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1691 Palavras
Thiago - PettitGattô O silêncio do meu apartamento era interrompido apenas pelo zumbido constante do ar-condicionado e as batidas desordenadas do meu coração. Eu deveria estar dormindo. Amanhã eu teria que conferir as retenções de ISS da agência do Arthur e, com o estado da minha mente, era mais provável que eu transferisse todo o Tesouro Nacional para a conta dele por acidente. E isso seria r**m, muito ruim... Mas como poderia descansar a minha mente, quando eu só consigo pensar nele? Mas ali estava eu. O brilho da tela do notebook refletia nas lentes do meu óculos, e a barra de carregamento da DeepLust parecia levar uma eternidade, o que me deixava muito ansioso. Quando a imagem finalmente surgiu, o ar me faltou, e uma explosão de sentimentos me sufocava. Viking estava sentado em sua poltrona, como sempre, mas não havia música alta dessa vez. Havia apenas um som ambiente de chuva, o que trazia um certo conforto, e uma luz âmbar, mais suave, que delineava seus ombros de forma quase poética, atraindo meus olhos para cada detalhe perfeito. Ele estava de máscara, como sempre, mas algo na sua postura estava diferente. Mais pensativo. Mais... perigoso... Pelo menos para mim. — Boa noite, meus súditos — ele começou, a voz caindo como veludo sobre os meus fones de ouvido, po.rra, até isso me deixava e******o — Hoje eu não quero mais do mesmo, estamos há alguns dias apenas conversando, e eu fazendo o que vocês querem. Eu tive um dia longo. Um dia de negócios... E isso me deu uma ideia para um pequeno cenário. O que acham? Um roleplay ao vivo... Vamos tentar algo novo. O chat explodiu de mensagens, e eu já tinha a nítida certeza que, não importava o que Viking fazia, todos gostavam de tudo! Exatamente tudo o que ele fazia. As doações começaram a subir, mas eu estava estático ainda, talvez curioso com o que viria disso. — Vamos imaginar — ele continuou, inclinando-se para a frente, a mão enluvada de preto subindo para ajustar o microfone. — Imaginem um homem... Fofo, mais novo... talvez uns vinte e dois anos? Um profissional perfeito e engomadinho. Alguém que vive entre números, leis e camisas bem passadas. Alguém... — ele fez uma pausa dramática, e eu senti meus pelos da nuca se arrepiarem, não estava tão satisfeito com o caminho que isso estava tomando — ...alguém dentro de todos os limites profissionais. Contido. Um nerd sério que olha para uma planilha como se fosse a coisa mais importante do mundo. Meus sentidos congelaram... Eu era esse cara... ele estava falando de mim?! [LordHades enviou 15.000 Krowns] Mensagem: "Parece que o Viking está comendo alguém. Já estou com a mão no p*u, imaginando esse seu casinho" Arthur deu uma risada curta, seca, que vibrou no meu peito. — Casinho, LordHades? Você não tem ideia, eu não estou tendo um caso com esse homem, embora eu esteja imaginando como seria os gemidos dele... — Viking começa a abrir os botões da camisa social que usava. O marsala cai muito bem nele — Imaginem esse homem tentando manter a compostura enquanto eu sento do outro lado da mesa. Imaginem o suor frio descendo pela nuca dele enquanto ele tenta me explicar leis fiscais, mas tudo o que ele consegue ver são os meus olhos. Ele é tão profissional... tão rígido. Mas a mão dele treme um pouquinho quando ele segura a caneta. Eu fechei os olhos com força. Ele estava me descrevendo. Cada detalhe. A trepidação da caneta, o suor, a rigidez. Ele estava usando o que viu na minha sala para alimentar a fantasia de milhares de desconhecidos. E eu já não sabia se era saudável ficar duro com isso. — Sabe o que eu acho? — Viking continuou, sua voz ficando mais rouca, mais baixa. — Eu acho que nerds assim são os melhores quando se soltam. Eles passam o dia inteiro controlando tudo, organizando o mundo... mas no fundo, eles estão desesperados para que alguém os desorganize. Eles querem ser abertos, possuídos de um jeito que nenhuma perfeição seria capaz de prever. Eu não aguentei. A humilhação e o t***o estavam travando uma batalha sangrenta dentro de mim. Abri o painel de doações. Eu precisava interromper aquilo. Eu precisava que ele parasse de falar de "mim". [Petitgattô enviou 20.000 Krowns] Mensagem: "Você está divagando, Viking. Isso é uma fantasia ridícula. Volte para o que você sabe fazer e pare de inventar histórias." Viking leu a mensagem e um sorriso lento se espalhou por seus lábios. Ele se levantou da cadeira. Ele estava usando apenas uma calça social preta, aberta no primeiro botão, e o tronco nu brilhava sob a luz âmbar. — Petitgattô... sempre o meu pequeno juiz — ele disse, caminhando em direção à câmera até que seu peito ocupasse quase toda a tela. — Você ficou irritado? Por que? A ideia de um homem sério perdendo o controle te assusta? Ou você se identificou com o meu Nerd imaginário? Ele levou a mão ao próprio pescoço, fingindo desamarrar uma gravata invisível. — Imaginem só — ele retomou o cenário, ignorando meu protesto — eu trancando a porta daquela sala de reuniões. O som do click fazendo ele pular na cadeira. Eu caminho até ele, retiro aqueles óculos... e vejo que os olhos dele não são tão frios. Eles estão queimando de t***o, por me ter tão pertinho. Eu quero ver o que acontece quando o Dr. Perfeitinho percebe que não há nenhuma lei que o proteja de mim... Ele começou a passar a mão pelo abdômen, descendo em direção ao cós da calça, os movimentos lentos e torturantes. — Ele diria que é contra as regras — Arthur sussurrou, fechando os olhos, e eu me sentia quente por ser o único espectador que o conhece, que sabe o que tem por trás daquela máscara — Ele falaria sobre ética profissional enquanto eu abro cada botão daquela camisa social impecável. Eu quero ouvir o som que ele faria quando eu finalmente o fizesse esquecer como se conta até dez. Porque, no fundo, ele sabe... eu sou o único que ele nunca vai conseguir equilibrar em seu mundo de perfeições e controle. Eu estava ofegante. Minha mão desceu para o meu próprio corpo sem que eu desse permissão. Era doentio. Eu estava me masturbando ouvindo o meu cliente descrever como me destruiria no meu próprio escritório. O contraste era insuportável: a imagem do Arthur de terno, sério e educado, sobrepondo-se ao Viking seminu e depravado que agora gemia entre frases sobre "quebrar o controle do nerd" Ele suspendeu o quadril e retirou a calça. O m****o duro marcando no tecido da box vermelha que usava. — Eu o deixaria nu... empurraria para o chão todos os seus materiais de trabalho, não poupando nem o computador. Ele com certeza daria um berro de raiva e t***o — penteou os fios de cabelo para trás e com a mão livre apertou sua ereção por cima da cueca, soltando um riso soprado — O puxaria com grosseria e o tacaria na mesa. Faria ele chupar meu p*u, foderia aquela boquinha miúda, será que ele aguentaria? Viking olha para a câmera, e era como se olhasse diretamente para mim. Minha mão se movia em meu p*u, e a minha ereção era dolorida, minha mão não dava conta do t***o que sentia. — Alargaria seu cuzinho com meus dedos. Um prazer ver os olhos marejados enquanto maltrato sua próstata a cada estocada. Ele da uma risada e então pega uma embalagem preta, ele abre e despeja o conteúdo no p*u, agora livre do tecido da box. O lubrificante desce da glande até a base, e ele espalha com a mão, como se tivesse masturbando. Era grande, grosso e saboroso. Estica o braço e o músculo do peitoral se tensiona. Volta ao foco da câmera com um masturbador elétrico, ele encaixa o p*u que logo é engolido, o fazendo jogar a cabeça pra trás e gemer rouco... Por.ra, eu estava perto... tão perto de gozar... — Ele seria tão apertado... Sugaria meu p*u assim que eu encaixasse — Viking rosnou, a voz agora carregada de uma luxúria genuína... — Nerdzinho, filho da puta... Imagina, eu colocando ele de quatro na mesa, fazendo gritar enquanto fodo com força. Ele soltava gemidos roucos enquanto movia a mão e o masturbador, a visão que me fez gozar antes mesmo que eu estivesse pronto para isso... Ele tinha controle sob meu corpo mesmo a distância. Foram alguns minutos até ele finalmente gozar, e eu me mantive quieto, apenas assistindo como ele enlouquecia enquanto me imaginava ali... As doações triplicaram, e eu teria mais trabalho pra dar conta disso. Parece mesmo que eu dei um aumento em seus ganhos. [***] Fiquei ali, no escuro, com o notebook queimando o meu colo e a respiração errática. O silêncio do quarto agora parecia pesado, carregado com a voz de Arthur. Ele não tinha apenas feito um show; ele tinha feito uma declaração de guerra à minha sanidade mental. Ele ao menos sabia que estava fazendo isso comigo. Ele sentiu. Naquela reunião, ele sentiu a tensão. E agora ele ia usar isso ao seu favor. Mas o que ele não sabe, é que seu contador eficiente o assiste há tanto tempo. Limpei-me com movimentos mecânicos, sentindo uma vergonha corrosiva, mas também uma antecipação terrível. Teria que trabalhar com sono, e uma dor de cabeça daquelas! E tendo que lidar com o fato do meu cliente sentir t***o em mim. — Você não tem ideia de quem eu sou, Viking — sussurrei para o monitor desligado, minha voz soando rouca e estranha para os meus próprios ouvidos. — E é melhor que continue assim... Mas, enquanto eu tentava dormir, uma frase dele não saía da minha cabeça: "Nerds assim são os melhores quando se soltam". Deus me ajudasse, porque se ele continuasse apertando aqueles botões, eu ia acabar provando que ele estava absolutamente certo. E antes de adormecer, tive uma ideia infernal... ah, o di.abo controla a minha mente sem querer eu precise estar com ela vazia.
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