Prefácio
Uma distopia nunca é fácil de se escrever.
Enfrentei muitos desafios com os costumes imaginários de uma década que
ninguém jamais viveu. É uma década futurista, em que os personagens estão
imersos em um sistema opressor de governo, enfrentando toda a sorte de
acontecimentos que surgem em suas jovens vidas. O que podem fazer, eles fazem.
E vão solucionando problemas, um atrás do outro.
Devo avisar que é o meu livro mais denso e desafiador até agora. Saí da
zona de conforto até mesmo nas cenas de s**o que um casal precisa ter. Saí da
zona de conforto que sempre saio, porém em um passo ainda maior. O medo de
errar é grande, portanto, devo avisar dos gatilhos psicológicos que a história pode
trazer. Não posso dar spoilers no meu prefácio, porém posso garantir que pessoas
muito emotivas ou que passam por um tratamento para ansiedade e depressão
tomem cuidado ao ler.
Sempre procuro trazer um pouco da realidade em meus livros. Afinal, é
impossível se desvencilhar dela, ainda que leiamos livros para nos aliviar ou para
nos poupar. Trago para os romances, temas sensíveis à maioria da sociedade
como relações de idade, xenofobia, misoginia, abusos e muito mais. Fechado para
o amor traz um pouco de tudo isso, mas ainda tem a coragem de flertar com o
amor. E o amor, em tempos difíceis, talvez seja a única coisa em que nos resta
acreditar. Eu não gosto do piegas, não gosto do óbvio e tenho aversão ao lugar
comum. Por essas razões não esperem finais previsíveis de mim. Nunca. Minha
missão é cutucar o leitor e fazê-lo pensar junto comigo. Por várias vezes pensei
que não ia dar certo. Tive medo. Porém peço sua leitura despretensiosa. Não
coloque a lupa feroz da crítica ao perceber determinados exageros propositais.
Eles foram escritos para serem encarados como uma visão exagerada de uma
sociedade doente. Apostei alto na originalidade e acredito que só tenho a ganhar
seguindo algumas vezes nessa linha.
Conforme eu disse em uma live no meu i********:, Fechado para o amor
tinha começado de maneira totalmente diferente. Ele foi fruto de uma notícia que
li na internet, em canal absolutamente confiável, de uma mulher asiática que se
casou com uma inteligência artificial de aplicativo. Ela realmente ganhou na
justiça o direito de se casar com tal IA. Seguindo meus insights, vislumbrei uma
história bem diferente da que escrevi. Fechado para o amor foi se transformando
e se adaptando, fugindo totalmente da premissa original para ser o que ele é hoje:
Uma distopia futurista com cara de romance revolucionário. Espero que gostem
da minha obra tanto quanto eu a amo. E se quiser me falar sobre ela, siga as
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Um abraço a todos e ótima leitura!
Luciana Mendes