Caminhando com passos lentos para voltar para a sua casa, Midoriya, já com seus oito anos de idade, estava completamente quebrado pelos abusos que sofria quase que diariamente. Seus olhos estavam vazios e mortos e seus cabelos eram grandes e cacheados, de forma selvagem, ao ponto de não serem mais conseguidos penteá-los com um pente. Sua pele era basicamente repleta de ataduras e cicatriz causada por “acidentes”.
Afim de ajudar seu filho a superar essa faze difícil de ter uma individualidade inútil, ela o obrigou a contar a todos sobre a sua individualidade, no caso, falando que ele era peculiar... Não tendo nada, o que só a vez sofrer mais na escola, com pedidos de suicídio e bullying tão frequente que virou rotina para o garoto de cabelos verdes.
Em seus estudos em casa, trabalhos e deveres, sua mãe a obrigada a ser praticamente perfeito. Algo que poderia ser feito em uma página tinha que ser exageradamente ou estupidamente grande, cheios de fontes e tudo que se tem direito. Midoriya ainda tinha um certo trauma ao escrever, já que sua mãe o forçou a treinar caligrafia ao ponto de sua letra virar uma fonte de computador, quase que literalmente.
Cansada de ouvir os gritos de Midoriya e o choro, a doce mulher, costurou a boca de Midoriya aos cinco anos de idade, do boneco obviamente, fazendo que Midoriya nunca mais fala-se desde então... Ele poderia forçar sua boca a abrir mais por conta de o boneco estar com a costura ele não conseguia dizer nada e muito menos forças as palavras....
Explorando a individualidade de seu filho, Inko, havia arrancado um dos olhos do boneco, o olho de Midoriya original não havia sido arrancado, ele simplesmente ficou completamente n***o e virou para trás de sua nuca a sair sangue, costurando novamente o botão o olho do Midoriya voltou ao normal, mas demorou quase uma semana para ele conseguir enxergar normalmente.
Sua se tornou um lugar de desespero quando Inko começou a gostar da sensação de controle absoluto sobre seu filho, o transformando em algo simplesmente perfeito. Midoriya passava as horas em sua casa ou confinado em um armário como um brinquedo ou limpando ela meticulosamente ao ponto de deixar tudo brilhando ou fazendo comida enquanto Inko se sentava na cama, já que para ela, era algo justo... Já que cuidou de Midoriya todos esses anos.... Midoriya só tinha permissão para comer cerca de duas a três vezes por semana, apenas o suficiente para sobreviver, portanto, era frequente que o mesmo sofresse punições e agressões de sua mãe sempre que sua barriga roncava ou era confinado no armário por muito mais tempo.
Em sua escola a situação não era muito diferente.... Os alunos o abusavam frequentemente pelo simples fato dele não possuir uma individualidade. Sempre rasgando seus trabalhos e deveres e como os professores não se importavam muito com o esverdeado, por ele não ter uma individualidade, eles apenas aceitavam silenciosamente, fingindo que nada estava acontecido, fazendo que suas notas fossem lá para baixos, e consequentemente, sofrendo uma punição divina de Inko, que esforçava tanto para seu filho fazer deveres perfeito para ele se rebelar e estragar tudo.
Desesperado para poder falar e dizer tudo que estava acontecendo na escola para sua mãe, Izuku, foi obrigado a aprender libras, em seu tempo livre e com ajuda de alguns livros e o seu computador quando sua mãe estava a dormir ou saia para passear. Isso se ele não fosse jogado no armário. Inko não dava a mínima para os movimentos de mão de Midoriya, apenas achava que o garoto fazia aquilo por ser completamente ingrato.
Independente dos ferimentos de Izuku, Inko, jamais o perdoava ou levava para um hospital, ela o cuidava em casa, provavelmente para evitar perguntas.
Numa tentativa desesperada de sobreviver e se conservar, Izuku Midoriya, se quebrou.... Sua mente se despedaçou e seu corpo passou a uma carcaça vazia, o que lhe transformava em um humano foram trancados brutalmente dentro de seu cérebro e suas ações se tornavam automáticas. Suas emoções ao passar dos anos foram desaparecendo ao ponto dele se tornar inexpressível. Uma máscara na qual parecia que nunca cairia de tão bem feita que foi colocada e construída em seu rosto.
Dos seus seis anos aos oito, sua vida se passeava em ações simples: Acordar, fazer comida, acordar Inko, ser abusado, ir para a escola, ser abusado, voltar para a casa, limpar a casa, fazer o dever, fazer comida para Inko, entrar no armário e repetir.
Por mais que Izuku tenta-se se rebelar tudo piorava, enquanto Inko tinha a sua individualidade para chantageá-lo e faze-lo sofrer, era impossível para o garoto tentar realizar qualquer ação para se liberar de suas amarras. Izuku virou um prisioneiro de sua mãe e da sociedade na qual convivia e era abusado diariamente ao ponto de se quebrar.
Entrando em sua casa e retirando os sapatos, Izuku apenas acenava para sua mãe, sinalizando que havia entrado. Inko sentava no sofá a ler uma revista apenas mandava Midoriya ir fazer a comida, já que iria receber seu novo namorado, ou melhor, o novo a******r s****l de Midoriya... Sua mãe vendia o corpo de Midoriya por dinheiro, tudo bem, afinal de constas, Izuku devia isso a ela, ela o criou e o mantem protegido todos esses tempos.
Caminhando até a cozinha o garoto retirava algumas panelas do armário de cima, sem se importar se alguma caia sobre sua cabeça ou coisa parecida, colocando água para esquentar o menor pegava massa de macarrão e jogava sobre a panela. Enquanto ele esperava o macarrão cozinhar, Izuku ia para seu quarto.
Retirando seu uniforme e o dobrando perfeitamente, antes de colocá-lo em seu guarda roupa, o garoto se vestia com suas roupas casuais e voltava para a cozinhar para terminar sua comida, ou melhor a comida de Inko e seu namorado.
Após ser assediado brutalmente pelo namorado de sua mãe, ao ponto de não estar apenas sentindo o liquido branco e gosmento escorrendo por sua b***a, mas algo mais quente e nada pegajoso, o garoto se sentava na cama e percebia que estava a sangrar.
Se levantando da cama e estabanado no chão ao não sentir suas pernas, o garoto não regia, estava tão acostumado a dor que o máximo que soltava era um baixo grunhido, o suficiente para não incomodar sua mãe. Se arrastando lentamente para o banheiro ele realizava os primeiros socorros e tomava um rápido banho. Banhos longos eram proibidos desde o último banho longo de Midoriya, que irritou Inko ao ponto de quase afogar ele com a justificativa que a água havia aumentado.
Midoriya havia crescido em um ambiente hostil e seu corpo foi se adaptando a isso. Seus passos não faziam barulhos e sua presença era apagada, isso se Izuku quisesse. Sua respiração era silenciosa e seus movimentos eram precisos para não fazer barulhos. Tudo para não deixar Inko irritada.
Saindo da escola na sexta feira, Izuku, tinha apenas um trabalho.... Passar no mercado e comprar mantimentos e c*******a.
Andando lentamente pelas ruas um grupo de valentões o agarravam e o jogavam contra a parede e o puxava pelo colarinho, cuspindo em seu rosto.
- Você não estava brincando... Ele não reage... – Disse o garoto de cabelos loiros.
- Melhor ainda... – Respondeu um garoto que tinhas braços alados.
Com uma joelhava em seu estomago, Midoriya, se curvava para frente e perdia seu folego momentaneamente, com um bruto movimento de braço o segundo valentão chutava seu rosto o fazendo cair no chão, de forma automática e já esperando os chutes, Midoriya cobria sua cabeça e escondia sua barriga com as pernas, e como esperado, os garotos começavam a lhe chutar.
- Ei! Ei! Ei! – Berrou um policial com uma cara de gato.
- Corre! – Disse o garoto alado enquanto o grupo de garotos logo começavam a correr.
Olhando Midoriya jogado contra o chão, Sansa se aproximava do esverdeado e o checava momentaneamente, seus olhos estavam fechados, mas ao sentir que a ameaça tinha ido embora o garoto sentava e olhava para o policial em sua frente.
- Você está bem, garoto? – Perguntou o policial ao olhar para o corpo de Midoriya.
Sem respostas o garoto se levantava a cambalear se sentia seu braço fora do lugar, sem se importar com isso e por poder continuar nesse estado ele voltava a andar mesmo com sua perna machucada e visivelmente a mancar a cada passo.
- Espera! – Disse Sansa enquanto apoiava a mão no ombro, saudável, de Izuku. – Você não está em condição de andar.
O garoto parava de andar e permanecia parado. Sansa preocupado se virava para frente do garoto e observava seus olhos completamente vazios, o que por um momento fazia sansa se arrepiar, nenhuma criança deveria um olhar tão... Vazio.
- Venha... Eu vou te levar para a casa. – Repetiu o policial.
Midoriya se arrepiou e seus olhos começavam a se preencher de medo e terror, piscando algumas vezes e olhando o policial que tentava entender o que se passava na cabeça de Izuku, o mesmo era empurrado para trás e Midoriya disparava em uma corrida solida e rítmica, gritando para Midoriya esperar, o policial o perseguia e o tentava o segurar, mas Midoriya se esquivava e tentava socar, sem sucesso, o estomago do Policial, que por sua vez dava um pulo para trás apenas para se surpreendido por uma rasteira de Midoriya, o fazendo cair no chão, sem se machucar, mas logo Midoriya voltava a correr, segurando seu ombro e o posicionando novamente no lugar enquanto sumia lentamente da visão de Sansa.
- Assustador... – Sussurrou Sansa enquanto se erguia, desistindo de perseguir o garoto, mas e o visse novamente, iria o capturar.
Não Cause Problemas! Você sabe o que acontece com crianças levadas, certo Zuku?
A mamãe te ama... Por isso não faça nada para machuca-la, ok? Eu juro te proteger... Isso é para o seu bem.
Izuku Midoriya, havia ganhado uma “Peculiaridade” para sobreviver na qual foi resumida toda a sua vida para permanecer sem agressões continuas em sua casa... Sua mente, se adaptava ao ambiente hostil e raciocinava fora do comum para entender o que fazer e como realizar, sendo capaz de copiar quase que perfeitamente o que via e aprendia apenas uma vez, com um pouco de pratica, Izuku era capaz de copiar o movimento como se fosse dele ou até mesmo melhor.... Isso valia para hábitos de outras pessoas.... De forma em geral, se Midoriya poderia copiar o movimento de luta de um lutador profissional tão bom ou até mesmo melhor que ele apenas de ver, porém, não era capaz de copiar individualidades ou coisa parecidas.
Entrando em sua casa novamente, fazendo o mesmo procedimento de todos os dias, Izuku caminhava para a cozinha para preparar a comida de sua mãe, que estava dormindo calmamente sobre o sofá. Em silêncio e apagando sua presença o garoto começava a cortar legumes apenas para ser surpreendido por um ranger de porta, na qual ele encarrava um moço saindo do quarto de Inko apenas de cueca e indo direto para a cozinha, dando um pulo ao observar Midoriya de forma robótica a cozinhar.
- Tsc... – Empurrando o garoto para frene o homem pegava sua bebida e logo sorria a abrir a boca do garoto e a abrir em seus dentes. – Pelo menos para isso você serve... – Resmungou dava um t**a contra a cabeça do mesmo.
Não demorando muito para sua mãe acordar, a janta estava quase pronta, mas ser empurrado novamente para frente pelo homem para pegar uma cerveja, Midoriya, batia contra uma panela que caia no chão fazendo um grande barulho, causando um ranger de dentes de Inko que logo andava na direção de seu filho o agarrando e o sufocando pelo colarinho.
- Seu inútil! – Disse Inko sem se importar se o rosto de seu filho ganhava outra cor pela falta de ar. – Não consegue nem ao menos fazer a p***a de uma comida!
Sem relutar e com os olhos turvos, Izuku, observava contra chamas começando a crescer do fogão e se alastrando para os armários. Com um olhar apavorado de Inko ela empurrava Midoriya que caia de b***a no chão e pegava um pano na tentativa de apagar as chamas que só se espalhavam com o abanar dela. Com algumas pequenas brasas caindo sobre o pano e o incendiando, Inko o jogava desesperadamente para trás, caindo sobre o sofá e começando um incêndio lá, para seu desespero o Homem que estava com ela a agarrava e saia da casa que só começava a esquentar.
- Me larga! Minha casa! – Berrava Inko enquanto era levava a força para o lado de fora pelo Homem.
Sobreviva...
Sobreviva....
Você precisa sobreviver...
Piscando algumas vezes e se levantando sem expressar nada em seu rosto, Midoriya andava calmamente para o quarto de Inko, no qual abria o armário e observava um cofre onde mantinha o seu boneco. As chamas da cozinha e da sala começavam a desmoronar o apartamento e aos fundos, Midoriya, conseguia ouvir sirenes, bombeiros estavam a caminho.
Girando a fechadura do cofre antes de puxa-los algumas vezes, Midoriya, tentava e testava todas as combinações possíveis que Inko poderia colocar, data de casamento, data de aniversário, etc. Em sua sexta tentativa ele escutava um “Tac” e com isso o cofre se abria. O abrindo e vendo seu boneco ele o agarrava e o segurava em suas mãos, sem o apertar o suficiente para não lhe machucar.
Olhando as chamas que estavam grandes e ocupavam todo o cômodo e começavam a entrar pelas paredes no quarto, Midoriya andava até a janela a abrindo e olhando para baixo, olhando a lata de lixo cheia, subindo sobre a janela ele se preparava para saltar sobre ela, mas antes que pudesse pegar o impulso necessário uma explosão vindo de trás o forçava a ir para frente, provavelmente o gás de sua casa acabava de explodir, chamas saia da janela enquanto Midoriya caia contra a lateral da lata, fazendo um estranho barulho antes de rolar pelo chão, seu braço havia sido torcido de uma forma anormal.
Apenas abrindo mais seus olhos, Midoriya se levantava com um pouco de dificuldade e andava até o lixo, o abrindo até achar dois pedaços de madeira de uma provável cadeira quebrada, segurando seu braço e o colocando numa forma correta ele o ajeitava contra sua pele e com as tiras do plástico rasgado ele o amarrava.
Agarrando seu boneco ele o amarrava contra seu cinto antes de começar a correr quase que desesperadamente para longe, indo por trás do prédio para evitar ser visto. Sua mãe que m*l se preocupou com ele provavelmente só notaria que o boneco havia desaparecido SE ela entra-se novamente no prédio. Midoriya estava certo que poderia ter sido dado como morto, mas se não achassem um corpo, poderia ser algo suspeito... Isso era um futuro no qual ele deveria pensar depois.