Capitulo 23

2353 Palavras
— Any? — ele disse, cruzando olhares entre a esposa e os amigos. — O que está fazendo aqui hein? — Ah, nada eu só quero saber se meus óculos estão por aqui. — ela forçou a vista. — Eu preciso trocar a fralda do David e preciso achá-los. — Nossa. — Pedro soltou, umedecendo os lábios.  Joshua o encarou insatisfeito. — Volta pra lá, eu procuro e levo pra você. — ele disse se levantando e indo até ela. — Mas rápido, ele está irritado com a fralda. — ela o encarou e em seguida encarou o vulto dos amigos dele. — Espera aí cara. — Noah disse. — Por que tanta agonia pra menina sair? — Por que sim! — ele respondeu ignorante. — Como vai Any? — Bailey perguntou, indo até ela. — Eu vou bem e você? — ela estranhou. — Desculpa perguntar, mas eu não estou enxergando direito, quem é você? — Bailey. — ele respondeu olhando as pernas dela, sem um pingo de vergonha. Que gostosa! — E eu estou melhor agora. — Ah que bom! — Any disse, inocentemente. — Bem, vocês fiquem à vontade. É melhor eu voltar pra lá, o meu filho está precisando de mim. — Ah que pena. — Pedro lamentou. Joshua estava muito puto. Sua vontade era de mandar todos embora da sua casa. Any voltou para o quarto. Josh foi até o aparador e buscou os óculos gigantes de Any, que só ela por ser tão cega não enxergava. Afinal eles eram enormes, impossível de não serem notados. Levou os óculos pra ela. — Por que você saiu? Eu pedi pra você ficar aqui. — ele dizia irritado e enciumado ao entrar no quarto. — Mas eu precisava dos óculos Josh. — disse os colocando na cara. — Ah, bem melhor. — sentando ao lado do bebê e tirando o alfinete da fraldinha, com todo cuidado. — Meus amigos ficaram olhando você com cara de retardados! — dizia aos berros, ela o olhou. — Olha só esse vestido! Não deve ter mais que dois palmos Any Gabrielly! Ela abaixou a cabeça e mordeu o lábio. — Mas Josh, eu não sou atraente. Não tem motivos pra você ficar com ciúmes. Não é você mesmo que diz que eu sou sem sal? — ela colocou a fraldinha suja de lado. — Sim, mas você é minha mulher e me deve respeito. Não te quero mostrando as pernas e saindo sem seus óculos por ai. Entendeu? — Me perdoa então. — ela disse, sem olha-lo. Estava magoada por ele estar tratando-a assim, sendo que ela não tinha feito nada demais. Ele a encarou e suspirou. — Amorzinho... — ele se ajoelhou e ficou da altura dela. — Você precisa entender que eu sinto ciúmes. Você pode ser sem sal, mas é minha e eu te amo assim, já disse isso mil vezes. E você tem um corpo delicioso, não quero ninguém babando em você, ouviu? — Você jura que é isso? — ela perguntou, invocada. Ele assentiu e ela sorriu. — Pensei que estava com vergonha de mim. — deu um beijinho nele. — Te amo. — Eu também. — ele se levantou. — Agora eu vou voltar pra lá, já eu volto pra ficar com você ok? — ela assentiu. Joshua voltou para a sala e os amigos continuavam dando risinhos. — Nossa cara... — Bailey respirou fundo. — Quem diria que por trás daquelas roupas escrotas e daqueles óculos se escondia esse bombonzinho hein? — fez um biquinho. — Ela é muito interessante sem óculos. — os três se entreolhavam, safados. — Eu casava fácil. — Noah disse, tomando um gole de cerveja. — Agora sei o porquê você não quis se separar. Garanhão! Joshua cerrava os punhos. — Nossa, meu p*u endurece só de lembrar como ela geme... — Pedro levantou. Joshua deu um tapa na latinha de cerveja dele, que voou longe. Pedro arregalou os olhos e o loiro o pegou pela gola da blusa. — Teria que nascer de novo, antes de enfiar esse seu p*u imundo na minha mulher! — disse com ira. — Ei galera, relaxa aí... — Bailey os separou, Joshua estava vermelho de raiva. — Pedro, nada a ver você falar isso. É mulher do cara p***a. — Ele nem gosta dela mesmo. — o outro disse. — Se me der mole eu como mesmo. Gostosa ela é! Joshua voou até ele e lhe deu um soco em cheio na cara. O que o fez cair. — Cara... — Noah estava em choque. Afinal os dois eram unha e carne desde sempre, jamais tinham brigado por uma mulher. — Se controla ai velho! Any ouviu o barulho estranho de algo quebrando e alguns xingamentos. — Homens... — rolou os olhos e deu de ombros, eles deveriam estar comemorando algum gol. Pegou seu bebê no colo e lhe deu um beijinho, em seguida foi para a sacada com ele. — Leva esse i*****l daqui Noah! — Josh disse. — Rápido! — estava contando até três para não quebrar Pedro no meio. Se praguejava por ainda estar levando em consideração a amizade de anos. — Vamos Pedro! — os outros dois o carregavam como podiam. — Falou Josh, até mais cara! — saíram. — Isso não vai ficar assim Beauchamp... — Pedro dizia, mais pra lá, do que pra cá. — Fora! — ele fechou a porta com força e deu um chute na mesma. — Desgraçado! Respirou fundo e sentou-se novamente no sofá. Tomou um gole de cerveja e procurou se acalmar. Quem Pedro achava que era pra ficar falando de sua mulher dessa forma? E pior ainda, em sua cara! — Escroto de merda. — ele disse, cerrando os punhos. ¨¨¨¨ No dia seguinte, Miranda estava conversando com uma das empregadas do restaurante, quando viu Joshua chegando. — Faça o que eu mandei Daisy. — a empregada assentiu e ela olhou o loiro por cima dos ombros e foi até ele. — Josh, que prazer recebê-lo aqui! — ela sorriu abertamente. — Oi Miranda. — ele olhou ao redor. — O que aconteceu por aqui? Reformou? — vendo como o lugar tinha melhorado. — Ah... — ela abriu um sorrisinho amarelo. — Pois é... Estamos no tempo das vacas gordas, se é que você me entende. — ela ergueu a sobrancelha. — Entendo sim. — ele deu um sorrisinho falso e a pegou pelo braço delicadamente, lhe levando para um cantinho mais reservado do restaurante. — E se você quiser continuar no tempo das vacas gordas, você vai parar de colocar ideias na cabeça da Any... Está entendendo ou vou ter que explicar com bolinhas? — disse com uma voz suave, quase ameaçadora. — Mas... — Miranda arregalou os olhos. — Não estou entendendo nada, eu nunca falei nada pra minha sobrinha! — Ah, não se faça de desentendida. — Josh ergueu a sobrancelha. — Sabe muito bem do que eu estou falando. Você foi encher a cabeça da minha mulher pra que ela me largasse! — Sim, ela me contou que conversaria a respeito disso com você e eu fui contra. — ela explicou e Joshua a analisou, não sabia se acreditava ou não. — Eu tinha certeza que você a largaria e... — ela parou de falar e a encarou. — Espera aí. Você vai continuar com a minha sobrinha? Não vai lhe dar um pé na b***a? — Mas é claro que eu não vou larga-la. — ele disse e ela arregalou os olhos. — E se não foi você, quem foi? — Bom... — ela ainda estava aturdida, não esperava mesmo que ele continuasse com Any. — É... Eu não sei, mas acho que tenham sido as amiguinhas dela. Joshua apertou os lábios, claro! Como não tinha se tocado? Com certeza tinham sido elas. — Claro! — ele bufou. — Tenho certeza que foram aquelas idiotas. — Miranda ainda estava desconcertada demais pra falar algo. — Depois eu vou ter uma conversinha com elas. — Espera Josh. — ela chamou. — Você não quer comer nada? Uma cortesia da casa. — Não, eu já almocei. — ele respondeu. — Mas continue aproveitando o seu momento das vacas gordas. — olhando os s***s da mulher. — Falando em vacas, você está bem servida hein? — deu um risinho. — Isso pelo jeito é um bem precioso de família. Miranda deu um sorrisinho convencido enquanto ele andava em direção à saída. — Me diz que eu não ouvi isso! — Vivian saiu de trás da pilastra. — Sim, ele acha os meus s***s lindos. — Miranda mordeu a dobra do dedo. — O que? — Vivian estava passada. — Não estou falando disso tia! Como ele pode querer continuar com a sem graça da Any? — Ah... — Miranda soltou o ar. — Nem me fale, quase caí pra trás quando ouvi esse disparate. Por essa eu não esperava mesmo. — passou a mão na testa. — Ufa! — Ufa? — Vivian perguntou. — Ufa tia? Eu pensei que ele mandaria minha irmã para o inferno! — Pois você pensou errado! — Miranda disse. — E sim, eu estou aliviada. É ele e sua irmã se separando e a gente voltando para a pobreza! — Aff eu já disse uma dúzia de vezes que se ele se separar dela eu seguro as pontas! Fico com o Joshua assim! — estalou os dedos. — E eu também já disse uma dúzia de vezes que não confio em você pra isso! — a siliconada rebateu. — Ninguém sabe que tipo de decisão ele pode tomar, eu pelo menos estava jurando de pés juntos que ele mandaria sua irmã para o inferno, e olha só, me enganei! Você também pode se enganar! — saiu andando, deixando uma Vivian irada de raiva. — Veremos tia! — ela disse pra si mesma. ¨¨¨¨ Joshua chegou à empresa e logo Lisa veio ao seu encontro. — Oi amor! — Lisa disse lhe dando um selinho. — Nossa, eu estava morrendo de saudades, por que não veio de manhã? — Eu também estava com saudades de você. — olhando ao redor vendo se não tinha ninguém por perto. Agora que Any estava de quarentena ele precisaria do "apoio moral" de Lisa e das suas outras amiguinhas. — Não vim por que o meu filho nasceu e hoje de manhã ele estava com um pouco de cólica e só parava de chorar comigo. — mentiu convencido. — Ain que fofinho! — Lisa sorriu. — Meus parabéns gato! — lhe deu um beijinho. — Acho que você é o papai mais sexy que existe. — sussurrou e mordeu a orelha dele. — Acha? — ele ergueu a sobrancelha. — Tenho certeza. — ela corrigiu e ele lhe deu um beijinho, satisfeito. — Alguma ligação? — Sim, seu pai ligou e disse pra você ir à sala dele assim que chegasse. — ela disse e ele rolou os olhos. — E também tem alguns recados que eu anotei aqui... — ela pegou o caderninho de anotações. — Não, me deixa ir logo ver o que o velho quer, e depois você me passa ok? — Como quiser! — mandou um beijinho enquanto ele entrava no elevador. — Delicia! — ela disse tarada, enquanto voltava a sentar. Quando entrou na sala de Robert, o homem o olhou com um olhar mortal. — O que foi pai? — ele disse colocando as mãos no bolso. — O que você quer agora? — Isso é jeito de você falar comigo? — Robert ergueu a sobrancelha. Josh respirou fundo. — Pai, eu tenho muito o que fazer, então... — ele disse e Robert o interrompeu. — Ok, primeiramente eu quero saber onde diabos você estava no final de semana! — Com minha galera. — ele deu de ombros, se servindo de uma dose de uísque. — Estava por aí dando uns roles. — E enquanto isso sua esposa dando a luz, sem o seu apoio! — o homem bateu na mesa, com força, fazendo Joshua se assustar. — Pai, eu não tenho bola de cristal pra adivinhar certas coisas! — ele disse revoltado. — Como eu ia saber que ela estava parindo? — Talvez se atendesse essa droga de celular quem sabe você descobria! — rebateu e Joshua se calou. — Pelo visto você não tem jeito Joshua, do modo que está, parece que nem o nascimento do seu filho te comoveu. — Isso não tem nada a ver. — ele disse, tomando um gole da bebida. — Eu já conversei com a Any, pedi perdão e ela me perdoou, feliz? Robert o encarou e assentiu com a cabeça. — Conformado. — ele disse. — É o mínimo que você poderia fazer. E eu espero que a chegada dessa criança faça você se tornar uma pessoa melhor e mais humana. — Ai pai não dramatiza. — ele rolou os olhos, entediado. — Da forma como você fala parece que eu sou um monstro sem coração. Pra você ter uma ideia, eu até achei o bebê bonitinho e fofinho. — Ah que bom. — ele disse irônico. — Espero que você seja um pai descente. — Robert se levantou. — Defina um "pai descente"... Não tá querendo que eu fique cantando pro moleque dormir, troque as fraldas sujas, dê mamadeiras, ou coisas do tipo certo? — É isso é o que todo pai faz pelo seu filho. — Robert disse óbvio. — Eu, por exemplo, fazia por você. — Pois para isso existem as mães! — Joshua rebateu. — Não tenho tempo pra essas besteiras... E se era só isso que você queria me dizer pai, eu estou indo nessa. — foi em direção à porta. — Espere! — Robert pediu. — Não é só isso.  Joshua deu meio volta e o olhou impaciente. — Amanhã é aniversario da empresa. — ele anunciou. — Uau. — Joshua disse irônico. — Parabéns empresa, obrigado por me fazer levantar cedo todos os dias. — deu um risinho falso. — Posso ir agora?
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