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1355 Palavras
Eu estava morrendo por uma cerveja, mas me recusei a ir ao bar. Minha embriaguez fluía, mas não o suficiente para me dar a coragem líquida necessária para enfrentá-lo novamente. — Hey, eu preciso fazer xixi, c****a. Pegue uma cerveja para nós. — Saí antes de Maria poder argumentar. Dois coelhos com uma cajadada. Eu precisava ir, e isso significava que ela pegaria as cervejas, e eu não precisaria falar com ele. Quando voltei para a mesa ela tinha duas doses para cada uma de nós e uma cerveja. — Uh, muito legal, prostituta, mas hum... quem vai dirigir, se nós duas estivermos bêbadas? Ela virou a primeira dose. — Uma palavra... — A segunda dose foi virada tão rápida quanto a primeira. — Táxi. — Seguido por um longo gole de sua cerveja antes de colocá-la sobre a mesa. — Se anime, i*****l, é hora de balançar sua pequena b***a magra. — Ela passou e golpeou minha b***a. — Mova ou perca, irmã. Balançando a cabeça e rindo, eu a segui bebendo ambas as doses e um gole rápido da minha cerveja antes de correr atrás dela. Alguns caras tentaram dançar com a gente, mas acabamos criando o nosso próprio pequeno círculo de dança, até que obtiveram a dica e se afastaram. Isso foi seguido por nós rindo. A noite foi se transformando em algo que pensei que eu realmente precisava. Era bom relaxar e sentir outra coisa senão a dor e a depressão que me consumiu durante os últimos oito meses. Maria e eu estávamos nos sentindo muito bem. Cuidadosamente voltamos para a nossa mesa. Eu sabia que deveríamos parecer ridículas, inclinando-nos uma sobre a outra, dando passos lentos. A sensação de formigamento me dominou, e o riso se estabeleceu. Estávamos ambas tontas, e não demorou muito para nós cairmos em um ataque de risos. Ouvi um estalar contra o chão e olhei para cima a tempo de ver um longo cabelo preto fluindo e balançando para frente e para trás. Uma mulher em um vestido apertado com os mais altos e malditos saltos de prostituta que eu já vi, entrava. Ela fez um caminho mais curto e direto para Reed, e senti meu estômago apertar com um ciúme indesejado. Quem é que se importava se aquela mulher era a namorada, a esposa, o que seja? Então, por que eu não podia parar de olhar? Ela parecia mais uma prostituta de rua do que uma dama. Assim que ela se virou para o lado, meu coração disparou, era Kim. Maria me pegou olhando e se virou para ver o que eu olhava. — Oh, que maravilha, quem convidou a p**a da cidade? Antes que eu pudesse me parar, perguntei o que eu queria fingir que não me importava. — Eles estão juntos? — Claro que não, ela tentou. Acho que ela jamais recebeu a dica, mas ela ainda tenta, quase diariamente. Ela é como uma maldita mosca em merda. Ela empurra, e ele recua. Ele tenta ser educado, mas honestamente, ele realmente só precisa dizer a ela para recuar. Maria e seu filtro... espere, que filtro? Afastei meus olhos apenas um segundo tarde demais. Eu sabia que Kim nos viu. Podia sentir os olhos dela se estreitando. O clique chegou mais e mais perto, até que parou junto à nossa mesa. Fiz tudo que podia para não olhar para ela. Ela e eu tínhamos alguns negócios inacabados para resolver. O problema era que eu me recusava a me rebaixar ao nível dela. Ela não valia a pena o esforço. — Bem, olha o que o gato arrastou. Não somos todos tão abençoados por ter Kori Foster de volta à cidade? — Ela riu, pensando que era a rainha de merda. — Eu esperava que quando você foi embora, seria a última vez que qualquer um de nós a veria. — Ela se inclinou um pouco mais perto. — A visão do p*u de seu namorado na minha boca não lhe deu a dica de que não há nada aqui para você? Maria se levantou rapidamente do banco do bar e se colocou entre Kim e eu. — Ouça bem, Kim. Eu amo minhas botas vermelhas. Quer dizer, eu realmente amo minhas botas vermelhas, mas com certeza arriscaria perder uma para limpar sua b***a. Se não se afastar agora, c****a, você andará muito engraçado por semanas. E não será pelas razões que geralmente têm sua b***a indecente caminhando dessa maneira. Maria riu e olhou por cima do ombro, piscando para mim. Eu realmente tinha saudades do espírito de fogo. Sempre podia contar com ela nas minhas costas. — Hum. — Kim revirou os olhos, e o barulho que ela fez, fez com que Maria se virasse e a encarasse. — Tente-me, v***a. — Maria arregaçou as mangas lentamente e deu mais um passo em direção a Kim. Sufoquei uma risada ao ver a expressão dela. Ao mesmo tempo, Kim jogou as mãos no ar, girando em volta e indo embora. No momento em que Maria sentou novamente no bar ao meu lado, nós caímos no riso. Pedimos outra rodada de bebidas para celebrar o fato de irritar Kim, a prostituta da cidade. Maria não tinha mais do que um metro e sessenta de altura, pesando menos de 52 quilos. Ela nunca deixou que isso a impedisse de fazer sua presença conhecida. Era uma coisa pequena, mas eles sempre dizem que dinamite vem em pequenas embalagens. Eu pensei que eles criaram esse ditado com ela em mente. Quando ela estava louca, ficava um pouco selvagem. *** O som da última rodada nos disse que era hora de chamar um táxi. Seguramo-nos uma na outra e caminhamos para a saída. Levantando minha mão antes de me empurrar contra a porta, ela conectou com um duro peito forte em seu lugar. Olhei para cima, e foi um pouco rápido demais, pois o bar começou a girar, e me senti caindo. Duas mãos fortes agarraram minha cintura e me seguraram na posição vertical. — Firme, Kori. Vocês duas não estão dirigindo para lugar nenhum. Por um momento eu mantive minhas mãos sobre o peito para me firmar. Lentamente me afastei e olhei para ele. Seus olhos correram sobre mim e ele sorriu. — Ei, menina bonita, deixe-me levar as duas para casa. — Eu me senti imediatamente em chamas; era como se meu peito estivesse pegando fogo. Seus grandes olhos chocolate quente me beberam, e o calor me inundou. Só então conduziu para raiva. Não sinto nada em relação à Reed. Eu não podia. Recusei-me a sentir algo além de ódio. Meu amor morreu com Blake. Nenhum homem poderia tomar o lugar dele. Eu me afastei. — Não me toque. Você perdeu o direito de me tocar ou se preocupar comigo há muito tempo. Vá se f***r, Reed, ou espere... só baixe as calças em torno de seus tornozelos e diga para Kim lhe chupar. — Passei por ele e fui em direção à saída. Tropecei ao passar pela porta e encontrei um poste para me equilibrar. — p***a, c****a, este é um lado c***l que não vejo muitas vezes em você. — Não há um lugar em minha vida para Reed Jackson. Fechei a porta há muito tempo. O táxi parou no estacionamento e buzinou. Maria e eu seguramos uma na outra quando caminhamos para o carro. Após nós estarmos em segurança, pouco antes dele se afastar, eu olhei em direção ao bar. Reed estava encostado na grande caminhonete preta ao lado da entrada. Engoli em seco e afastei os sentimentos de culpa. Não poderia me sentir culpada. Ele me machucou, e ele não era nada para mim, não mais. O problema era que me esforçava demais para me convencer disso. — Nunca mais... oh inferno santo, que saco, isso é uma merda. — Eu ria enquanto observava Maria rastejar no chão do banheiro em frente ao corredor. Ela gemeu durante todo o caminho, parando para segurar a cabeça a cada poucos metros. Eu me senti enjoada, mas já estava acordada a mais de uma hora, e o Tylenol que tomei começava a trabalhar a sua magia.
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