Eva A lua se escondia atrás das nuvens naquela noite difícil, mas eu via cada contorno da casa de Daren como se estivesse iluminada a tochas. O morro dormia em falso silêncio, e a única batida que eu ouvia era a do meu próprio coração, acelerado de medo e excitação. Na sala principal, Daren desenhava um mapa da comunidade no chão — marcas de giz num porcelanato escuro. Seus homens circulavam em torno, atentos, prontos para agir a um sinal. No centro, ele apontava para a ONG. — Foi daqui que partiram os papéis — ele disse, a voz firme, mas carregada de ira contida. — O dinheiro saiu daqui. Eu quero saber quem botou essa p***a em movimento. Havia algo quase hipnótico na forma como Daren comandava. Mesmo rodeado de homens armados, ele parecia o único capaz de mover o mundo. Eu me aproxim

