CAPÍTULO 134 ADRIANA NARRANDO Saí do restaurante com a marmita na mão e o coração apertado. O cheiro do macarrão ainda vinha forte da sacola, mas só de sentir o aroma meu estômago revirava de novo. Eu tentava não pensar, tentava convencer a mim mesma que era só coisa da minha cabeça. Mas cada quilômetro que eu dirigia, o pensamento voltava, martelando sem parar: – Será que eu tô grávida? Encostei os dedos no volante, firme, como se aquilo fosse segurar a ansiedade. A rua do centro tava cheia, moto passando entre os carros, buzina ecoando, mas parecia que tudo tava em silêncio dentro de mim. Eu só ouvia o barulho do meu coração, disparado. Quando virei a esquina e vi a placa azul da farmácia brilhando na calçada, senti o corpo inteiro arrepiar. Estacionei o carro rápido, pedi pro segur

