EMILY Eu tava tensa — mas não deixava transparecer. O carro me levou pra base do BOPE, um pouco longe do morro. Tinha um cara dirigindo e os dois conversavam entre si, falando coisas que eu prestava a mínima atenção. Assim que chegamos, eu vi a dezena de mensagens que Hanna tinha mandado tentando entender o que tinha acontecido pra eu parar aqui — mas não deu pra responder. Fui direcionada pra uma sala que parecia uma sala de interrogatório: tinham diversas ferramentas numa mesa, e eu gelei com a possibilidade de usar aquilo em mim. BOPE: “Pode sentar aí, Emily.” Sentei na cadeira e ele sentou na minha frente cruzando os dedos em cima da mesa, me olhando sério, sem emoção. BOPE: “Te chamei aqui porque preciso do paradeiro de Paulo Henrique Alves — você sabe onde ele tá?” Emily: “Que

