Capitulo 21

2281 Palavras
Robert estava encantado com o neto, não cansava de olhar o pequeno. — Cansou não Any. — Victória riu. — Mas eu já estava vendo a hora ele acordar o bebê, com tanto carinho. — Mas eu tirei muitas fotos, agora mesmo mandarei revelar. — deu um beijo na testa dela. — Descanse querida e qualquer coisa nos ligue... — é interrompido por Miranda que entrou no quarto estarrecida. — Any! — ela dizia, com os olhos arregalados. — Que coisa nojenta é aquela ali no chão da cozinha? — O que tia? — confusa. — Aquele troço amarelado, parece xixi! — Oh, eu creio que deva ser meu liquido amniótico. — mordeu o lábio, sem graça. — E você não limpou aquilo porque? — Ora, como queria que ela limpasse? — Sina indagou. — A garota estava morrendo de dor, como iria pensar em limpar o chão? — rolou os olhos disfarçadamente. Não tinha um mínimo de paciência com aquela mulher. — A doutora tem razão. — Robert cruzou os braços e Miranda sorriu amarela. — Acho que a última coisa que a menina pensaria era nisso. — É claro. — a mulher disse, concordando com o sogro de Any. — Mas já que está tão incomodada por que não limpa? — Sina sorriu abertamente. — O que? — Ah tia, se você pudesse fazer isso, eu agradeceria. — Any disse. Miranda arregalou os olhos. Não podia acreditar que teria que limpar os restos de placenta da sobrinha. Mas como iria negar? Robert estava a olhando. — Ah, imagine, não custará nada. — ela forçou um sorriso o máximo que podia. — Vou lá. — A senhora quer ajuda? — Sofya ofereceu. — Não, obrigada. — disse com o olhar superior. — E não sou senhora. — saiu. — Ah não, obrigada... Não sou senhora. — Sofya a imitou e pôs a língua pra fora, rolando os olhos, rebolando o máximo que podia.  Todos riram com a imitação. — Bem, agora temos mesmo que ir. — Robert disse. — Tchau Robert. Obrigada por tudo. — o sogro deu de ombros e se foi junto com a esposa. Depois de um tempo Miranda volta. — Já está limpo! — ela anunciou. — Agora eu vou embora! — foi até o canto e pegou sua bolsa. Any a olhava. — Pense bem no que conversamos viu? — saiu pisando firme. — Ela está chateada com você por causa do Josh? — Sofya perguntou. — Exatamente. — Any disse, bocejando. — Mas ela terá que entender que eu não posso obrigar Josh a ficar do meu lado. — olhando as mãos. — Você está certa. — Sina disse. — E pode contar conosco, para o que precisar. — Obrigada meninas, eu adoro vocês. — deu um abraço nas duas. — Agora vamos deixar você descansar. — Sofya disse. — Dá pra ver que está morta de cansada. Any sorriu, dando de ombros. — Qualquer coisa você pode interfonar lá pra casa ok? — Sina disse. — Pode deixar. — ela riu. — Vamos lá dar um cheirinho no neném e fechamos a porta ok? — as duas disseram enquanto davam um beijinho em Any, que assentia. As duas saíram e não demorou para que Any ouvisse um "tchau xuxu! " e em seguida a porta bater. — Tchau meninas... — ela respondeu para si mesma e colocou a babá eletrônica ao seu lado, para caso o bebê acordasse. Estava morrendo de sono e não demorou a dormir. ¨¨¨¨ Joshua chegou em casa e viu que estava tudo escuro. Ótimo, Any deveria estar dormindo. Seu "fim de semana", se é que aquilo poderia se considerar um fim de semana, tinha sido péssimo. Dormiu com uma mulher e a vagabunda lhe roubou todo o seu dinheiro, acabando com sua festa. Rolou os olhos e se jogou no sofá, tirando os sapatos e respirando o ar tranquilo de sua casa. Aquele era o lugar mais aconchegante do mundo. O cheiro, a organização e a tranquilidade lhe deixava relaxado. Pegou seus sapatos e entrou em seu quarto. Viu Any dormindo tranquilamente e sorriu. Entrou no banheiro e tomou um banho, vestiu uma cueca e foi procurar algo pra comer. Antes de dar uma mordida no sanduíche ouviu um choro extremamente baixo. Olhou para os lados e o choro parecia vir de dentro de casa, não de fora. Ele engoliu o seco e fez o sinal da cruz. As histórias de terror idiotas que Pedro contava estavam começando a fazer efeito em sua imaginação, estava arrependido de escutá-las. O choro aumentou e ele arregalou os olhos. Será que Any já tinha parido? Não, não podia ser. Caminhou a passos largos foi até o quarto do bebê, não era possível que seu filho tinha nascido e já estava ali sem que ele soubesse. O loiro entrou no quarto e viu o bebê no berço. Era loirinho, extremamente pequenininho e chorava vermelho, provavelmente com fome. Sua boca estava seca e não sabia o que fazer, ele era pai! O bebê continuava chorando, querendo colo. Quando por fim criou coragem para pega-lo do berço, ouviu um barulho e viu que Any estava parada na porta. — Josh? — ela perguntou coçando os olhos. — Está fazendo o que aqui? — Any? — ele disse se virando pra ela. — Porque não me disse antes que o bebê tinha nascido? — a menina não respondeu e foi apressada até o bercinho do bebê. — Onw meu amor. — Any disse pegando pequeno no colo e o aconchegando em seu peito. — Já, a mamãe já está aqui com você. — beijou a cabecinha dele. — Any? — Joshua estava perplexo. — Quando foi que você pariu, hein? Dá pra me responder? — No dia em que você desligou o celular na minha cara quando eu tentei pedir socorro. — ela disse sentando na poltrona de amamentação.  Ele ficou branco. — Não posso acreditar. — ele disse, sem saber o que fazer, o bebê era idêntico a ele. Não esperava que Any fosse parir tão rápido, pensava que ela nem tivesse chegado aos sete meses ainda. — E é um garotinho? — sorriu divertido ao ver que ele estava de azul. — Sim. Any respondeu seca e preferiu amamentar o bebê. — Não vai falar mais nada? — ele perguntou sem tirar os olhos do menino. Any o encarou, confusa. — Oi? — Você, vai ficar aí parada sem me falar nada? — E você quer que eu fale o que? Ele suspirou e escorou-se no berço, observando ela amamentar. O bebê olhava ela fixamente e ela segurava a mãozinha dele. Não sabia explicar o que sentia vendo tal cena. Ele não queria ser pai, mas o bebê era a sua cara, sem tirar nem por e saber que era um garotão o deixava de certa forma orgulhoso. — Não esperava que voltasse em um domingo de madrugada. — Any falou, o tirando de seus pensamentos. — Aconteceu alguma coisa? — Eu fui roubado. — olhando o bebê, que caçava o bico do peito da mãe, já que tinha lhe escapado. — Claro. — ela suspirou, botando o bico de volta na boca do filho. — Por qual outro motivo você voltaria pra casa agora? — ela disse, sem tirar os olhos do bebê. — Ah, também não é assim Any... — ele disse. Ela não respondeu e ele fechou a cara. Ficaram alguns minutos calados e logo o bebê dormiu. Any o colocou no berço com todo o cuidado do mundo e ele fez um biquinho de choro. — Shiii... Nananaa... — cantou suavemente e ele dormiu. — Dorme com os anjinhos meu amor. — beijou a mãozinha dele e suspirou. — Vamos Josh. Não quero que ele acorde. — Espera ai Any... — ele a pegou pelo braço. — Josh eu não quero brigar. — ela fechou os olhos de leve. — Eu preciso de paz agora, por favor. — ela pediu. — Se você quiser sair com seus amigos, ótimo, não vou importunar você, nunca importunei. Outra coisa, eu preciso esclarecer toda essa nossa situação. Mas, hoje não, amanhã a gente conversa, ok? — Como assim? Esclarecer o que Any? Ela relaxou os ombros e saiu do quarto do pequeno. Entrou no quarto deles com Joshua atrás. — Vai me explicar isso ou não? — Josh... Eu não sei se esse casamento está sendo saudável para nós dois. — ela disse sentando na cama. — Onde está querendo chegar Any. — ele disse sem entender. Any respirou fundo e olhou pra ele. — Você gosta de mim? Me ama? — ela perguntou, com lágrimas.  Ele ergueu a sobrancelha. — Que papinho é esse Any? — ele estava começando a se estressar. — Joshua, eu não quero que você fique ao meu lado sem gostar de mim, que é o que eu acho que está acontecendo. Se você não está feliz com o nosso casamento, eu vou entender, e acho que seria melhor cada um ir para o seu lado não é? — ela enxugou as lágrimas. Ele arregalou os olhos. Separação? Não podia se separar de Any, sua vida estava incrível. Farra, diversão, uma casa aconchegante, com uma esposa afetuosa e exclusiva, que agora provavelmente voltaria ao normal e o sexo também. E agora ainda tinha um filho. — Mas é claro que não! — Não o que? — Não vou me separar! — ele levantou e ela o olhou confusa. — Por que está pensando essas besteiras? — A forma que você me trata não me deixa muito animada. Tenho impressão que não me suporta. Ele respirou fundo. Tinha que tirar essas ideias da cabeça de Any. Não podia permitir que ela se separasse dele e não queria que ela saísse de sua vida assim. Respirou fundo e sentou ao lado dela outra vez. — Meu amor, não pensa essas besteiras tá? — ele disse, pegando a mão dela. Any estreitou os olhos. Ele tinha lhe chamado de "meu amor" mesmo? — Você me chamou de quê? — confusa. — Amor... — ele sorriu. — É isso que você é pra mim gatinha... O meu amor. — beijou sua mão. — É sério? — ela perguntou, com um sorriso.  Ele assentiu, lhe dando um cheiro no pescoço e sentindo seu cheiro suave. — É claro... Você sabe que eu te amo, mas eu não gosto de ficar com essas frescurinhas não, sabe? — Mas as vezes você passa dos limites. — ela olhou pro chão. — Por que não me deixou falar e desligou na minha cara? Eu queria muito que você estivesse ao meu lado quando o bebê nasceu. — Eu estava irritado. Você não quer mais ficar comigo, como quer que eu fique? Viu só, não consigo ficar sem você. Me perdoa vai, eu juro que eu vou me comportar bem. Ela sorriu timidamente e assentiu e ele a beijou nos lábios com delicadeza, ela pôs o cabelo atrás da orelha e ele respirou fundo. — Não fale sobre separação nunca mais ouviu? — ele disse.  Ela assentiu outra vez, colando sua cabeça no peito dele, se sentindo protegida e feliz. Ele por sua vez estava aliviado. Dar o divórcio a Any para vê-la nos braços de outro babaca? Jamais. Ela era sua e ele seria o primeiro e único homem em sua vida. — Josh, eu preciso que você demostre que me ame. — O importante é que você saiba do meu amor. — ele rolou os olhos, aproveitando que ela estava com a cabeça no peito dele e não podia ver seu rosto. — Não posso mudar o meu jeito. Você não me ama do jeito que eu sou? — se fez de coitado. — É claro que sim Josh. — ela levantou o rosto e o beijou. — Não fala isso. — ele sorriu convencido e lhe deu outro beijinho. — E você? — perguntou receosa. — Gosta de mim assim? — Eu adoro o seu jeito de ser. — ele disse e pôs o cabelo dela pra trás. — Gosto de você, desse jeitinho mesmo. Não precisa mudar nada. — ele forçou um sorriso. Não queria que ela se arrumasse, imagina só se ficasse linda e arrumasse algum pretendente? Nem pensar. Até por que ela era uma gata sem roupa, e sem aqueles óculos apavorantes. Ele deitou e ela se aconchegou em seu peito. — Sabe amor... Eu estou me sentindo bem melhor, agora que o David chegou. Ele arregalou os olhos. — O que? — se sentou. — Quem é esse tal de David? — começando a ficar nervoso. — Calma, é o seu filho. — ela disse o fazendo deitar outra vez. Ele respirou fundo, com certo alivio. — Ah Any, cuidado com o que você fala, pensei que tinha outro cara aqui! — grunhiu e ela deitou novamente em seu peito. — Pensei que daria meu nome a ele. — insatisfeito. — Não, eu gosto de David. — ela disse pensativa. — Foi uma espécie de homenagem ao papai. Espero que não se importe. — Não se preocupe. — ele deu de ombros. — Eu vou chama-lo de Júnior mesmo. Ela sorriu de lado, sentindo o cheiro de Joshua. — O meu amor não está com fome? — ela perguntou. — Ah, eu tinha feito um sanduíche horroroso, acabou que o bebê começou a chorar e eu nem comi. Any lhe deu um selinho e se sentou, procurando seus óculos. Quando os achou, os colocou na cara. — Vou preparar algo pra gente, também estou com fome. — ela lhe deu outro selinho e saiu do quarto.
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