158- CAFÉ

1082 Palavras

CAPÍTULO 158 ALINE NARRANDO Entrei em casa com as pernas bambas, o coração ainda disparado pelo grito do motor dele sumindo na viela. Fechei o portão devagar, como se o barulho pudesse quebrar o resto de forças que eu ainda tinha. O silêncio da sala me engoliu, pesado, sufocante. Respirei fundo e segui pra cozinha, tentando fingir normalidade, mas parecia que cada passo ecoava a raiva e a dor que ele tinha deixado em mim. Quando cheguei na cozinha, levei um susto. A Adriana tava ali, encostada na pia, de braços cruzados, olhando pela janela como se tivesse visto tudo. O olhar dela me atravessou, sério, mas com aquele fundo de preocupação que só ela sabia ter. — Ele acabou de te deixar aqui, né? — ela perguntou, a voz calma, mas firme. Meu peito apertou, e eu só consegui assentir, joga

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