CAPÍTULO 150 CABULOSO NARRANDO O dia inteiro minha mente foi só raiva. A Aline tinha descido do morro achando que eu vacilei, e isso me corroía por dentro. Eu não conseguia aceitar que alguém mexeu comigo desse jeito, botando veneno na minha bebida e ainda jogando piranhä em cima de mim, só pra ela ver. Isso não ia passar batido. Passei a manhã rodando o morro de moto, chamando os meus na contenção, até que o Gordão me deu a visão: o Magrelo tava escondido num barraco lá embaixo, achando que ninguém ia achar ele. — Então bora buscar esse filho da putä. — falei seco, já engatilhando a pistola na cintura. Invadimos o barraco chutando a porta. O Magrelo quase caiu de susto, tentou meter um “não sei de nada, chefe”, mas eu não quis nem ouvir. Agarrei ele pelo colarinho e joguei no chão.

