Grego O quartinho sem janela ronca com o ventilador cansado. Mesa de metal, café queimado, mapa aberto como ferida boa. No centro, a moeda riscada da meia-lua encostada no meu punho — lembrete de que amanhã, 23h, galpão 12. “Entre mulheres”, disseram. Eu não acredito em sala sem teto; acredito em espelho. — Ensaio final — digo. — Câmeras-espelho on, redundância cabeada, rota seca no cais, promotor e jornalista no ponto. Se a Volkova encostar um fio de cabelo na Lorena, vira guerra santa. Pipa recosta na parede, rádio no ombro, o jeito de quem me conhece o suficiente para pisar certo e o bastante para discordar. — Guerra cobra dízimo, chefe. — Ele passa a folha com as contas. — Fechar rota, pagar silêncio, garantir advogado da promotoria… tudo isso morde. — A cidade já me cobra — respo

