CAPÍTULO 142 CABULOSO NARRANDO Aline tinha dado pra trás, não quis colar comigo no barraco. Fiquei com a mente pilhada, sem sono nenhum, e a real é que eu não curto ficar sozinho. Então decidi meter o pé na madruga, girar pelo morro e ver de perto se tava tudo no esquema. Montei na moto, botei o capuz e desci o beco devagar. O ronco do motor cortava o silêncio, só parava quando eu desligava pra trocar ideia com algum vapor de contenção. O rádio chiava de vez em quando, mas nada de grave, só comunicação de rotina. Passei na laje de cima, dei visão pros moleque na vigia. Depois desci até o ponto dos fogueteiro, todo mundo atento, olhando o horizonte da cidade lá embaixo. O vento da madrugada batia no rosto, frio, e a fumaça do cigarro que eu tragava ia se misturando com a neblina leve que

