Tive a impressão de que tudo o que representava o reino do orgulho era rudimentar e luxuoso. A passagem que se abriu na pedra para nos colocar dentro era larga o suficiente para que andássemos os quatro lado a lado, e mesmo que o chão fosse de areia batida, eu ainda tinha a sensação de estar andando sobre ouro derretido. Os meus pés descalços já não se queimavam naquela areia, como se apenas naquele momento o território estivesse se moldando para se acostumar com a minha presença. A iluminação funcionava com o mesmo esquema de todos os outros territórios, automaticamente acendendo velas presas em castiçais que decoravam as paredes de pedra grossa e arenosa. — Já tenho autorização para perguntar sobre o seu sequestro ou vamos prolongar esse silêncio constrangedor por muito mais tempo? —

