Capítulo 19

2384 Palavras
— Josh, sou eu a Any... — ela disse afobada. — Eu disse pra não me encher o saco! — ele rolou os olhos. — Não Josh, eu estou sentindo dores! — ele já tinha desligado. — Não! — ela disse enquanto discava outra vez. Mas agora não chamava mais, ele deveria ter desligado aquela coisa. — Droga, AUUU! — apoiou-se no sofá e respirou fundo. Como aquilo doía meu Deus. — Respira Any... Respira. — disse com lágrimas. Não podia acreditar que também teria que passar por aquele momento sozinha e sem o apoio de Joshua. Foi até o interfone e discou os números, logo escuta a voz de Sina. — Sina. — ela disse, com os olhos fechados. — Oi Any! — a loira disse, parecia alegre. — Como você está? — Eu não sei, mais ou menos... Sina, o bebê vai nascer. A bolsa acabou de romper e está doendo muito! Me ajuda por favor! — disse aos prantos. — Se acalma Any. — ela disse. — Fica tranquila, toma um copo de água e fica caminhando, ok? Caminhar ajuda na dilatação. Eu estou chegando aí sim? Fica tranquila, está tudo bem! — disse desligando. Any comprimiu os lábios e acariciou a barriga de forma carinhosa ao sentir outra contração. Graças a Deus as dores estavam vindo rápido, com certeza o bebê não demoraria a nascer. Bebeu um copo de água como Sina pediu e foi até o quarto do bebê pegar a bolsinha dele, que já estava pronta. Pegou também uma pequena malinha, que estava arrumada para si. Em menos de cinco minutos Sina chegou. — Ah querida, desculpa a demora! — ela disse. — Eu tinha acabado de sair do banho, tive que vestir uma roupa. — Não tem problema! — Any tentou sorrir. — Onde está o Joshua? — Onde mais? — Any disse, entristecida. — Com os amigos, tentei falar pra ele, mas não atende aquele tal de celular. Sina cerrou os punhos, mas se aguentou. Não era o momento de falar m*l de Josh pra ela. — Vamos querida. — Sina disse, pegando as duas bolsas e as colocando no ombro. — Enquanto eu me arrumava pedi para o Derrick ligar para o hospital, mandei prepararem uma sala. Vai ficar tudo bem viu? — Eu sei Sina. — ela disse, em meio a lágrimas. — Eu confio em você. — sorriu de leve. Sina a abraçou de lado. — Vamos lá? — ela assentiu e as duas saíram. ¨¨¨¨ — Cara, vê se você fica calmo! — Noah aconselhou. — Não, eu não posso me acalmar! Já não é a primeira vez que ela me manda pastar! Já tem um bom tempo que não fazemos sexo! Tudo por culpa dessa gravidez de merda! — Josh, não fala assim cara. Essa criança é seu filho, ou filha. — Noah disse. Joshua deu de ombros. — Pega leve ai. Pedro olhava tudo com um sorriso no rosto. — Está rindo de que? Seu cuzão! — Josh se levantou e o agarrou pela gola da blusa. — Calma parceiro. — Pedro defendeu-se, e Joshua o soltou com brutalidade. — Só estou achando engraçado esse seu desespero... — Verdade Josh, eu pensei que pra você pouco importava se comia ou deixava de comer a quatro olhos. E as putas tigrão? — bateu no ombro dele. — Não servem mais? Ou você realmente está só na mão?  Todos riram. — Mas é claro que não. — ele rolou os olhos. — É claro que eu estou muito bem saciado. — mentiu. Não estava saciado. Não estava saciado mesmo. Esse desprezo de Any já estava o deixando louco, não entendia o que tinha dado nela, antes chegavam a t*****r até três vezes por dia, ela estava fogosa, e agora só vivia para rejeitá-lo. E o pior é que não conseguia sentir o mesmo com as outras mulheres. Com Any era diferente. — Acho que tem alguém se apaixonando... — Noah assoviou e Joshua o olhou com cara de morte. — Desculpa, mas é isso que parece. — deu de ombros. — Não estou apaixonado p***a nenhuma. — ele disse. — Mas ela é minha mulher! Tem que cumprir as obrigações dela como tal. Tem que me satisfazer como homem a hora que eu quiser! E me deixa puto ela me dar foras e mais foras. — Já dissemos que é por conta da gravidez! — Bailey disse. — Logo o seu filho nasce e ela para com essa coisinha. — É bom mesmo. — ele disse baixinho, enquanto tomava um gole de vodca. — Por hoje eu vou procurar alguma p**a pra passar o tempo, mas quando eu voltar pra casa na segunda, ela vai dar pra mim, nem que seja a força. — pôs o copo na mesa e saiu. ¨¨¨¨ — E então Sina? Conseguiu avisar pro Josh? — Sofya perguntou, enquanto Sina higienizava suas mãos. — Claro que não. — Sina negou com a cabeça. — O bonitão está na farra. Com o celular desligado ainda por cima. Segundo a Any, ele vai passar o fim de semana inteiro fora. — Meu Deus! — Sofya estava pasmada. — Que merda, esse cara é louco, como ele sai assim, desliga o celular, tendo uma mulher grávida de nove meses em casa? Gente, isso é inadmissível. — Tenho mais pena por que a Any é muito apaixonada. Aguenta tudo por esse cafajeste. — rolou os olhos. — Pelo menos ao pai da praga, o senhor Robert, eu consegui avisar, já deve estar vindo pra cá. E a tia exibida da Any também, mas ela disse que agora estava muito cansada e que amanhã viria. — suspirou e ouviu um gemido alto de Any. — Calminha, já estou chegando! — ela disse em um tom mais alto, para que Any escutasse. — Você vai ver o parto Sofya? — Sim, eu vou ficar com a Any. — ela assentiu. — Então veste isso e depois entra. — apontou e entrou na sala. — Prontinho Any. — ela sorriu. — As dores estão aumentando?  Any assentiu, suada e chorosa. — Ai tá doendo demais Sina! — ela grunhiu. — Eu não estou aguentando! — Calma isso é bom. Logo o bebê nasce! — sorriu. — Vem, deita aqui, deixa eu ver a sua dilatação. Any fez o que ela disse e Sina a examinou. — Pronto, dez centímetros. — Sina concluiu. — Viu só como você é sortuda? — Sortuda mesmo! — Sofya, que já estava por ali, comentou. — Eu passei o dia inteiro morrendo de dor pra poder ficar com dez. Sina também disse que eu tive sorte de não passar dias sofrendo... Mas sempre tem alguém com mais sorte que nós. — AAAAAH! — Any gemeu. Não estava mesmo afim de conversa. — Ok. — Sofya se calou e Sina riu. — Vamos lá Any. — apoiou as pernas dela no apoio. — Janice, vai esterilizando a tesoura e os outros materiais. — disse a uma das enfermeiras que estavam ali. — Força Any, agora é com você viu? — Ah! — ela forçou como podia. A dor era terrivelmente insuportável. — Eu preciso de anestesia! — Já aplicamos a anestesia local. — Sina informou. — Continua forçando que já acaba. — Eu quero o meu marido! — disse começando a chorar. — Eu quero ele, eu quero! — Ele não está aqui Any, mas logo ele virá, o pai dele disse que ia tentar localiza-lo. Agora você precisa fazer força por que o seu bebê precisa nascer, e ele não pode esperar. Tá legal? Any assentiu, com os olhos fechados. — Vamos lá? A garota fazia força e depois de muita agonia, Sina enxergou a cabecinha do bebê. — Muito bem, a cabecinha dele já está vindo. Só mais um pouquinho Any, eu juro que vai acabar. — Ai... — ela choramingava. — Está doendo demais! AAAAAH! — gritou ao sentir a cabeça do bebê coroando e deslizando pra fora. — AI TIRA ELE, TIRA! TÁ DOENDO! — Força! — Sina disse firme. Ela forçou como podia, sentindo a dor cortante atravessar todo o seu corpo. A loira esperou o resto da cabecinha sair e em seguida puxou o resto do corpinho do bebê. Acabando com a agonia de Any. O chorinho alto e forte ecoou por toda a sala. — Já acabou? — ela perguntou sorrindo cansada, sem acreditar. — Já. — Sina respondeu cortando o cordão umbilical. — Olha o seu bebê. É um menino Any! Meus parabéns! Any sorriu abertamente e Sina o colocou em seu colo. Any pegou o pequeno no colo e sorriu emocionada. Ele chorava escandalosamente. Any pegou a mãozinha dele e ele olhou choramingando e fazendo-a sorrir. — Que coisa mais linda! — Sofya sorriu. — Parabéns Any! A garota sorriu abertamente, estava extremamente feliz com a chegada do seu bebê. — Obrigada meninas. — ela disse. — Obrigada mesmo. — Não tem de quê. — Sina piscou. — Não fizemos nada que você não fizesse por nós. Any deu um beijinho demorado em seu filho, que já tinha parado de chorar e agora a olhava. Era tão pequenininho e frágil. — Onw meu amor, como você é perfeito. — beijou a mãozinha dele. — A mamãe te ama demais meu branquelinho! — riu ao ver que ele era tão loiro quanto Josh. — Lamento atrapalhar o momento da mamãe e do bebê, mas temos que examiná-lo Any. — Sina informou e Any fez uma carinha de choro. — Eu vou te deixar com as minhas enfermeiras, que vão fazer os cuidados pós-parto, ok? Any assentiu e Sina saiu com o bebê. ¨¨¨¨ Alguns minutos depois, Any já estava no quarto. Ainda estava exausta pelo parto, mas estava amamentando e ver seu filho a fazia se esquecer desse pequeno detalhe. A porta se abriu e ela olhou esperançosa que fosse Joshua, mas forçou um sorriso ao ver que era seu sogro e a madrasta do loiro. — Olá! — ele disse baixinho, vendo que o bebê já mantinha os olhinhos fechados. — Olá senhor Robert. — Any respondeu, no mesmo tom. — Victória! — sorriu chamando eles mais perto. — Venham conhecer meu pequeno. — Senhor não querida, me chame apenas de Robert. Quantas vezes eu vou precisar dizer? — Desculpe. — ela mordeu o lábio. — Nada. — ele deu de ombros. — Quer dizer que é um garotão? — o homem disse, parecendo satisfeito. — Sim, é um pequeno príncipe! — Any também estava muito orgulhosa. — Olha só isso, amor. — Victória disse, com os olhinhos brilhando. — Tão pequenininho meu Deus. — pegou a mãozinha minúscula do bebê, e sorriu ao ver que ele apertava seu dedo com força. — Que lindo! — Robert sorriu maravilhado, estava muito feliz de ter se tornado avô de um menino tão bonito e forte. — É a cara do pai dele! — estava chocado. — Pois é, ele não se parece em absolutamente nada comigo. — Any falou. — Só acredito que é meu porque o vi sair de mim. — Ora, mas que bobagem, parece o Josh, mas é lindo como a mãe. — Robert a elogiou. — Olha só, nós trouxemos um presentinho para o bebê, como não sabíamos se era menino ou menina, trouxemos de cor neutra. — disse entregando uma caixinha retangular da cor branca. — Espero que goste. — É claro que eu vou gostar. — ela sorriu e abriu a caixinha, viu que era um mijãozinho branco, extremamente fofo. — Onw, obrigada Victória. — disse com um sorriso enorme. — E esse é o do vovô. — disse Robert, mostrando outra caixa, azul. — No meu caso eu comprei dois um feminino e um masculino, mas como ele é menino entregarei um e guardarei o outro para a futura irmãzinha, que tenho certeza, não demorará a chegar.  Any corou. — Ah senhor... Digo... — se corrigiu. — Robert, não precisavam se incomodar. — ela disse, pegando a caixa que ele a estendia. — Podem me ajudar a abrir? Essa está pesada. — Mas é claro, perdão. — ele abriu. Any tirou um pequeno bonequinho que tinha um velcro em cada mão, deveria servir para pendurar no berço, era bem fofo.  — Eu sei que ele é muito pequeno ainda, mas espero que ele goste quando estiver maior. — Ele vai adorar. — ela disse, olhando o bebê. — Obrigada por serem tão bons comigo. — ela disse, um pouco emocionada. — Imagina. — Victória sorriu. — Eu posso segura-lo no colo? — perguntou sem jeito. — Ora, é claro que sim!  Victória pegou o bebezinho com cuidado. — Ain... — ela disse dando um cheiro. — Que fofo! O bebê de Any era muito lindo, nunca tinham visto uma criança parecer tanto com o pai, era assombrosa a semelhança. Os seus poucos fios de cabelo eram loiro e tinha umas bochechinhas gorduchas e extremamente vermelhinhas. — Vocês não sabem do Josh? — ela mordeu o lábio. Robert e Vitória se entreolharam e Any se entristeceu. Deu de entender que eles não tinham encontrado Joshua. — Any, nós não conseguimos localiza-lo. — Robert disse. — Mas quando eu vê-lo... Ele vai me ouvir. A menina estava extremamente triste. — Ele não sabe ainda que o bebê nasceu. — disse olhando o filho, no colo de Victória. — Joshua é assim mesmo... Ele é muito desligado. — Victória tentou amenizar. — Joshua é um irresponsável, isso sim! — Robert retrucou. — Como ele sai, deixando Any sozinha nesse estado? — Não brigue com ele Robert. — Any estava pensativa. — Quando ele voltar pra casa, eu vou chamá-lo pra uma conversa. — a morena respirou fundo. — Como quiser Any. — Robert assentiu. — Pois bem querida. Vamos deixar você descansar. — Vitória disse, colocando o bebê no bercinho ao lado da cama de Any. — Amanhã você toma alta, certo? — Sim, amanhã à tarde. — ela assentiu. — Pelo menos, foi o que a Sina disse. — Então amanhã nos vemos. — Robert deu um beijo em sua testa e em seguida um beijinho no bebê. — Descanse! Victória também se despediu e os dois saíram.
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