JP Narrando
Meu irmão chega com a mina. Ela de perto é bem mais bonita, c*****o! Meu irmão sai e ela entra.
Eu: — Bom, Luna, né? — Ela concorda. — Vou ser direto: seu pai está me devendo uma grana preta. Como ele sumiu, passe o papo para ele. Ele tem até segunda, ou então eu apago ele. — Falo frio e ela me olha.
Luna: — Ele está te devendo quanto? — pergunta chupando o pirulito. Ela percebeu que eu fiquei olhando, dá um sorriso e eu n**o com a cabeça.
Eu: — Onze mil. Com os juros, dezesseis mil. Vou ser bonzinho e só vou cobrar os onze. — Dou um sorriso e ela me encara.
Luna: — Onde ele vai arrumar esse dinheiro? Onde eu vou arrumar? — pergunta para si mesma.
Eu: — Não sei, mas eu quero meu dinheiro daqui a três dias. — Falo seco novamente.
Luna: — Eu não vou conseguir, e muito menos ele. Você não pode m***r ele! — Os olhos dela enchem de lágrimas.
Eu: — Ah, é? E quem vai me impedir? — Falo rindo. Ela me olha e limpa a lágrima que desceu.
Luna: — Você não pode m***r ele. Ele é a minha única família. — Fala seca.
Eu: — Não tenho nada a ver com isso. Agora sai daqui antes que eu mude de ideia e coloque o prazo para amanhã. — Ela concorda e sai.
Saio da "salinha" e volto a beber. Olho lá para baixo e ela está sentada no bar, bebendo como se não houvesse amanhã. Achava que ela ia embora... risos. A Mayra chega e começa a tentar me beijar.
Mayra: — Amorzinho, vamos ali... — fala rindo s****a. A cara dela era de quem queria p*u e, principalmente, dinheiro.
Eu: — Amorzinho o c*****o. Venha. — Falo seco puxando ela para a salinha. Entramos e ela já tira a roupa. O resto vocês sabem...
Acabou, dei dinheiro a ela e saí. Peguei uma bebida, sentei para fumar e vi as meninas dançando. Meus aliados todos conversando e eu acendi um baseado.
Menor: — E aí, mano, o que foi? Está pensativo?
Eu: — Nada. Hoje estou sossegado. — Menor me olha desconfiado.
Menor: — Sei, viu...
PH: — Por que a Lua e a Vicky não vieram?
Eu: — Lua está com cólica e a Vicky ficou fazendo companhia para ela. — Ele concorda.
Luna Narrando
Saí de lá com uma raiva do c*****o! Não sabia como ia pagar e muito menos onde ia achar meu pai. Por mais que ele tenha sido um filha da p**a, não posso deixar matarem ele.
Luh: — Amiga, o que foi? — pergunta vendo minhas lágrimas caindo.
Eu: — Meu pai está devendo onze mil e tenho três dias para pagar, se não ele morre. — Ela me dá um abraço.
Luh: — Quer ir para casa?
Eu: — Não. Eu quero beber. — Quando estou com raiva ou triste, gosto de beber até ficar bêbada, chorar e ir dormir.
Luh: — Então vamos!
Fomos para o barzinho...
Luh Narrando
Já são 4 horas da manhã e o negócio aqui ainda está rolando, mas eu estou morta de cansada e a Luna está bebona, kkkk.
Eu: — Luna, vamos para casa. — Ela me olha secando o último copo.
Luna: — Vamos... — fala embolado e eu começo a rir.
Eu: — Consegue pelo menos andar, né? — Ela tenta e quase cai. Tomei no cu! Como vamos chegar na minha casa? Kkkk. Vou ligar para minha mãe para ela vir buscar a gente de carro.
Liguei umas sete vezes e nada. Tento de novo e nada.
Eu: — Toma no cu! — falo irritada.
JP: — E aí, mina, aconteceu alguma coisa? — Eu n**o.
Eu: — Tirando a parte que você foi cobrar minha amiga, ela foi descontar a raiva na cachaça, agora está bêbada, não consegue nem andar e minha mãe não atende? Não aconteceu nada demais. — Ele olha para a situação e dá um sorriso sem mostrar os dentes.
JP: — Vou mandar alguém levar vocês duas. — Fala saindo.
Eu: — Precisa não! — Ele olha para trás.
JP: — Na situação em que você está, não pode negar ajuda. — Fala sarcástico e eu bufo. Ele sai e logo volta o menino de mais cedo.
MK: — E aí, mina, satisfação, MK. — Fala vindo até mim e me cumprimenta.
Eu: — Opa, satisfação, Luana, mas pode me chamar de Luh. — Ele concorda.
MK: — E aí, vamos? — Eu concordo. Ele ajuda com a Luna, colocamos ela no carro, falo qual é minha rua e ele dá partida... Chegamos.
MK: — Está entregue. — Me olha e dá um sorriso. Meu Deus, que sorriso!
Eu: — Valeu mesmo. — Devolvo o sorriso.
MK: — Vai querer ajuda para levar ela para dentro? — Eu concordo. Pego a chave embaixo do tapete, abro a porta e ele entra com ela.
Eu: — Pode deixar ela no sofá, depois eu me viro. — Ele concorda, coloca ela lá e ela fica resmungando. Chataaa, kkkk! Ele vem até mim. — Obrigada mesmo, viu?
MK: — Aceito seu obrigado se você passar o número para a gente trocar umas ideias. — Eu dou um sorriso e passo meu número para ele. — A gente se fala.
Eu: — Beleza, tchau.
MK: — Fé. — Ele sai e eu olho para a Luna, que está sentada me encarando.
Eu: — Agora vamos tomar banho que eu quero dormir.
Luna: — Ah, quero não... — fala tudo embolado.
Eu: — Não perguntei. Anda logo, não quero nem saber, viu! — Ela bufa, eu ajudo ela e fomos para o banheiro.