Capitulo 22

2193 Palavras
Ele ficou observando, e sorriu satisfeito. Jamais perderia uma mulher como Any, ela era tudo que um homem podia querer. Não era uma mulher deslumbrante, mas na hora do sexo, que era a hora que mais o interessava, ela lhe satisfazia como nenhuma outra. Na rua ela podia ser feia a vontade. Era até bom pois assim ninguém se interessava por ela e ela ficaria com ele, apenas com ele. Na cozinha Any preparava um lanche com um sorriso bobo nos lábios, jamais esperou que Joshua dissesse tais palavras, ele realmente a amava! Como ela fora boba de pensar o contrário. Miranda tinha razão. Joshua foi até o quarto do bebê e viu o pequeno dormindo, sorriu de canto e pegou a mãozinha dele. — Olá Júnior! — ele disse suavemente. — Foi m*l não estar presente na hora que você nasceu... Mas um dia você vai entender o seu velho, um fim de semana é um fim de semana. Tenho certeza que você vai ser um garanhão boa pinta igual o seu pai, e logo conhecerá as coisas boas da vida. O bebê se mexeu um pouquinho e fez uma caretinha de choro. — Não, não acorda não... — Josh disse batendo de leve na bundinha dele. — Dorme! — choroso. O bebê se aquietou e ele respirou fundo. Não estava nenhum pouco afim de aguentar aquele choro chato de bebê em seus ouvidos. Any chegou e sorriu ao ver que ele estava segurando a mãozinha do bebê e o abraçou por trás. — Amor, vem comer. Eu preparei um lanchinho pra gente... — disse baixinho e beijou as costas dele. — Eu já vou. — ele disse se virando e dando um beijinho nela. — Estava pedindo desculpas ao Júnior por não estar no momento que ele nasceu. — olhou pro bebê, com cara de coitado. — Ele com certeza já o desculpou. — olhou o filho, orgulhosa. — Não se preocupe com isso. — Você tem razão. — Anda, vamos comer. — ela o chamou e os dois saíram do quartinho de David. ¨¨¨¨ — O que será que o Josh quer hein? Ele disse que tinha que nos mostrar algo. — eles disseram assim que saíram do elevador. — Então é aqui mesmo que o Josh está morando com a quatro olhos? — Pedro perguntou pela décima vez. — Cara, já dissemos umas dez mil vezes que é. — Noah rolou os olhos. — Vamos logo que eu estou curioso. — foi até a porta e tocou a campainha. Pedro deu um sorrisinho e logo a porta é aberta por Josh. — Ah, enfim chegaram. — ele disse, dando espaço para eles entrarem. — Entrem. Eles entraram, olhando ao redor. — Uau, que chique essa casa. — Bailey assoviou. — Não é uma casa, é um apartamento. — Noah ralhou. — Chega. — Joshua disse. — Olhem só o que eu tenho aqui. — ele trouxe o carrinho do bebê e o pegou no colo. O pequeno bocejou e olhou com curiosidade ao redor, Josh deu um cheirinho em sua bochechinha e os amigos ficaram perplexos. — Ah cara está de zoa. — Bailey começou a rir ao ver como o neném era a cara do amigo. — Não brinca! — sentou ao lado de Josh. — Seu filho cara? — Noah perguntou, sorrindo. — Um garotão? — Claro. — Joshua disse olhando o filho. — Um machinho, que honra as fraldas que usa. — eles riram. — Nossa velho, meus parabéns! — Bailey disse. — O moleque é a sua cara! Como ele se chama? — Júnior. — Joshua respondeu com um sorriso. — E não é só cara dele que parece com a minha, mas se você ver como o moleque é bem dotado, sério, vai fazer muito sucesso com a mulherada. Assim como eu. — se achou. Pedro estava sério. Até o momento não tinha falado nada a respeito. Joshua estranhou. — O que foi Pedro? — ele perguntou encucado. — Não gostou de conhecer o Júnior? — entregando o bebê para Noah. — Gostei claro. — o outro respondeu. — Não é bonitinho? — Bailey disse, apertando a mãozinha dele, que o olhava com um bico. — Bonitinho? — Joshua rolou os olhos. — Que bonitinho o que, meu filho é lindo! Um garanhão! — Tá bom, é um garanhão... — Bailey o olhou, sorrindo e batendo palmas para chamar a atenção do pequeno. — E então Pedro? — Joshua voltou-se para Pedro. — Está com essa cara de cu por quê? — Nada, não posso ficar de mau humor? — disse se virando. — Mas agorinha você estava bem normal. — Noah estranhou. — De onde saiu esse mau humor tão de repente? Pedro não gostava nada de ver todos venerando Josh, antes era apenas por saber controlar Any como um bom macho, agora que ele era pai também seria mais um motivo para puxarem seu saco? Ah, que merda. E o pior que o moleque era mesmo a cara dele. Não entendia o motivo de sentir "inveja", não sabia nem se realmente era inveja. Mas não gostava nada daquilo. Não mesmo. — Você está muito estranho esses dias. — Joshua analisou. O bebê começou a choramingar no colo de Noah. — Ah Noah, não é possível que você não saiba entreter um recém-nascido. — Bailey riu. — Dá a chupeta pra ele. — Joshua suspirou e entregou a pequena chupetinha azul. — Não quero que a Any acorde. — fechou os olhos. — Olha ele aqui Pedro, você está com medo dele? — Noah indagou. — Se aproxima, olha o moleque. Não é a cara do Josh? — Sinceramente, não acho os dois parecidos. — ele disse, mentindo. Joshua abriu os olhos e Bailey e Noah se entreolharam. — Mas é claro que parece. — Bailey olhou o bebê, que chupava sua chupetinha quieto. — Acho que são a cara de um, focinho de outro. — Ué, eu não os acho parecidos... — disse, com um sorriso debochado. — Mas parecem sim p***a. — Noah respondeu. — Chega! — Josh disse. — Pedro, algo me diz que você está morrendo de inveja de mim. — O que? — ele deu um risinho. — Eu? Com inveja de você? E por que eu teria inveja de você. — Eu não sei... Você não quer dizer? — Josh deu um risinho debochado. — Também acho. — Bailey olhou. — Você anda bem estranho esses dias Pedro, e sempre que falamos do Josh você fecha a cara. Quem te entende, uma hora fica querendo saber onde o Beauchamp mora igual um louco, e quando a gente chega, você fica aí, todo estranho. — E porque você queria saber onde eu morava? — Joshua perguntou. Pedro engoliu o seco e deu um sorriso amarelo. — Ah, pra chegar aqui de vez em quando, porque mais? — ele franziu a testa, olhando ao redor. — Hm, vou acreditar em você. — Joshua ergueu a sobrancelha, achando estranho o comportamento do amigo. Noah e Bailey se entreolhavam, também achando esquisito o comportamento de Pedro. — É... — Pedro disse, um pouco incomodado. — Eu posso ir ao banheiro? — Claro cara, é na terceira porta à esquerda. — Joshua apontou ainda o encarando desconfiado. Pedro se levantou e foi caminhando até lá.  Ao chegar ao corredor viu que a porta do quarto estava entreaberta e pôs a cara na mesma, viu Any dormindo serenamente. Usava um vestidinho simples e estava virada pra porta, lhe dando uma visão privilegiada de sua calcinha. Pedro sentiu a boca secar. Apesar de tentar, ele nunca conseguiu tirar as imagens de quando Josh transou com ela na frente deles. Seus gemidos manhosos, seus s***s e seu corpo nu estavam vagando em sua mente sem que pudesse evitar. Passou a língua nos lábios, o que aquela garota tinha demais? Até um tempo atrás ele a achava horrorosa. Ouviu a voz de Bailey e rapidamente correu para o banheiro. — Cara, eu estou com sede... Não tem uma gelada aí não? — Bailey deu um risinho. Josh lhe deu um pedala. — É claro que tem seu babaca. — Joshua ligou a TV. — Pega lá na geladeira, aproveita e trás pra gente também. Bailey foi até lá e pegou as bebidas. — Quem joga hoje? — entregou as cervejas. — Real Madrid contra o Liverpool. — o bebê começou a chorar. — Ah não Júnior... — ele rolou os olhos. — Cala a boca aí, que eu quero ver o jogo! — Ih cara, acho que ele está com fome. — Noah disse ao ver que o pequeno estava quase engolindo a mãozinha. — Ele não está com fome não. — Joshua disse, o olhando. — É melhor você levar ele pra mamar de uma vez. — Bailey disse, lhe entregando uma latinha. — Senão ele não vai deixar a gente ver o jogo. Joshua olhou o bebê, que agora estava vermelho pelo choro e assentiu. — É, você tem razão. — ele disse pegando o bebê com cuidado. — Eu já volto. — levantando. — Já Júnior... Para de chorar! Joshua entrou no quarto e viu que Any já estava acordada, olhando a janela. — Ah, já está acordada. — ele disse. — É eu o ouvi chorar. — ela disse estendendo os braços. — Vem com a mamãe meu amor. — Joshua o entregou a ela. — Pronto. — ela sorriu e descobriu os s***s, o pequeno agarrou com pressa. Joshua fez careta. Será que enquanto transassem também ficaria pingando leite dos p****s dela? Preferiu não pensar nisso, era nojento. — Ah que fome mamãe. — ela pegou a mãozinha dele e deu um cheiro, sorrindo encantada. — Seus amigos vieram ver o bebê? — ela perguntou. — Sim. — ele disse. — Bem, eu vou voltar pra lá. Fica aqui com o bebê. — ela assentiu, o olhando sair. Joshua saiu e viu que a porta do banheiro continuava fechada. — Pedro, quer algum remédio? — ele perguntou aos risos. — Hahá. — Pedro rolou os olhos. — Engraçadinho, quer um prêmio pela piada? — Cuida logo! — Joshua disse. — O jogo vai começar. — saiu. Pedro ouviu os passos se afastando e abriu a porta. Viu que ele já tinha ido e viu que a porta do quarto já estava fechada. Droga! Saiu do banheiro e foi até os amigos, que riram dele pela demora no sanitário. — Mas e o bebê? — Bailey perguntou. — Estava com fome mesmo ou era birra? — Estava com fome. — Joshua sorriu. — Any já está amamentando. — E não podemos ver a Anyzinha? — Pedro perguntou debochado. — Não. — ele disse ao amigo. — Não podem. Deixem-na descansar. — tomou um gole da cerveja. — Olha... — Bailey riu. — Não acha que está carinhosinho demais com a sua mulherzinha, que você supostamente odeia? Joshua se engasgou com a cerveja e ficou todo errado. — Verdade... — ele disse se recuperando, e respirando fundo. — Bem eu tenho que disfarçar um pouco certo? — Disfarçar o que? O seu ódio por ela? — Exato cara. — ele respondeu. — Any ontem estava com um papinho escroto de separação. — Sério? — Pedro disse, começando a achar interessante o assunto. — E então vocês vão se separar quando? — Eu não vou me separar dela. — ele disse, o olhando estranhamente.  Pedro ficou amarelo. — Como assim? — ele disse. — Você não gosta dela, está no lucro por ela ter pedido a separação. — Também não entendi Josh. — Bailey estranhou. — Você deveria aproveitar a oportunidade, já que não gosta dela. Seu pai não ligaria se no caso ela quisesse se separar. Joshua engoliu o seco e tomou outro gole de cerveja, pensando em uma desculpa convincente. — Pois é... — ele disse. — Eu até falei que queria sim a separação...  Os amigos o encaravam, curiosos com o desfecho.  — Mas daí começou a chorar, e pedir que não a deixasse sozinha com o bebê. — Não brinca! — Noah disse, com pena dela. — Foi velho. — ele mentia. — Ficou chorando, dizendo que me amava e mais um monte de besteira. Fiquei com pena da coitada. — Esse é meu garoto! — Noah deu um tapinha no ombro dele. — Enfim fez algo descente. — Claro, se vocês acham que eu sou um bicho de sete cabeças... — ele negou. — Estão enganados! Mas depois eu vou conversar com a tia dela, e manda-la parar de colocar essas coisas na cabeça da Any, tenho certeza que é ela que tá aconselhando Any a se separar de mim. Bailey e Noah concordaram e Pedro olhava a TV, com insatisfação. Alguns minutos depois Any apareceu. A menina sorriu timidamente e os amigos de Joshua a olhavam surpresos. Ela estava com um coque habitual e um vestidinho que mostrava bem suas pernas torneadas, mas não foi só isso que chamou a atenção deles, seu rosto afilado e natural, que era escondido pelos óculos, também os surpreendeu.
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