CAPÍTULO 157 CABULOSO NARRANDO O silêncio dentro do carro tava me matando mais do que qualquer rajada de fuzil. A dona braba do meu lado, quieta, sem coragem de olhar pra mim, e eu com a cabeça fervendo, a corrente pesando no peito como se fosse corrente de ferro me prendendo. Respirei fundo, mas a raiva ainda queimava. Girei o corpo pra ela, encarei de frente. — Eu te levei lá pra tu ouvir da boca daquela vadiä. — falei grosso, a voz baixa mas carregada. — Tu viu, tu ouviu. Eu não fiz porrä nenhuma. Mas mesmo assim… tu segue me tratando como se eu fosse qualquer vacilão. Ela fechou os olhos por um segundo, respirou fundo, e quando abriu, tinha lágrima escorrendo. Virou pra mim devagar, a voz falhando: — Me desculpa, Cabuloso… — murmurou, quase num sussurro. — Eu… eu errei. Eu devia t

