Capítulo Três — Olívia

1500 Palavras
— Pode me dizer onde você está? Esqueceu que ficou de me acompanhar até a consulta com a especialista, Liz? A mesma sabe que odeio atrasos, por está razão, falei para que a mesma dormisse aqui em casa, mas a cabeça dura, disse que não precisava e que achava melhor se manter afastada, enquanto estou em pé de guerra com o Alberto. — Calma! Já estou chegando, você poderia ter passado para me pegar, em vez de esperar no conforto da sua casa, teria sido muito mais prático, afinal de contas da minha casa já iríamos direto para a consulta. Respiro fundo com a sua resposta, mas não posso deixar de sorrir, pois sabia que ela falaria, exatamente assim. — Você sabe que temos que agir naturalmente, se eu fosse te buscar, automaticamente acenderia uma pulga atrás da orelha do Alberto, que aliás está com um humor do cão hoje, portanto se apressa, antes que ele me pergunte, mas uma vez, para onde estou indo a está hora da manhã. Decido ir esperar a mesma no estacionamento, assim evito, que o Alberto me pergunte mais uma vez, para onde estou indo. — Óbvio, que você não irá dizer o nosso destino verdadeiro, aliás não está nem louca. Claro que não, jamais, se quero que o nosso plano dê certo, tenho que dá uma de louca e começar mudar as minhas atitudes, inclusive, já vou começar a fazer isso hoje a noite. — Fica no estacionamento que já estou descendo, antes você dizer que hoje a noite vou fazer um jantar em comemoração a sua entrada na faculdade dos sonhos e de que ele tem que está presente, afinal de contas, você não tem culpa de estarmos em pé de guerra. A mesma reclama dizendo que não está gostando nada desta história de tudo sobrar para ela. — Porque tudo tem que sobrar para mim, Olívia? Não dá para você inventar outra coisa, para comemorar neste jantar não? Aliás, se quer me matriculei em faculdade alguma, depois ele vai estranhar, ter comemorado uma faculdade, a qual não fiz. Aviso a mesma que isso vemos depois, mas que no momento está é a única desculpas que veio a mente. — Preciso desligar, o Alberto está descendo as escadas e quero deixar o convite em aberto logo. Encerro a ligação, antes que a Liz solte mas uma de suas pérolas. — Hoje a noite vou dá um jantar, para comemorar a conquista da Liz, ela passou para a faculdade que tanto queria, então por favor esteja presente, lembre que eu e você está em de guerra, a minha amiga que esteve presente em tantos momentos bons, não merece que faça uma desfeita dessa com ela. O Alberto olha no fundo dos meus e diz que não tem nada haver, que a amiga é minha, em outros tempos, o mesmo estaria perguntando o horário para está presente, mas não vou aceitar essa disfeita, preciso colocar o meu plano em prática e não será um não, que me fará desistir. — Como você disse a amiga é sua, Olívia, então não vejo porque estar presente nesta comemoração e acredito que ela não vai achar nada agradável o clima, com nós dois na mesma mesa. Sou obrigada a concordar com o mesmo de que ultimamente não estamos nos tratando às mil maravilhas, porém tudo vai mudar com a chegada do nosso filho e para ele acreditar em todo o teatro que vou armar, preciso fazer parecer que tivemos uma noite de reconciliação incrível, como nunca antes. — Sim! Mas a mesma tem uma consideração por você, deveria honrar isso, esteja aqui às 19 horas em ponto, porque a Liz não merece que você faça essa desfeita com ela. O mesmo diz que virá, mas na primeira gracinha minha, ele vai deixar a mesa, sem se quer me dá uma satisfação. — Ok! Mas já quero te deixar avisada, que se fizer algum comentário sobre a nossa relação, não haverá consideração certa, agora com licença que estou atrasado, já era para estar no quartel. Dou um pequeno grito em comemoração, se depender de mim meu amor, hoje a noite começa o início da nossa maior alegria. — Poderia ter me avisado, que iria demorar tanto, estou quase meia hora em pé aqui, Olívia. Explico para a mesma que estava convencendo o Alberto a vir ao nosso jantar. — Te avisei que iria primeiro fazer o convite ao Alberto e não reclama, porque te esperei mas de uma hora, vamos logo, já avisei a dr que vamos atrasar um pouco. Assim que chegamos no consultório percebi que a médica seguiu as riscas as minhas observações, realmente o horário estava separado somente para mim, estando presente somente a sua secretária e ela. — Bom dia sejam bem vindas, ao meu consultório, não imaginei que um dia teria a honra de anteder uma advogada tão prestigiada como você. Agradeço a mesma, porém digo que a mídia aumenta um pouco e que não faço nada além do meu trabalho. — Não se iluda com a mídia, só faço o meu trabalho, na verdade dou o meu melhor, nada além do que isso. — Por favor sente-se, pode me dizer o que você necessita, estou aqui a disposição. Explico para a mesma que estou passando por uma crise no meu casamento e que meu marido sempre foi louco para ter um filho. — Estou passando por uma pequena crise no meu casamento, como meu esposo sempre foi louco por um filho, gostaria de da esse prazer a ele e quem sabe selar de vez um acordo de paz, entre nós dois. A mesma sorrir, dizendo que uma criança é sempre uma dádiva na vida de um casal, na minha ela será a solução para todos os meus problemas, agora vem a parte em que tenho que dá o melhor de mim como advogada, porque preciso convencer a mesma de fazer o procedimento, mesmo que o sêmen não seja do meu esposo. — Uma criança é a alegria da casa, com certeza dará bem aos dois, porém não entendo, porque o mesmo não veio lhe acompanhar, diante de uma consulta tão importante como essa. Vejo a Liz me passar um r**o de olho, faço sinal para que a mesma permaneça calada, palhaça do jeito que ela é, capaz de dizer todo nosso plano a médica, sem nem piscar. — O mesmo é policial, não pode estar saindo do plano sem avisar antes, mas não se preocupe com isso, porque ele está a par de tudo, na verdade, temos a impressão de que ele não pode ter filhos de maneira natural, por isso após muita conversa decidimos testar esse novo método, a senhora entende que também é constrangedor para ele como homem assumir isso. Os olhos da Liz só faltam saltar, aproveito para pisar no seu pé, para que a mesma continue estátua. — Mas já foi comprovado com algum exame está condição dele? porque como médica preciso primeiro descartar toda e qualquer possibilidade que realmente o paciente não pode ter filhos, para poder começar com a escolha do doador. Pensa! Pensa, como você pode convencer a está mulher maluca, que não será necessário fazer este bendito exame? — Sim! Só que o esposo da minha amiga fica constrangido quando toca neste assunto, para ele é uma questão, como posso falar, de honra sabe, um homem preciso ser auto suficiente ao ponto de poder engravidar a sua esposa, caso contrário ele será humilhado pela corporação. A mesma ri, dizendo que isso hoje em dia é uma besteira e que cada vez mas casais, estão procurando estes métodos para conseguir o tão desejado filho. — Pronto! Vou abrir uma exceção para você em respeito a sua profissão, o seu marido pode não vir para as consultas, mas necessito que me traga este exame em específico comprovando que o mesmo é estéril e um termo de compromisso assinado por ele, para que possamos da início ao processo. Droga! Não sabia que iria precisar de um termo assinado por ele, estou começando a achar que está médica, está desconfiando de alguma coisa, porque isso não é possível. — Obrigada! Ele é um homem muito ocupado, mas não se preocupe, terá no seu gabinete o exame e o terno assinado o mas breve possível. A mesma me entrega o maldito termo, dizendo que vai me esperar ansiosa. — Ótimo! Tenha um exelente dia. Assim que chegamos no carro a Liz começou a falar. — Definitivamente está ideia não vai dá certo, Olívia, me explica como você vai fazer para que o Alberto assine este termo? Porque caso você não se lembre, ele é um policial, entende perfeitamente tudo que está escrito nestes papéis. Não pensei que encontraria um desafio desses pela frente, na verdade, confiei que a médica iria acreditar em tudo que estava falando e pela minha profissão, não iria fazer tanta questão das partes burocráticas. — Vai da certo, não se preocupe quanto a isso Liz.
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