqui... — ele a observou, coçando os olhos. Ela olhou para os lados e respirou fundo. Josh sentou e puxou mais pra perto. Ele a beijou com certa pressa. Any ergueu a sobrancelha, ainda sem reação, em seguida retribuiu ao beijo sem conseguir resistir, Joshua a enlouquecia demais. — Você tá muito gostosa hoje Any. — ele retrucou, enquanto descia os beijos para o pescoço da garota que já estava completamente extasiada. — Josh... — ela mordeu o lábio, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.
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