cap 04 vamos pro morro

1014 Palavras
Mirella . . . Mirella: Como assim? – olhei pra ela desconfiada. Eduarda: Bom, o Dacruz não é o mesmo que você conheceu. – suspirou – Eu não sei te explicar direito, mas amanhã tu pergunta pras meninas... Mirella: Tá bom então. – dei de ombros – Ficamos a tarde toda colocando os assuntos em dia. Eduarda me falou dos milhares de peguetes dela enquanto eu ria. Sem dúvidas, ela continua a mesma pessoa, só com o corpo mudado. [...] Fernanda: Filha? – minha mãe me chamou enquanto eu estava no sofá. Olhei pra ela e acenei com a cabeça – Amanhã você e a Eduarda vão sair? Mirella: Sim, vamos ver as meninas em um lugar... acho que é... esqueci o nome. Mas diz a Eduarda que não é muito longe daqui. Fernanda: Ok, tomem cuidado então. Só perguntei porque eu vou passar o dia fora também e não sei a que horas vou chegar. Mirella: Hm... Onde a senhora vai? – olhei desconfiada. Fernanda: Não é da sua conta, garota. Cuida da tua vida. – me deu um beijo na testa – Vou dormir, boa noite. Mirella: Boa noite, te amo. – ela mandou um beijo. Desde que meu pai morreu, minha mãe ficou diferente. Ela sempre dizia que estava bem, mas várias vezes eu a peguei chorando olhando fotos. Sei que foi difícil pra ela, mas eu queria muito que ficasse com alguém que a fizesse feliz. Ela é uma mulher muito guerreira e merece de tudo o melhor. Desde ontem percebi ela mais feliz do que antes, e algo me diz que não é só por causa da minha volta. Subi para o meu quarto e já arrumei tudo que vou precisar para amanhã. Ajeitei a roupa que vou usar e também preparei uma mochila com mais algumas peças de roupa e uma sandália. [...] Já acordei p**a com a Eduarda gritando na minha cabeça e o sol na minha cara. Mirella: Já acordei, c*****o! Para de gritar, maluca. – peguei minhas roupas e fui ao banheiro. Eduarda: Anda logo e nem reclama, porque eu já estou fazendo o sacrifício de ir naquele lugar. – gritou, e eu mostrei a língua – Criança você, hein? Mirella: E tu é muito medrosa, neném. – dei um beijo em sua bochecha e saí. Tomei banho, lavei o cabelo e fiz minhas necessidades. Sequei, passei chapinha e uma make basiquinha. Me vesti, tirei uma foto e postei, já saindo porque a Eduarda não parava de falar na minha cabeça. Instagram on . . . Foto @mih_gomeixx – Ela é a perdição Comentários: @eduardah_souZz – sai desse banheiro, demônia @michael – linda demais @emilly155 – minha crush Instagram off . . . Eu e Eduarda pedimos um Uber e entramos no carro. Foi uma viagem curta até o Vidigal. Chegamos e o moço parou em frente à entrada do morro, onde tinha alguns caras armados. Eu já vi a Eduarda se tremendo toda. Motorista: Pronto, já podem descer. Eduarda: Mas moço, você vai deixar a gente aqui? O endereço que coloquei no aplicativo não é aqui, é lá em cima. Motorista: Não posso subir, os vapores vão me parar. Daqui vocês sobem sozinhas. Eduarda: Era só o que me faltava. – bufou Mirella: Obrigada, senhor. A gente dá um jeito. – paguei e saímos do carro – Bom, espero que você saiba chegar até lá a pé. Eduarda: Era só o que me faltava: calor do RJ, essa sandália que está me machucando e um morro pra subir. Não tem como piorar... Íamos subindo quando um moreno alto e tatuado parou a gente. Xxx: Quem são vocês e pra onde tão indo? Eduarda: Te devo satisfação não, irmão, eu hein. Xxx: Deve sim, antes que eu chame o chefe pra vocês duas e aí vai ser pior. Vou perguntar de novo: quem são e pra onde vão? Vi a Eduarda abrindo a boca pra respondê-lo, mas dei um soquinho nela mandando calar a boca. Mirella: Oi, sou a Mirella e ela é a Eduarda. Xxx: Pra onde vão? – me olhou de cima a baixo. Mirella: A gente veio visitar nossas amigas. Na verdade, é a minha primeira vez aqui, só ela que já veio. – apontei pra Eduarda – O nome das meninas é Emilly e Débora, elas moram juntas nesse endereço aqui. – mostrei o papel com o endereço. Xxx: Hum, satisfação, sou o KL. Vou mandar um menor levar vocês duas. Mirella: Ok, obrigada. – ele sorriu de lado – Nossa, que delícia... Eduarda: É né, p*****a, já tá querendo sentar pra traficante? Mirella: Lógico que não, mas se ele quiser, eu quero. – demos risada e o KL e outro pararam na nossa frente. KL: Aí, ele vai levar vocês duas na casa das suas amigas. Vapor: Vão entrando, é aquele carro preto ali. Já vou. Eu e Eduarda concordamos e entramos no carro, que tinha um cheiro forte de maconha, cocaína e sexo. Eduarda: p**a que pariu, pra que Chernobyl se temos esse carro aqui, não é mesmo? – tampou o nariz fazendo careta e eu ri alto. O menino levou a gente até a casa das meninas. Eduarda foi o caminho inteiro reclamando comigo do cheiro do carro, mas sussurrava pro menino não escutar. Chegamos na casa, era até grandinha por sinal. Eduarda esmurrou a porta até alguém atender, e Emilly veio com cara de sono. Emilly: Tu é folgadona, hein, praga dos infernos. Nem disse que viria e ainda esmurra a minha porta e... – ela me olhou – c*****o! – gritou correndo e me abraçando – p***a, mulher, por que tu não disse que viria? Eu ia pelo menos escovar os dentes. Mirella: Queria fazer uma surpresa pra tu, neném. – beijei ela – Saudades? Emilly: Demais! Tu virou um mulherão, hein. – me analisou. Mirella: Digo o mesmo pra você. – sorri – Cadê a outra p*****a da Débora? Emilly: Tá dando pra alguém aí. Entra logo porque eu tô de camisola no meio da rua. – deu espaço pra gente entrar em sua casa.
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