cap 05 ele está diferente

1677 Palavras
Mirella . . . Emilly, Eduarda e eu esperamos a Débora chegar. Quando ela chegou, a doida já veio pulando em cima de mim. Débora: Aí, meu Deus! – gritou – Eu não acredito que tu tá de volta. Mirella: Cá estou eu, né. – dei risada. Débora: Amiga, eu senti tanta sua falta nesses anos, mas vamos à parte que interessa. – ela me olhou e eu fiquei sem entender nada – Tu arrumou o gringo rico que eu te pedi? Mirella: Sangue de Jesus tem poder! Eu achando que era uma coisa séria... – ri alto. Débora: Mas é, poxa! Eu tô cansada de fazer faculdade, quero ficar rica sem precisar fazer nada, aff. Mirella: Tu mora numa favela, doida, arranja um bandido pá tu. Débora: Quero ficar rica sem precisar fazer nada e, de preferência, sem correr risco de vida. Emilly: Quem vê assim nem pensa que tava sentando a noite toda pro RN, né? – sorriu maliciosa. Débora: Falou a futura pão careca. Mirella: Tô perdida aqui, gente, me expliquem. Emilly: A Débora fica dando uns pega num vapor aqui do morro, já deve tá até gamada nele, e depois fica aí falando que nunca se envolveria com bandido. Mirella: Sério isso? – olhei pra Débora, que abaixou a cabeça – Amiga, que legal! Imagina ser igual aquelas histórias que a gente sempre lia . Débora: Ai, Miih, para de viajar. Umas sentadas não é pedido de casamento, pelo amor. – revirou os olhos. Mirella: Tá bom, tá bom. – levantei as mãos em rendição – Mas que história é essa de pão careca? Débora: A Emilly tá quase virando fiel do gerente da boca, tu acredita? – gargalhou alto – Justo ela, que vive falando que estamos no século da p*****a. Emilly: Oxi, mas estamos no século da p*****a! Mas pensa comigo, se eu virar fiel dele, tu acha que eu não vou fazer p*****a com ele no quarto? Eduarda: Ai gente, para de falar de homem. Eu tô carente, sem ninguém, tô quase me considerando virgem novamente. Mirella: Estamos no mesmo barco, amiga. – abracei Eduarda, que fingiu estar chorando. Emilly: Sem problemas, hoje à noite tem baile. Aí vocês duas aproveitam e tiram essas teias de aranha da x**a. Eduarda: Ae, c*****o! – deu um grito e pulou do sofá – Hoje eu vou ficar dolorida. Mirella: Cara, tu tá tão na seca assim? Eduarda: Pior que sim. – disse e subiu para o quarto – Ô Débora, cadê teu creme de cabelo? Vou fazer uma hidratação nos meus cachinhos hoje. – gritou, e Débora correu pro quarto. Débora: Não encosta nos meus cremes! Tu acaba com todos os que eu tenho fazendo essas hidratações esquisitas tuas. – gritou pra Eduarda, e as duas começaram a discutir. Encostei minha cabeça no sofá e fiquei pensativa. Eu queria, de verdade, rever o Dacruz. Ver como ele está depois desses anos. Saber se ele fez faculdade, sei lá... só queria vê-lo novamente. Emilly saiu da cozinha comendo um pedaço de bolo e se sentou do meu lado. Emilly: Fala aí. Mirella: Oi? – olhei pra ela sem entender. Emilly: O que é que tá te incomodando? Te conheço, garota. Sei quando tua mente tá viajando. Diz aí. Emilly sempre teve esse poder sobre mim, é quase como uma irmã mais velha. Ela sabe quando estou triste ou pensativa e não larga do meu pé até eu falar os motivos. Mirella: Tava pensando no Dacruz, sabe? Por mais que a gente tenha tido um término r**m, eu adoraria vê-lo de novo e saber como ele está e tals. Emilly: Olha, eu sou amiga do Dacruz até hoje. – olhei pra ela surpresa – Mas te aconselho a não ir atrás dele. Ele não é mais o mesmo, ele mudou em absolutamente tudo e você não vai querer conhecer esse lado dele. Eu te aconselho a se manter longe pra não se machucar. Pô, nem a Débora conversa mais com ele. Eu ainda tenho uma amizade por acaso do destino, mas nem eu mesma o reconheço às vezes, sabe? – assenti – Arruma alguma outra piroca pá tu sentar, eu hein! Até parece que o Dacruz tem a p**a de mel. Eu e as meninas ficamos a tarde inteira fofocando e colocando os assuntos em dia, enquanto fazíamos as unhas, hidratação no cabelo e na pele. Até que deu oito horas e começamos a nos arrumar pro baile. Tomei um banho, retirei o creme do cabelo e a máscara facial. Arrumei o cabelo e fiz uma make mais pesada. Coloquei um vestido preto curto e decotado, calcei uma sandália e saí do banheiro. Débora: Graças a Deus, né, garota. Achei que tu tinha morrido naquele banheiro. Mirella: Cala a boca e tira uma fotinha pra mim. – entreguei o celular e ela tirou a foto. Postei no Insta e eu e as meninas já saímos de casa indo em direção ao baile. Instagram on . . . Foto @miih_gomeixx – curtindo a volta ✨ Comentários: @eduardah_souzz – gostosa demaisss @justin – lindaa @emilly155 – que susto, garota @eudebrah – invejosas dirão que é montagem Instagram off . . . [...] Eu e as meninas m*l chegamos no baile e já recebemos olhares. Não sei se eram com boas ou más intenções. Mas tu liga? Porque eu não. Começou a tocar um funk e as meninas já começaram a rebolar com copos de bebida (que eu nem sei de onde surgiram). Enquanto isso, eu fiquei parada olhando. Até que eu gosto dessas músicas, mas não sei rebolar, então, pra me poupar da vergonha, prefiro ficar quietinha na minha. Mirella: Eduarda, se liga. Vou naquele barzinho ali, ok? Ela fez joinha com a mão e voltou a dançar. Fui em direção ao barzinho menos cheio e pedi uma vodka. Enquanto a moça buscava, o carinha que eu vi hoje de manhã parou do meu lado e ficou me olhando. Mirella: Perdeu o cu na minha cara, foi? KL: Ih, mina, relaxa aí pô. Vim só trocar ideia contigo. Mirella: Hum. – ficamos nos encarando até eu perder a paciência – Cara, tu veio aqui pra ficar me olhando ou pra conversar? KL: Na verdade queria era estar te beijando. – olhou pros meus lábios e sorriu. Mirella: Que pena, perdeu a viagem então, parceiro. KL: Pô, que isso! Nem uma chance? – neguei com a cabeça – Posso ter seu número pelo menos? Mirella: Tu vai largar do meu pé se eu te der meu número? – ele assentiu com um sorriso no rosto. p**a que pariu, que sorriso... mas tenho que manter postura – Me dá teu celular. – ele estendeu e eu coloquei meu número. KL: De onde tu é? Nunca te vi por aqui, e tem cara de ser metida. Mirella: Eu morava numa cidadezinha pequena aqui perto, mas depois me mudei pros Estados Unidos. Voltei semana passada. E eu não sou metida. – olhei com deboche. KL: Sei, sei. – ri. A gente ficou conversando um tempinho até o radinho dele tocar. Ele saiu me deixando sozinha no barzinho. Até que ele é legal, mas um pouco esquisito... começa a cantar música do nada. Estava voltando pras meninas quando senti alguém me puxando pelo braço com certa brutalidade. Mirella: Ô, que isso, hein? Me solta, cara! – me soltei do homem alto – Tá achando que é quem pra pegar no meu braço assim? Xxx: Foi m*l aí, mina, mas era só pra te avisar que o chefe tá te esperando no quartinho. Mirella: Eu não vou não, eu hein! Se teu chefe quer trocar ideia comigo, manda ele vir, ao invés de ficar mandando os outros. Xxx: Ele vai te esperar lá daqui a 20 minutos. – falou e deu as costas. Que homem doido, credo! Eu não vou não, vai que ele faz alguma coisa r**m comigo. Voltei pra onde as meninas estavam dançando. Mirella: Esse cu de pombo de vocês não cansa não? Emilly: Nossa musculação tá em dia, querida. Onde tu tava? Mirella: Fui naquele barzinho e fiquei conversando com o KL. Emilly: KL? Ele é gostoso demais! Pegou? Mirella: Não. – ri – O que ele tem de gostoso ele tem de retardado. Tu acredita que, quando eu tava vindo, um homem me parou e falou que o “chefe” tava me esperando no quartinho? Disse que era pra eu ir daqui a 20 minutos. Débora: Espera aí... o “chefe” te chamou no quartinho? – assenti – Mano, só vai. – disse, e a Emilly olhou feio. Emilly: Acho melhor não, Débora... Eduarda: O que tá acontecendo, gente? Débora: O “chefe” chamou a Mirella pro quartinho e a Emilly tá achando melhor não. Eduarda: O quê? Emilly, deixa a garota, cara. – fez cara feia pra ela. Emilly: Mas, gente... Eduarda: Mas nada! Vai lá, Mirella. É naquele beco ali ó. – apontou. Mirella: Mas gente, e se acontecer alguma coisa? Débora: Não vai acontecer nada. Fica tranquila e usa camisinha. Eduarda: Usa camisinha p***a nenhuma, eu quero ser dindinha. Mirella: Deus me livre, garota! Então vou lá, beijão. – saí andando em direção ao beco, bati na única porta e escutei um “entra”. Abri. Mirella: É... oi? – o homem, de costas, se virou tragando o cigarro. Ele me parecia familiar... Xxx: Oi? – disse num tom confuso, chegando mais perto. Mirella: Desculpa, mas eu te conheço? Xxx: Não sei, eu que te faço essa pergunta. Ficamos ali nos encarando por um bom tempo até que a ficha caiu. Parece que a dele caiu também, porque fez uma cara surpresa. Xxx: Você? – falamos ao mesmo tempo. Dacruz: O que tu tá fazendo aqui? Mirella: Um cara me chamou... E o que você tá fazendo aqui? Dacruz: Chamei uma garota pra cá. – nossos olhares se cruzaram pela primeira vez e um arrepio percorreu meu corpo. Sem dúvidas, era ele. Sem mais nem menos, ele saiu batendo a porta e me deixando sozinha. Cara... ele tá tão diferente...
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