— Não se faça de palhaço Joshua. — Robert estava sério. — Vamos fazer um grande jantar para comemorar o aniversário. E eu quero você presente.
— Beleza. — ele deu de ombros.
— Não é só isso, eu quero que você vá com sua esposa. — ele terminou.
Joshua arregalou os olhos.
— O que? — negou com a cabeça. — Não mesmo!
— E por que não? — Robert não entendeu. — O mais propício e que você vá acompanhado de Any. Até por que os executivos não a conhecem, adoraria apresentar minha nora a eles.
— Mas não vai dar pai. — ele respondeu rapidamente. — Any precisa ficar cuidando do bebê. Tirando que ela está de quarentena, não pode sair.
— Isso é ridículo, sua mãe saia normalmente durante a quarentena, e quanto ao bebê, pode deixa-lo com alguém, o que tem demais?
— Papai, você quer me irritar, só pode! — ele bufou. — E está conseguindo sabia? Não vou trazer a Any e pronto! — ele respondeu.
— Vai sim! — Robert disse firme. — Não seja i*****l. Você vai trazê-la e vai trata-la bem! Caso contrário, já sabe o que acontece!
— Isso não é justo!
— Não perguntei se é justo ou não. — ele voltou a sentar. — Eu já disse tudo o que tinha pra dizer, pode ir Josh.
Joshua suspirou e saiu. Não podia acreditar que Robert lhe faria pagar aquele mico. Como ele queria que levasse Any a um jantar daqueles?
— Merda. — ele rolou os olhos e voltou para sua sala.
¨¨¨¨
— O que o seu pai queria? — Lisa perguntou.
— Me avisar do aniversário da empresa. — ele comentou entrando em sua sala, acompanhado dela.
— Ah, é claro, já é amanhã! — ela disse, com um sorrisão. — E eu vou poder te acompanhar não é? — mordeu o lábio.
— Não. — disse seco. — Vou com a bruxinha. — ele rolou os olhos.
Lisa fez careta.
— Ai. — ela pôs a mão no peito. — É algum tipo de piada?
— Não, o i****a do meu pai me ameaçou outra vez... Depois dessa festa eu vou me enterrar gatinha.
— Pior que eu estou até curiosa em conhecê-la. — riu. — Quero ver se ela é tão horrorosa assim. — ela disse debochada.
Joshua riu.
— Vai trabalhar... — deu um tapa na b***a dela. — Depois do expediente eu vou te dar um trato. — ela piscou e saiu rebolando. — p*****a. — ele mordeu o lábio, olhando o bumbum dela.
¨¨¨¨
Tarde da noite, Joshua por fim chegou em casa. O bebê chorava escandalosamente e ele fechou os olhos com força.
— Ai Zeus, dai-me paciência. — ele sussurrava pra si mesmo enquanto fechava a porta.
— Amor? — ouviu a voz doce de Any.
— Eu. — ele respondeu enquanto jogava sua pasta no sofá. — O que esse menino tem Any? — disse colocando os dedos nos ouvidos na intenção de abafar o barulho.
— Ah, eu acho que ele está com cólica. — ela mordeu o lábio e o viu entrando no quarto. — Mas eu já vou acalma-lo e colocar seu jantar. — sorriu.
— Não precisa, eu já jantei. — ele tirou a gravata.
— Ah, e jantou onde? — ela perguntou curiosa.
— Qual é? Vai dar uma de detetive agora? — ele rolou os olhos.
Ela negou com a cabeça e foi até o quarto do bebê com o filho e ficou tentando acalma-lo. Não demorou e ele já estava dormindo em seu colo, para seu alívio. Colocou o pequeno no berço com cuidado e ligou a babá eletrônica.
Resolveu ir jantar sozinha mesmo, já que Josh já tinha jantado. Sentou-se à mesa e o viu chegando.
— Ué, agora que você está jantando? — ele ergueu a sobrancelha olhando as horas, 23hrs15min.
— Aham. — ela sorriu de leve, levando uma garfada a boca.
— Any, amanhã tem um jantar em comemoração ao aniversário da empresa. — ele começou.
— Hm, legal! Vou arrumar a sua roupa. — ela disse tomando um gole de coca-cola. — Quer ir de preto?
— Sim pode ser. — ele suspirou a encarando. — Mas você vai comigo. — ele disse e ela se engasgou. — Respira garota! — ele reclamou com careta.
Ela tossiu mais um pouco e logo se acalmou.
— Desculpa, mas você me pegou de surpresa. — ela sorriu, ainda vermelha. — É sério que quer me levar? — ela foi até ele, extremamente alegre.
— Mas é claro amor. — ele lhe deu um selinho, mentindo. — Só não sei se você vai poder ir não é? — disse com careta. — Afinal de contas o bebê ainda tá muito novinho.
— É verdade. — ela suspirou, entristecida. Joshua quase respira aliviado. — Mas eu vou dar um jeito, não se preocupe, eu vou sim com você! — ela disse e lhe deu um beijo.
Joshua a abraçou e quase xinga um palavrão. Merda!
¨¨¨¨
— É sério? — Sina sorriu perplexa. — Vocês conversaram e ele disse tudo isso mesmo?
— Sim. — Any sorriu de canto. — E ele também disse que não estava disposto a se separar de mim e que era pra mim parar de pensar nisso. — olhou as unhas.
— Nossa. — Sofya disse. — Estou chocada.
— Bem, se você acha que ele foi sincero e que realmente vale a pena levar adiante, pode contar com o meu apoio viu? — Sina apertou sua mão.
Any sorriu.
— E é claro, com o meu apoio também! — Sofya pôs a mão em suas costas.
— Obrigada meninas. — Any fechou os olhos, e deu um sorriso avoado. — Eu estou muito certa e muito feliz. — mordeu o lábio. — Sério, eu não esperava que ele me dissesse tudo o que disse. — negou com a cabeça. — E ainda tem mais.
— Mais? Conta logo! — as duas estavam alvoroçadas.
— Hoje é o aniversário da empresa do meu sogro e vai ter um jantar pra comemorar! Sabe, um jantar bem chique... — as duas assentiram. Any continuou. — Dai ele me disse que queria que eu fosse com ele! — ela riu, extremamente radiante.
— Nossa amiga! — Sina se levantou com um sorrisão. — Quem diria! — Any assentiu feliz. — Parece que agora ele realmente tomou jeito! Até está te chamando pra sair!
— Pois é. — ela olhava a amiga. — m*l pude acreditar, se não estivesse ouvindo de sua própria boca, não acreditaria.
— E já sabe o que você vai usar? — Sofya perguntou, ansiosa por ajudá-la a se produzir.
— Não. — a garota disse, deslocada. — Exatamente por isso que pedi pra vocês virem...
— Ah, quer dizer que só nos chamou aqui pra isso? — Sina disse, com falsa chateação.
Any arregalou os olhos.
— Oh não! — ela disse prontamente. — Não é isso, eu só queria que me ajudassem, mas se não podem, eu entendo e... — Sina a interrompeu aos risos.
— Não seja boba Any, eu estou brincando! — a abraçou de lado.
— Ora essa, nem teve graça viu? — ela resmungou e sorriu de canto.
— Mas pode deixar com a gente querida! — Sofya e Sina se entreolharam com um sorrisinho, sorrisinho esse que deixou Any com um pouco de medo, esperava que as amigas não exagerassem na dose.
¨¨¨¨
Joshua estava trabalhando vidrado no computador, quando o telefone toca. Ele atendeu entediado.
— O que foi Lisa?
— Josh, tem um amigo seu aqui, que deseja ter uma conversa. — ela anunciou.
— Que amigo? — ele rolou os olhos, Lisa era tão competente, só que ao contrário. — Esqueceu de dizer o mais importante, o nome dele!
— Ah, é verdade perdão. — ela deu um sorrisinho do outro lado da linha. Se ela não tivesse aquele corpinho gostoso, estaria desempregada se dependesse dele. — Se chama Pedro Sampaio.
— Pedro? — Joshua cerrou os punhos.
Que diabos Pedro queria depois da confusão que armou em sua casa outro dia? Não fazia ideia, mas estava curioso por ouvir as asneiras do amigo.
— Exato. — Lisa disse olhando Pedro. — Posso deixá-lo entrar?
— Sim, claro. — ele suspirou. — Pode entrar. — desligou.
Não demorou nada e Pedro entrou na sala, parecia estar sem graça, Joshua também pode notar seu olho levemente arroxeado. Pedro logo começou a tagarelar.
— Olha cara eu não gosto de bobeira e vou direto ao assunto... — ele disse. — Eu sei que falei merda demais outro dia, mas não acho que a nossa amizade de tantos anos tenha que acabar por causa de uma besteira dessas, não acha?
— Não foi uma besteira. — Josh se encostou na cadeira e afrouxou a gravata. — Falou da Any... E apesar de tudo ela é minha mulher, mãe do meu filho e não gostei nada do que você disse.
— Eu sei e... — ele olhou a cadeira. — Posso me sentar? — apontou.
— Fique à vontade. — ele deu de ombros.
— Eu sei que o que eu disse foi uma bobagem, mas leva em consideração que eu estava bêbado!
— Bêbado com duas latinhas? — Joshua riu. — Fala sério Pedro, era só cerveja.
— Eu sei, mas eu tinha me medicado, estava com os hormônios alterados, e a cerveja não ajudou nada. — ele mentiu. — Enfim, eu estou me desculpando e espero que esse assunto morra e que voltemos a ser os amigos de sempre.
Joshua pareceu analisá-lo, sabia que ele estava mentindo, mas fazer o que? Any era uma delícia, e não poderia culpar os amigos por acharem o mesmo. Sabia que Pedro também tinha vontade de fodê-la, era uma pena que nunca ele teria esse prazer.
Any era sua, somente ele foderia com ela, somente ele meteria até o talo naquela b*******a, e os outros poderiam morrer na vontade. O importante era que ele estava se desculpando e provavelmente já tinha aprendido a lição de que jamais deveria voltar a olhar para a sua mulher.
— Tudo bem cara. — ele assentiu. — Eu acho que também exagerei um pouco. — ele pareceu pensar. — É mentira, eu não acho isso. Não exagerei nada, você mereceu. — ele serviu uma dose de uísque ao amigo.
Pedro sorriu e pegou o copo.
— Mas exagerando ou não, você me acertou em cheio. Meu olho ficou horroroso. O que deu em você? Por um acaso está mesmo apaixonado por ela? — ergueu a sobrancelha.
— É claro que não. — Josh o encarou. — Mas eu jamais vou permitir que você diga que quer f***r com a minha mulher na minha cara.
— Bom... Espero que você não me bata de novo... Mas eu não imaginava que ela fosse tão gostosa. — Pedro disse. — O Noah tinha razão.
— É gostosa sim, e muito. — Joshua continuava o encarando. — Mas você só vai poder olhar. Apenas.
— Fazer o que não é? — Pedro cerrou os punhos disfarçadamente.
— Era só isso que tinha pra dizer? — Joshua disse se levantando. — Se for só isso vaza, ao contrário de você eu trabalho e tenho mais o que fazer. — deu um risinho.
— Ah claro. — Pedro rolou os olhos e também levantou. — Fico feliz que tenha deixado toda essa confusão de lado.
— Que não volte a se repetir. — Joshua o encarou seriamente e ele lhe deu um risinho nervoso.
— Claro que não. — ele acalantou a garganta. — Escuta, o que vai rolar aqui hein? Tá o maior movimento lá em baixo.
— Ah, é que hoje é o aniversário da empresa e vai ter um jantar, daí o pessoal está arrumando o salão de festas.
— Sério? E vamos poder vir certo? — ele perguntou entusiasmado, já que sempre estavam presentes nas festas da empresa Beauchamp.
— Se quiserem. — ele deu de ombros. — Podem vir sim, acho que vai ser um saco mesmo.
— Saco? E por que diz isso?
— Como porquê? Meu pai é um pé no saco. Está me obrigando a levar a mala da Any. — ele reclamou.
— Vai levar ela? — Pedro arregalou os olhos. Tá certo que Any era um bombonzinho, mas quando ela saia na rua era terrivelmente desajeitada. Ela em indo a um jantar daqueles com aquelas roupas, seria motivo de risos eternos.
— É o jeito. — ele disse. — Mas eu espero que aconteça algum imprevisto e ela não possa vir. Sei lá, quando se tem um bebê incidentes podem acontecer. Espero que a Miranda não queira cuidar dele.
— Ela vai pedir pra Miranda cuidar? — Pedro perguntou.
— Sim. — Joshua deu um risinho. — Vou torcer para que a Miranda dê um sonoro NÃO na cara da minha mulherzinha. — fez um falso biquinho de tristeza.
Pedro riu.
¨¨¨¨
Enquanto isso, as meninas estavam na praça de alimentação do shopping. Estavam almoçando antes de escolherem o vestido que Any usaria à noite.
— Mas é só discar que ele liga normal? — Any perguntou, apontando o celular em sua mão.
— Sim Any, é um telefone normal. — Sina sorriu, achando graça, enquanto brincava com Davi.