Capitulo 18

2563 Palavras
— Pois não se preocupe. — a loira tocou a barriga de Any. — Esse bebezinho está muito bem viu? Se duvidar deve estar melhor do que nós duas juntas. — brincou. — Acho que até uma barata está melhor do que eu. — Any disse sem animo. — Ora essa... — Sina fez um bico, Any sorriu de leve. — Onde está o Josh? — Bom, saiu com os amigos. — explicou um pouco sem jeito. — Saiu com os amigos é? — Sina cruzou os braços. — É... — ela assentiu. — Você não quer comer nada Sina? Eu posso pedir alguma coisa. — Não Any, imagine, não se incomode. — ela disse prontamente. — Eu é que vou fazer uma sopinha pra você e depois de tomá-la eu quero que você descanse viu? — Não quero comer Sina. — ela fez um bico. — Não tem querer. Você vai comer nem que eu passe a noite inteira aqui te vigiando. — Sina disse e se levantou, guardando o aparelho de pressão na bolsa. — Eu não demoro viu?  Any assentiu e ela se retirou. Any abriu a gaveta do criado e pegou a foto de seus pais, que estava guardada como uma relíquia entre suas coisinhas. Sorriu de leve ao ver sua mãe. — Mamãe... — disse começando a chorar. — Como eu preciso de você agora, queria tanto, tanto que estivesse ao meu lado nesse momento tão difícil e bonito da minha vida. — ela tocou a barriga. — Sinto tantas saudades. — beijou a foto e deu um sorriso de canto. A gravidez estava sendo difícil, mas se o bebê estava bem ela poderia aguentar tudo aquilo, só faltavam três meses para o parto mesmo. O difícil era aguentar tudo aquilo sem apoio, nem sua tia estava lhe visitando ultimamente, ela quem tinha que ir até a casa de Miranda, não tinha dado de ir hoje devido aos enjoos que não deram folga, e também era muito cansativo pra ela ir até lá, a barriga já estava pesada e era mais cômodo pra ela ficar em casa descansando. Alguns minutos depois Sina voltou com a sopinha e lhe obrigou a tomar tudo, o que foi um verdadeiro sacrifício. Depois de muito pelejar Any termina de tomar a sopa, Sina se despede dela e vai embora. Ficou entretida na TV até adormecer. ¨¨¨¨ Às sete da manhã Joshua voltou apenas para trocar de roupa, já que tinha dormido com uma prima da aniversariante. Encontrou Any dormindo profundamente e a observou. Ela estava muito pálida. Sentou na cama e tocou os cabelos dela, ela parecia bem fragilizada com a gravidez. Mas aquilo era tudo culpa dela mesma, se se cuidasse mais talvez não estivesse grávida e nem estariam nessa situação. Observou a barriga redondinha da garota e a descobriu com cuidado para não acorda-la, e tocou de leve o volume. Deu um sorriso de lado e mordeu o lábio, será que conseguiria senti-lo mexer? Não, ele não podia se deixar levar por essa garota e esse filho dela. Levantou-se em um pulo e entrou no closet, ainda bem que já tinha tomado banho, não podia correr o risco de ela acordar e ficar enchendo a sua cabeça com perguntas e mais perguntas. Não estava com saco pra ela. Trocou de roupa e saiu de casa com rapidez. ¨¨¨¨ Assim que chegou ao escritório Lisa já veio bombardeando-o de perguntas. — Porque você me deixou plantado ontem Josh? — ela disse enquanto fechava a porta da sala dele. Joshua tirou o paletó e o colocou no encosto de sua cadeira. — Eu esqueci gata. — disse simples. — O que? — ela disse, perplexa. — Pois é, eu esqueci. — deu de ombros enquanto olhava os papéis em cima da mesa. — Alguém me ligou? — perguntou, tomando um gole de seu café, que já estava ali. — Não tem nada para me falar a respeito de ontem? — ela ignorou o que ele perguntou. — Eu já disse que eu esqueci. Foi m*l. — ele rolou os olhos. — Foi mal... — ela repetiu sem humor. — Depois de ter ficado plantada por horas é só isso que você tem pra me dizer? — JÁ CHEGA! — ele berrou fazendo-a dar um leve pulo de espanto. — Você não é minha namorada, não é minha mulher, não é minha mãe e eu não te devo nenhuma explicação. E se não quiser ir para o olho da rua, você vai cuidar do seu trabalho e vai me deixar em paz agora. Lisa estava perplexa, não esperava que ele reagisse daquele jeito. — Claro senhor. — ela baixou o tom e ele sorriu satisfeito. — Então, tem alguma ligação pra mim? — ele tornou a perguntar, dessa vez com uma voz suave. — Sim claro, eu já vou passar os recados. — ela se retirou e ele a observou. — Mulherzinha folgada. — ele riu. — Acha que é alguém pra vir me cobrar algo. — negou com a cabeça e se concentrou em seu trabalho. Afinal quanto mais cedo acabasse, mais cedo ficaria livre. ¨¨¨¨ — VOCÊ O QUE? — Miranda berrou assim que ouviu o que Vivian tinha dito. — Ai tia. — a loira rolou os olhos. — Não seja dramática. — Eu? Dramática? — a tia estava quase tendo uma síncope. — Você me diz que ficou com o marido da sua irmã e quer que eu fique calma? — E daí? — Vivian indagou. — A Any sabe que o Joshua não dá a mínima pra ela. — olhou as unhas. — Sabe o caramba! — Miranda argumentou. — Any acha que ele é apaixonado por ela, porém não demostra porque não faz o tipo dele ficar demonstrando amor. — rolou os olhos. Vivian gargalhou. — Ah tia Miranda. — ela sorriu alto. — Nós duas sabemos que não é assim, Josh não se importa com ela, isso é um fato. — Ah Vivian, isso é obvio. — Miranda pôs um comprimido na boca e em seguida bebeu um gole de agua. — Mas a deixe viver nessa ilusão! Ou você gostava de passar o dia inteiro no restaurante trabalhando como condenada pra poder sobreviver? — É claro que não tia... Mas se eu me casar com o Josh vai ser bem melhor. Ele é um gato e nós dois somos perfeitos um para o outro. Miranda deu uma gargalhada alta, o que irritou Vivian. — Qual é a graça? Posso saber? — sem humor. — Acha que o Joshua vai querer casar com você? — Miranda ainda ria. — Pra que ele casasse com a Any foi uma luta, e olha que ela já estava grávida dele. Agora me diga, o que faria ele se casar com você, uma mãe solteira de duas crianças encapetadas que fazem tudo pra que ninguém roube o lugar do pai delas? — Não sei... — ela ergueu a sobrancelha. — Talvez a minha beleza, a minha sedução e a minha autenticidade. — enumerou debochada. — Não se iluda Vivian! — Miranda disse. — Você não vai destruir tudo o que conseguimos. Deixe o Joshua pra lá. — Ah tia, você está pedindo demais. — ela suspirou. — Chega Vivian... Mais vale um pássaro na mão, do que dois voando! Não vou permitir que você estrague tudo o que pelejamos tanto pra conseguir! Tire isso da cabeça! — Miranda saiu da cozinha e deixou Vivian pra trás. — Não conte com isso titia... Eu quero ser mais do que apenas a cunhada de um Beauchamp. — encheu um copo de água e o tomou calmamente. Em seguida saiu da cozinha. ¨¨¨¨ Os dias foram se passando e a situação estava cada dia mais complicada, Any estava muito enjoada e o final da gravidez não estava sendo como ela esperava. O bebê já estava muito pesado e seu corpo estava muito fraco devido aos enjoos e náuseas que ela sentia quase todos os dias. Sem contar com as chateações e o nervosismo que Joshua a fazia passar quase que diariamente, com tantas implicâncias e traições. Josh estava o mesmo, não dava atenção a esposa e nem se importava com o filho, que estava prestes a nascer, só queria saber de diversão com seus amigos.  Vivian tinha resolvido dar um tempo das investidas para com Josh, já que seus gêmeos tinham ficado doentes e ela não podia sair de casa, já que Miranda se recusava a cuidar dos dois.  Falando em Miranda, a mulher estava cada dia mais satisfeita com a situação financeira que o matrimônio da sobrinha estava lhe proporcionando. Sofya e Sina ajudavam Any como podia, moldavam a situação para que ela se sentisse confortável e faziam coisas gostosas para que ela se alimentasse. Afinal a garota estava muito r**m para comer. — Posso deixar aqui senhora? — o entregador disse assim que pôs a poltrona de amamentação no local indicado por Any. — Sim senhor, ai mesmo. — ela coçou a nuca e pegou algumas notas. — Aqui está. — entregou a ele. — Eu o acompanho até a porta. Assim que fechou a porta ela respirou fundo, pronto, o quartinho do bebê já estava completo. A última coisa que faltava era a poltrona para amamentar e ela já estava ali. Sorriu feliz e acariciou sua enorme barriga, seu filho ou filha podia chegar a qualquer momento e ela estava preparada pra recebê-lo. A campainha tocou novamente e era Sofya. — Oi Any! — ela sorriu entrando. — Oi Sofya! — Any fechou a porta. — Ei Sam! — apertou a bochechinha da bebê de Sofya. — Que menina linda! — E então? Como está se sentindo? — Me sentindo enorme, dolorida, inchada... — ela se sentou cuidadosamente no sofá. — Mas acima de tudo feliz, por saber que logo essa tortura acaba e eu vou ter o meu filho nos braços. — Ah eu sei exatamente o que você está sentindo. — Sofya disse nostálgica. — É claro que eu não enjoei como você, mas a sensação... Eu acho que é única. — Verdade... — ela sorriu. — Não quer comer ou tomar nada? — Oh não, não. — Sofya disse. — Só vim mesmo saber como estava, coisa rápida. — Any sorriu. — Jack está me esperando, vamos visitar minha sogra. — Sofya fez careta Any riu. — Ihi, boa sorte Sofya. — Any disse enquanto abria a porta para Sofya. — Manda um beijo pro Jack. — Pode deixar, se cuida viu? — Sofya saiu e ela fechou a porta. Any olhou no relógio e viu que eram sete da noite. Joshua não dormiria em casa, já que era sexta e geralmente ele nem aparecia. Resolveu fazer um chá para tomar com torradas. Seu apetite estava reduzido a nada, e pelo menos um chá ajudaria. Pôs a água pra ferver e enquanto esperava resolveu lavar a loucinha que estava suja. Ouviu a porta abrir e se admirou ao ver o marido entrando. — Nossa, que milagre. — ela disse, com meio sorriso voltando a lavar a louça. — Você geralmente vai direto para a casa do Pedro as sextas. — Pois é, mas hoje eu vim em casa... — ele respondeu. — Não posso ou o que? — Pode é claro. — ela assentiu. — Sente fome? — Não. — ele respondeu a abraçando por trás, deixando-a confusa. — Estou com fome de outra coisa. — começou a beijar-lhe a nuca. Any fez uma cara de choro, ela não estava em condições pra t*****r com ele. Afastou-se delicadamente e foi até o fogão tirar a água do fogo. — O que? — Joshua estava confuso. — O que foi Any? — Eu não quero Josh. — ela disse o olhando por fim. — Como é que é? — ele ficou irritado. — Mas outra vez Any? E por que não quer t*****r comigo agora? — Por que não, eu não estou com condições... Eu só quero me deitar, eu estou exausta. — disse olhando para o chão. — Não posso acreditar! — ele estava vermelho de irritação. — Você é minha mulher e tem que me satisfazer! — Eu não estou conseguindo nem ficar em pé direito, pior ainda fazer isso. — Você ainda tem sorte de eu estar te procurando estando desse jeito Any, ainda se acha no direito de me dar um fora como se você estivesse maravilhosa. Você está ridícula! Ela o olhou estática e em seguida começou a chorar. Não entendia o motivo de Joshua fazer tanta questão de jogar isso em sua cara. Ela sabia que não estava nada atraente, ele não precisava ficar lembrando. — Ah, que ótimo, agora vai começar a chorar. — ele disse de maneira zombadora. — Isso, fica aí chorando que eu vou t*****r com mulheres de verdade e não me espere nesse fim de semana. — ele pegou a carteira e as chaves do carro e saiu batendo a porta. Any olhava a porta com lágrimas e se sentindo uma porcaria. Porque ele fazia aquilo? Ela o amava tanto, mais tanto que chegava a doer. Não entendia porque ele a maltratava tanto. Ficou um tempo ali, parada e em prantos, depois resolveu tomar logo o seu chá pra ir dormir. Mas um fim de semana sozinha. Pôs a água na xícara e se pôs a procurar os sachês. — Ah, onde eu deixei mesmo? — ela bufou. — Ah sim, estão aqui. — se esticou um pouco para alcançar e os pegou. Logo sentiu uma água extremamente quente escorrer por suas pernas. De primeiro levou um susto ao pensar que era a água do chá que tinha derramado, mas depois seu susto dobrou ao notar que a água vinha dela e que sua bolsa estava rompida. — Oh meu Deus! — ela pôs os sachês em cima do balcão e observou a água amarelada no piso extremamente branco. — Céus... — começou a brincar com os dedos de forma nervosa. — O que eu faço... O que eu faço... — sussurrava pra si mesma enquanto observava sua barriga protuberante. Ainda não estava doendo, mas ela sabia que a dor não demoraria a chegar. — Ai bebê, espera só um pouquinho, eu preciso ligar pro seu pai... Oh, nossa! — ela gemeu ao sentir uma pontada aguda e extremamente dolorida. Pegou o telefone e buscou o número do celular de Joshua. Sempre achou desnecessário esse tal de celular, mas agora agradecia que Josh andasse com esse troço. Ligou e logo ouviu a voz dele. — Alô. ¨¨¨¨ Mas vocês já estão perdendo a paciência com o nosso amado Josh, como assim? KKKKKK Brincadeiras a parte... Gente, eu sei que dá raiva, mas vocês precisam prestar atenção nas coisas que o Josh faz, ele é um cuzão, eu sei, mas respirem fundo, lembrem do copinho de agua com açúcar das notas? Pois é, ele não é pra enfeite, tomem, respirem fundo.  Algumas de vocês não vão aguentar ler (entendo, aconteceu na outra vez com a leitoras sendo mais velhas, imagine vocês que são super novinhas) mas a quem continuar, peço bastante paciência e maturidade, lembrem dessa palavra.  Grande beijo e dependendo dos comentários e votos posto mais um mais tarde.
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