Capítulo Sete

1986 Palavras
Logan  “Esteja lá às 14h sem falta, ou irei até a sua casa chutar sua bunda.” — Merda Suspiro com a mensagem na tela de bloqueio do meu celular. Estou envolvido em três casos e um deles está totalmente chutando minha b***a ia tirar todo o sábado para me focar totalmente nele, mas agora parece que estou sendo coagido pela minha assistente a ir a uma festa de criança. Tentei convencer Martha que Amanda estaria lá com Olivia, mas parece que minha presença é requisitada, alguma coisa sobre tirar a cabeça do trabalho, como se eu realmente fosse relaxar em uma festa cheia de crianças por todos os lados, castelos de ar e personagens assustadores de desenho animado. Martha é minha assistente desde que eu comecei minha carreira, mas a mulher é muito mais do que isso. Ela e minha mãe foram para a faculdade juntas viraram melhores amigas e nunca mais se desgrudaram depois isso, Martha foi à madrinha no casamento da minha mãe, foi quem me ensinou a andar de bicicleta, que me cobriu quando fugir de casa para ir a um show com meus amigos aos 16, quem esteve comigo no meu primeiro dia no escritório, e que me ajudou com Amanda quando as coisas estavam desmoronando. Ela com certeza é a mãe reserva quando a minha não pode estar lá por mim, eu cresci com seus filhos então ela acha que pode mandar e desmandar em mim mesmo no meu auge dos 35 anos. Dizer não para ela é quase impossível e por isso tenho certeza de que ela cumprirá a promessa da mensagem de texto se eu não aparecer lá com as meninas. — Olivia, vocês estão prontas? — Grito do final da escada para o andar de cima, recebo o silêncio seguido de passos rápidos então Olivia aparece no topo da escada em um longo vestido floral solto vermelho e branco, com padrões de flores e com uma faixa presa na cintura destacando a forma fina do seu corpo, seu longo cabelo loiro avermelhado está preso em uma trança bem feita, e p***a eu odeio todas as suas roupas hippies, mas essa tenho admitir que me faz perder o fôlego por alguns segundos, e eu realmente não sei como lidar com esse sentimento de vê-la além da garota petulante e esquisita. — Amanda está vindo ela insistiu em levar Sr. Dougal... Alguma coisa sobre ele precisar sair mais. — Você sabe que seu papel nesse trabalho consiste em dizer não para ela às vezes, não é? — Eu sei — Ela desce os degraus segurando uma ponta do vestido para evitar pisá-lo — Mas é só um urso em uma festa de criança, eu não vou dizer não a isso. — Ela dar de ombros parando no último degrau onde fica uma distância confortável de mim, mas ainda muito perto. — Joel já chegou? — Sim — Respiro fundo solvendo um pouco do seu cheiro doce que paira entre nós agora que ela está próxima. É quase uma reação desconhecida para mim. Depois de Brianna querer estar mais próximo de uma mulher apenas para sentir meu corpo agitar pela sutileza do seu cheiro, ou porque quero tocar sua pele para sentir se ela é tão macia como aparenta realmente não aconteceu regularmente, para falar a verdade não acontece de jeito algum. Meus relacionamentos depois que as coisas desmoronaram com Brianna foram apenas físicos, depois do fiasco do meu casamento não queria correr o risco de estar próximo de uma mulher a ponto de querer me envolver além da minha liberação física de estresse que tinha com o sexo. Está convivendo com Olivia nas últimas semanas tem me dado essa aproximação mesmo que eu evite o quanto posso. Ela ainda está lá, cuidando da minha filha como se fosse dela, fazendo o café da manhã, cantarolando pelos cantos, me dando respostas espertinhas, ou falando o que mais ninguém tem coragem sem temer qual será minha reação. Ela ainda é doce, forte e super inteligente e cheia de cicatrizes que me fazem ficar mais intrigado com ela. — Eu estou indo com vocês — Declaro me afastando dela para que eu possa voltar ao meu estado normal. — O senhor? Em uma festa de criança — Ela questiona abertamente se divertindo com o pensamento. — É — Concordo — Eu em uma festa de criança por livre e espontânea pressão. — Olivia levanta uma das sobrancelhas querendo que formule melhor minha resposta — Martha me obrigou. A risada melódica sai de seus lábios e uma fisgada acerta minha espinha ao ouvir ela. Que merda está acontecendo? A mulher veste um vestido bonito e eu agora resolvo agir como um adolescente. — Eu sabia que eu estava certa em gostar dela — Olivia fala batendo no meu peito com a mão aberta, dois breves tapinhas antes de descer o último degrau e sair para a sala de estar — A mulher me agradou apenas com um sorriso — A ouço dizer quando some da minha vista. Viro-me novamente em direção à escada. —Amanda se apresse precisamos sair agora — Falo mais uma vez para o segundo andar. — Estou indo papai — Minha filha corre aparecendo em minha visão com seu vestido rodado roxo e sandálias brilhantes, seu cabelo está idêntico ao de Olivia. Ela desce rapidamente os degraus segurando a girafa embaixo do braço e então pula em mim quando chega ao final. Eu a pego no colo lhe dando beijos na bochecha a fazendo ri — Você está linda querida. — Obrigada papai, Olivia me ajudou a me vestir e nossos cabelos estão iguais. — Mas você está muito mais adorável que eu — Me viro para encontrar Olivia recostada à parede com um olhar derretido para Amanda e eu. — As duas estão incrivelmente bonitas — Falo não sabendo exatamente por que precisava deixar claro o quão bonita ela está. Olivia cora e eu acho que essa é a primeira vez que a vejo com vergonha de algo. Meu ego masculino dar um leve salto com a percepção de que meu elogio à afeta a ponto de ficar corada com ele. — Obrigada senhor — Ela fala em um pequeno murmúrio fitando as sandálias vermelhas de salto que usa. —É só a verdade— Falo sincero e ela me contempla com um pequeno sorriso — Acho melhor irmos agora — Amanda concorda com um gritinho e Olivia com um aceno. Com Amanda no colo saiu de casa seguido de Olivia atrás de mim pronto para que esse dia acabe antes que comece. O aniversario do neto de Martha foi feito em um grande parque ao ar livre, mas o lugar parece mais a Disneylândia, cheio de brinquedos por toda parte, barracas de guloseimas por onde se olha, crianças fantasiadas correndo por todos os lados e grandes personagens de desenhos dando o ar da graça no evento, fora shows de fantoches e mágicas. O lugar é o sonho de qualquer criança e provavelmente o pesadelo de quase todo adulto. E nesse quase está incluída minha adorável babá que parece mais animada que muitas das crianças aqui, pelo seu rosto encantado ela parece estar prestes a correr por aí junto com as pessoinhas de cinco anos. — Meu Deus, eles têm o Olaf! — Olivia solta um gritinho, depois me olha— Será se eles me deixam tirar uma foto com ele depois? Olho para ela pronto para perguntar se ela tem mesmo a idade que diz ter, mas quando vejo seu rosto cheio de expectativa e animação engulo as palavras. — Acho que eles estão aqui para isso. Você pode tentar depois. Ela sorri como se tivesse ganhado o dia com minhas palavras. Seus olhos voltam para Amanda que está com Sr. Dougal esperando na fila de um escorrega, e então seu humor muda de e******o para nervoso automaticamente. Ela tem oscilado nesses dois estados desde que chegamos, suas mãos torcem cada vez que uma criança desce e a vez de Amanda fica mais próxima, sua energia nervosa está quase me atingindo, Olivia seca as palmas das mãos no vestido, então me cutuca. — Ela não pode se machucar ali, não é? — Ela acena em direção a Amanda que está subindo a escada do escorrega — Quero dizer ela só tem cinco anos... Meu riso sai envolto a um suspiro enquanto contemplo seu nervoso como uma mãe de primeira viagem. — Não é a primeira vez que ela faz isso Olivia, não se preocupe. Ela solta o ar dos pulmões e deixa os ombros caírem — Eu sei, é besteira minha, eu só... — Ela aperta as mãos novamente um na outra — Eu me preocupo com ela. — Eu sei que você se preocupa — Me viro diretamente para ela e pego seus ombros a levando de frente a mim. Encarando-me Olivia engole seco com minha ação inesperada, mas não se move — Eu te vejo Olivia, vejo como cuida dela nessas últimas semanas, eu tive dúvidas em te contratar, mas o que você faz com Amanda... Ela está ótima e feliz e tudo isso é por sua causa. Okay? — Okay — Ela responde com um pequeno suspiro e depois desvia o olhar do meu. Eu vejo que tem algo lá mesmo que ela pareça mais aliviada com minhas palavras. Estou prestes a perguntar o que está acontecendo em sua cabeça quando ouço meu nome sendo chamado, solto os ombros de Olivia e me viro para dar de cara com um olhar curioso no rosto, vindo de Martha. — Você veio — Ela fala se recuperando dos seus questionamentos silenciosos ao que eu estava fazendo com minha babá, mas não sou inocente a ponto de achar que ela não irá me importunar com isso depois, ou pior contar a minha mãe sobre. — Não queria ser chutado na b***a — Falo lhe dando um abraço. — E pode apostar que iria acontecer — Martha se separa de mim indo em direção a Olivia que nos olha com um certo apresso — Olivia é bom ver você novamente, docinho — Ela abraça Olivia que retribui. — É bom te ver novamente também Martha — As duas se afastam do abraço, mas não se soltam — Isso aqui está incrível, se eu pudesse eu brincaria em todos os brinquedos. Martha gargalha — Eu me sinto da mesma forma querida — É claro que você se sente — Murmuro distraído, mas ganho o olhar das duas em mim — O que? Você tem a idade emocional de uma criança de cinco anos, não esperaria menos. — Oh garoto, olha como fala, eu limpei suas fraldas — Ela resmunga — Minha idade emocional está ótima e você que devia relaxar mais e não deixar trabalho e problemas te consumirem tanto. — Aprecio o conselho, mas estou muito bem, obrigada. — Se vocês me dão licença eu vou — Olivia aponta para Amanda que corre de onde estava para o outro lado — Ela não está com o Sr. Dougal eu vou ver o que aconteceu — Antes que qualquer um de nós possa dizer alguma coisa Olivia já está correndo parque adentro atrás de Amanda. — Ela está nervosa com a possibilidade de Amanda se machucar em algum lugar, e está enlouquecendo com isso — Explico a Martha. — Ela parece gostar muito da sua filha, a ligação das duas parece ter sido imediata. — Nós dois assistimos enquanto Olivia alcança Amanda e se abaixa para falar com ela. — E foi. Amanda a ama, as duas não se desgrudam — Suspiro — Ás vezes eu tenho medo das coisas não darem certo e Amanda sair machucada disso. — Você está pensando em demiti-la eu achei... — Martha fala confusa — Achou o que? — Eu achei que... Vocês dois... Não importa. Logan você vai demiti-la?
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