CAPÍTULO 173 CABULOSO NARRANDO Deixei a Aline no café e desci o morro na moto, o vento batendo no rosto, mas a cabeça fervendo. A boca dela ainda tava na minha, grudada como marca que não sai. Caralhø… aquela mandada mexia comigo de um jeito que ninguém nunca mexeu. Eu, Cabuloso, dono da Maré, acostumado a ter tudo e todo mundo na hora que eu quero, agora me pego pensando nela até no silêncio. E não era só fogo, não. Era posse, era necessidade. Quando ela tá longe, parece que alguma coisa me falta. Ta ligado... Passei na boca pra ver o movimento. Os moleques já tavam na ativa, rádio chiando, fila de cliente. Cumprimentei com um aceno e subi pra minha sala. Assim que fechei a porta, me joguei na cadeira, puxei um baseado e acendi, tragando fundo. A imagem dela com aquele sorrisinho, di

