Capítulo 13

2181 Palavras
Não podia negar que lhe deixava satisfeito o fato de Joshua ter se casado — mesmo obrigado — com Any. — Imagino que deva estar muito feliz com meu casamento com a feiosa. — Joshua disse, o olhando. — Estou sim, você procurou e achou! — ergueu a sobrancelha. — E pare de falar que ela é feia, por que ela não é. Um pouco desajeitada, talvez. Mas feia não. É tão bonita quanto Vivian, a diferença é que Vivian se arruma. — Ora, cale a boca Noah. — bufou incomodado. — E se ela é bonita ou não, isso não é problema seu. — Hm, sinto cheiro de ciúme hein? — Bailey riu. — Eu? Com ciúmes dela? — Joshua riu escandalosamente. — Foi a piada mais engraçada que eu já ouvi. — Pois não adianta ficar rindo como uma hiena, nós sabemos que sente ciúmes dela. — Noah disse. Josh parou de rir. — Não se meta no que não te interessa. — deu um pedala em Noah, fazendo os cabelos lisos do rapaz voarem. — Fica ai arrumando esse seu cabelinho de veado, que eu vou ali com aquela v***a que tá me provocando desde a hora que eu cheguei. — se levantou. Noah negou com a cabeça. — Vergonha na cara é uma coisa que o Josh não conhece. — Noah riu negando com a cabeça. — Deixa o cara... — Pedro disse pensativo. — A v***a da Any tá prenha, deve ser um saco ficar com uma mulher grávida enchendo o seu saco. — E por que essa cara de enterro? — Que cara de enterro? — disse olhando para o amigo, invocado. — Aff, vocês são completamente doidos. — Noah se levantou. — Eu vou indo embora, daqui a pouco tenho que buscar a Nath na escola. Vocês vão pro Imperial? — Vamos ver com o Josh. — Bailey respondeu. — Beleza, qualquer coisa me avisem. — fez legal com a mão e saiu. — Pedro... — Bailey sussurrou. — O que você tem hein? O Noah você pode enganar muito bem... Mas a mim não. — Nada... — ele rolou os olhos. — Só estou pensando em umas coisas aqui. Onde é que o Josh tá morando hein? — E eu é que sei. — Bailey disse. — Você é mesmo um inútil. — bufou o outro. ¨¨¨¨ Any acordou e olhou ao redor, estranhando o ambiente. Logo se deu conta de onde estava e viu as horas, oito da noite. A casa estava em total silêncio e parecia que Joshua ainda não havia chegado. Sentiu seu estômago roncar de fome, porém o enjoou continuava presente a impossibilitando de comer. — Ai, eu preciso comer. — ela dizia chorosa. — Não posso ficar com o estômago vazio. — ela dizia lembrando-se das palavras do doutor. Tentou engolir uma barra de cereal com um copo de suco, com muita luta conseguiu. Aliviou a fome e ela voltou a deitar, estava se sentindo muito m*l. Mais tarde acordou outra vez, com um barulho de algo caindo. Abriu os olhos preguiçosamente e viu as horas, eram quase duas da manhã. — Josh? — ela chamou, e nada. Levantou-se e foi até a sala, dando de cara com ele deitado e tentando tirar as meias. Parecia que estava um pouco bêbado. — Você ainda está acordada. — ele grunhiu. — Já cheguei tarde pra não ter que ver. — É... — ela ignorou o que ele disse e o ajudou a tirar as meias, carinhosamente. Ele ficou encucado, será que ela sempre estaria com aquele carinho e sorriso, mesmo ele a tratando com patadas? Que babaca. — Eu estou passando m*l desde cedo. — mordeu o lábio colocando a meia dele dentro do sapato e bolando no canto. — Estou enjoada. — explicou. — Você comeu? — Não. — Tem um pratinho pra você na geladeira, eu fiquei com medo do macarrão azedar, mas se você quiser eu posso esquentar. — Não precisa, eu mesmo esquento. — ele rolou os olhos e se levantou. — Vou tomar um banho. E vê se vai dormir, odeio pessoas se queixando de doenças perto de mim. — ele saiu. Ela ficou o observando. Pôs a mão na própria testa e foi esquentar a comida dele. Joshua saiu do banheiro e viu que ela já estava deitada na cama, dormindo. Rolou os olhos e foi atrás de uma roupa, viu que já estava tudo arrumado em seu devido lugar, pegou uma cueca e vestiu, indo em direção a cozinha. Ao chegar lá viu que seu prato já estava pronto e viu um bilhete ao lado. Pegou o bilhete e leu o seguinte: — Seu suco está na geladeira, espero que goste da minha comida. Te amo! — ele ergueu a sobrancelha e viu que ainda tinha um smile ao lado. Ao provar da comida de Any ele viu que ela cozinhava muito bem. Até que aquele lance de ser casado era bem produtivo, teria uma mulherzinha para lhe babar e lhe dar sexo a hora que ele quisesse, comida, roupa lavada e passada. Afinal pelo que viu, Any era organizada e gostava da casa limpa. E isso era bom demais. Tirando que poderia continuar saindo com seus amigos, Any não era ninguém para lhe impedir e teria que obedecê-lo. ¨¨¨¨ Any acordou e viu que estava sozinha novamente. Josh já deveria ter ido trabalhar, afinal Robert o convencera a isso. Sorriu orgulhosa enquanto acariciava a barriga. — Bom dia meu amor! — ela disse olhando seu ventre. — Obrigada por ter dado uma folguinha com os enjoos e deixado a mamãe dormir. — ela sorriu orgulhosa. — Você é um bebezinho muito levado. Ela levantou preguiçosamente e viu que era oito da manhã. Arregalou os olhos ao ver que estava atrasada para o trabalho. — Hunf ! Esqueci que eu não trabalho mais. — ela suspirou tristemente, lembrando-se do escândalo que Milton e Vick armaram quando Any disse que teria que parar de cuidar deles. Depois de muita conversa Vera os convenceu a aceitar a nova situação de sua babá, e Any prometeu que sempre iria vê-los. E a respeito do restaurante, Miranda a dispensou dos serviços, alegando que ela tinha que dar atenção a Josh, sem se preocupar com o restaurante. — Nossa eu vou morrer de tédio! — ela mordeu o lábio pensando no que faria no dia de hoje. ¨¨¨¨ Joshua chegou à empresa com um bico do tamanho do mundo. Os funcionários o observavam sem entender. O que o filho do patrão estava fazendo ali tão cedo? — Feliz Robert? — ele indagou assim que entrou na sala do pai. — Já estou aqui pra servir de escravo pra você! — Muito feliz Joshua! — o homem disse orgulhoso. — E pare de me chamar de Robert! Eu sou seu pai, não um de seus parceiros. — Desculpe... Ô grande mestre! — rolou os olhos e Robert negou com a cabeça. — O que eu tenho que fazer? — A Martha vai lhe mostrar sua sala, quando chegar lá ela lhe entregará algumas pastas para você revisar e fazer algumas anotações. Agora vá! Joshua rolou os olhos e saiu da sala, foi acompanhando a secretária de Robert e ficou frustrado ao ver que ela não era nenhum pouco atraente. Suas coxas mais pareciam um labirinto, com tantas varizes. Precisava de uma secretária e teria que ser a mais sexy possível! Aquele dia foi extremamente chato, passou o dia inteiro fazendo planilhas e cálculos, coisa que há muito tempo ele não precisava fazer. Mas graças a Any, sua vida e sua sorte haviam mudado... Para pior! ¨¨¨¨ Joshua voltou para casa e viu tudo arrumadinho e cheiroso, não podia negar que ela sabia cuidar da casa. — Any? — ele chamou. — Estou aqui fora! — ela disse alto. Ele foi até lá fora e a viu admirando a vista da sacada. — O que está fazendo aqui? — ele perguntou se aproximando dela. — Nada. — ela suspirou. — Só estava vendo o tempo passar. — ela se virou e o encarou. — Como foi lá na empresa? — perguntou se aproximando dele. — Péssimo! — ele disse virando-se. — E graças a você eu vou ter que aturar isso todo santo dia! Espero que esteja satisfeita! — Josh... — ela arrumou os óculos. — Se você quiser eu posso voltar a trabalhar, eu não tenho problema com isso. — ela coçou a nuca. — Não me interessa. Agora que a merda já está feita, você tem que ficar aqui cuidando da casa, essa é a sua obrigação a partir de agora.  Ela assentiu e apoiou a cabeça no peito dele. — Tudo bem. — ela assentiu. — Eu vou fazer tudo o que você pedir, mas, por favor, não fica chateado. — pediu. Ele fechou os olhos e suspirou. Segurou o rosto dela e a obrigou a olhá-lo. — É bom que seja assim mesmo. — ele ergueu a sobrancelha e tirou os óculos da garota. Depois a beijou, fazendo-a soltar um leve gemido de surpresa. Any sorriu e correspondeu ao beijo do marido de bom grado. Extremamente feliz por ele ter demostrado esse interesse por ela. Depois de alguns minutos o beijo já não era mais tão inocente, Josh já beijava o pescoço de Any de forma possessiva, deixando-a extremamente excitada. Suas mãos já apertavam os s***s fartos e Any gemia. Joshua também estava e******o, não podia negar que sentia t***o por Any e já que ela era sua mulher ele não iria ficar na vontade. Iria comer a esposa sempre que lhe desse vontade. — Josh... — ela mordia o lábio, com os olhos cerrados. O telefone toca e os dois dão um salto. — Não atende... — ela pediu o abraçando. — Eu não demoro. — ele disse rouco, enquanto caminhava em direção ao telefone. Any o seguiu, estava com muita vontade de fazer amor e m*l via a hora de Joshua desligar o telefone para que pudessem se amar. — Pronto. — ele atendeu. — Ei cara... É o Pedro. — Pedro? — ele coçou o pescoço. — O que foi? — Estamos dando uma festinha aqui na casa da Nick. — o outro parecia animado e Joshua ergueu a sobrancelha. — E você sabe que a gatinha sabe perfeitamente quem convidar, tem cada gata que minha nossa... A Bárbara está perguntando por você, não está afim de vir? — E só agora vocês me avisam? — ele rolou os olhos. — Foi em cima da hora mesmo. — Pedro retrucou. — E então? Você vai vir ou não? — Vou sim. — ele deu um sorrisinho cafajeste. — Eu chego aí em meia hora. Até mais! — desligou.  Any o olhava entristecida. — Você vai sair de novo? — ela ergueu a sobrancelha. — Vou. — ele entrou no quarto e ela o seguiu. — Mas logo agora Josh? — ela suspirou. — Você quase não fica aqui. — Agora vai ficar matracando no meu ouvido como um papagaio? — ele disse duro. — Eu vou sair sim e saio quantas vezes me der na telha. Eu sou o homem dessa casa e eu dito as ordens. — Eu sei. — ela abaixou a cabeça. — Eu só pensei que... — enrolou o dedo na barra do vestido. — Bem... — Pensou que a gente ia t*****r? — ele a olhou e ela mordeu o lábio. — Se está tão desesperada para dar pra mim, eu posso comer você, mas quando eu voltar! Any ficou em choque. — Como é que é? — ela perguntou perplexa. Não acreditava que ele tinha lhe dito tamanha grosseria. — Que posso comer você, mas quando eu voltar, e se voltar... — ele sorriu malicioso. Any engoliu o seco. — Pretende passar a noite fora? — Bom, eu não excluo essa possibilidade. — piscou cafajeste. — Nunca se sabe como a minha noite vai acabar, se é que você me entende. Any o olhava sem acreditar. Seu coração estava se esmagando a cada palavra que saia da boca de Joshua. Como ele podia ser tão c***l? Se virou e saiu do quarto deixando-o sozinho. Ele a seguiu com os olhos e viu a porta se fechar. Ficou um pouco pensativo e depois negou com a cabeça e voltou a se arrumar. Quando passou pela sala, viu a esposa comendo marshmallows  e vendo algo na TV. Parecia distraída em pensamentos. — Eu já vou. — ele avisou. — E não me espere acordada, qualquer coisa se a minha noite babar, eu te acordo. — ele pegou a chave do carro e saiu. Quando ouviu a porta bater, Any caiu no choro. Porque Joshua a tratava daquela forma? Porque ele estava tão irritado? Porque não podia ser o mesmo de antes? Ela quase sorri ao lembrar-se de como ele era carinhoso e atencioso com ela. Porque ele não podia voltar a ser como era? Estava confusa.
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