CAPÍTULO 135 ADRIANA NARRANDO Depois de ficar um tempo trancada no banheiro, chorando até cansar, lavei o rosto, prendi o cabelo de qualquer jeito e olhei de novo pro espelho. Eu podia até tentar adiar, mas não tinha como fugir. Mais cedo ou mais tarde, o Dudu ia ter que saber. Guardei o teste na bolsa, escondido no fundo, e respirei fundo antes de sair do quarto. Cada passo até a porta de casa parecia pesado, como se o mundo tivesse ganhado o dobro de peso em cima de mim. Quando cheguei no portão, nem pensei duas vezes: fui a pé. A rua do morro tava viva como sempre, moto subindo e descendo, som alto de funk estourando em alguma laje, cheiro de churrasco de esquina. Mas eu não via nada direito. Só pensava nele. No que eu ia falar. No que ele ia responder. — Dudu… eu tô grávida. — trei

