CAPÍTULO 62 CABULOSO NARRANDO Dei partida na moto com aquele sorrisinho colado no canto da boca. A mão ainda coçando de ter sentido a cintura dela ali, colada em mim. A porrä daquele beijo… caralhø. Que beijo. Ela tentando manter a pose, pagar de durona… mas na hora que a boca colou, desmoronou todinha. Sentiu. Eu vi no jeito que o corpo dela se entregou, no suspiro que escapou, na tremedeira da perna. — Aline… — murmurei só o nome, enquanto acelerava morro acima. Nome simples, mas que já tava ecoando na minha mente mais do que devia. Que merdä era essa? Nunca fui de me apegar, nem de ficar lembrando de beijo. Mas aquele ali… bateu diferente. Encostei a moto no beco da boca, desci ajeitando o cordão e já fui cumprimentado pelos moleque. — Fala, chefe! — um dos vapores mandou. — Fir

