CAPÍTULO 172 ALINE NARRANDO Desci as escadas com o coração na boca, ajeitando a blusinha no corpo. Assim que abri a porta, lá estava ele, parado na moto, braço apoiado no guidão e aquele olhar escuro cravado em mim, como se tivesse me esperado a vida inteira. Subi na garupa sem pensar duas vezes, encaixando os braços na cintura dele. — Bora, dona braba. — foi a única coisa que ele disse, antes de girar a chave. A moto roncou alto e desceu o morro a mil. O vento cortava meu rosto, o barulho do motor ecoava pelas vielas e eu só conseguia me segurar mais firme nele, sentindo o peito vibrar com cada curva fechada, cada aceleração. Era loucura, mas era viciante — estar ali, colada no Cabuloso, como se nada pudesse nos parar. Em poucos minutos, ele estacionou em frente à padaria. O movimen

