— Quer casar comigo? Ela ler a perguntar do cartão com a voz embargada, depois de hoje percebi que não podemos perder mais tempo, pois o dia de amanhã, ninguém sabe o que pode acontecer.
— Sim! Sim! Mil vezes Sim. Nunca imaginei que ficaria tão feliz ao ouvir essa pequena palavra, depois de tudo que passamos, finalmente podemos dizer que teremos um momento de paz, só nosso.
Aviso para a mesma que quero que a nossa festa seja a mais linda que este mundo já viu, ou melhor que o mundo já viu, quero que ela escolha tudo, os mínimos detalhes.
— Agora você precisa começar a se organizar e por favor, não se preocupe com os gastos, porque quero tudo do melhor para você, minha linda.
Quando a Mirela apareceu na minha vida já sabia que iríamos ficar juntos, os nossos olhares pareciam ser atraídos um para o outro, de uma tal maneira que o tempo parecia parar.
— Só uma coisa, quero que o nosso pequeno leve as alianças, não aceito que outra pessoa faça isso, pois ele teve uma grande importância para nos unir ainda mais.
Ela tem razão, o meu filho fez com que o nosso amor crescesse de uma maneira tão profunda, que se alguém virasse para mim e dissesse, que hoje eu estaria ao lado desta mulher escolhendo os preparativos do nosso casamento, eu não acreditaria.
— Com certeza! Ninguém melhor do que o nosso filho para fazer este trabalho, agora deixa eu ir, porque o Alberto quer conversar algo comigo, vou aproveitar o dia de folga para saber o que aconteceu.
Na verdade, não é preciso ser um gênio para saber que deve ser alguma coisa que a Olívia aprontou, sendo sincero, não consigo entender o porquê dela não assinar logo, este bendito divórcio, se os dois não vivem bem há algum tempo.
— Deixa eu adivinhar, o mesmo problema de sempre a Olívia. Minha futura esposa fala revirando os olhos, já avisei várias vezes, ao Alberto que saia de casa, porque a sua esposa é uma advogada especialista em manipular os juízes, imagina ele, mas não me escuta.
— Ele não quis me adiantar pelo telefone, mas do jeito que andam as coisas, com certeza o teor da conversa será esse.
Vamos ver se desta vez, consigo fazer aquele cabeça dura a sair de casa, nem parece que aprendeu com a nossa profissão a desconfiar de tudo e de todos. Estou vendo a hora a Olívia aprontar uma para cima dele e o mesmo ficar sem saída.
— Espero que você convença aquele teimoso a vir passar um tempo conosco, porque do jeito que está não dá para ficar. Confesso que sinto vontade de trazer o meu amigo arrastado, antes que ele acabe se metendo em confusão.
— Vou tentar, como dizem por aí, a esperança é a última que morre.
Sigo para a lanchonete de dona Matilde, que inclusive irá me cobrar uma visita com a Mirela e meu filho, faz tempo que estou devendo isso a ela.
— Meu filho! Que bom lhe ver por aqui, mas não estou vendo a minha menina e o seu filho, esqueceu que está me devendo uma visita com eles.
Abraço a dona Matilde com carinho, a temos como uma mãe.
— Hoje vir encontrar com o teimoso do Alberto, quero lhe dá uns conselhos, a senhora sabe que ele sempre nos deu muito trabalho. A mesma sorri com a brincadeira e diz que meu amigo já está me esperando, na mesa de sempre.
— Inclusive ele já está aí, pode ficar a vontade meu filho, vou pedir para a nova garçonete atender vocês.
Falo para a mesma que não precisa ter pressa e que a gente já sabe que o atendimento aqui sempre foi de qualidade.
— Já arrumou as suas malas? Porque não pretendo deixar você insistindo, nesta loucura de continuar sobre o mesmo teto que a Olívia.
Ele me olha de canto, não adianta, porque não tenho medo de cara afinal, caso contrário não seria policial.
— Não! Você sabe que o divórcio ainda está rolando e que a Olívia, não está aliviando em nada para mim, na verdade está sendo uma verdadeira tortura, aguentar viver dentro daquela casa.
É isso que não consigo compreender, ele fala que está um verdadeiro inferno, mas não toma a atitude de sair de casa.
— Você está esperando o que? Para sair de lá Alberto? Quer que a mesma te incrime por algo que não fez? Aí além de se jugado, perder a sua farda?
O Alberto diz que a esposa não seria louca a este ponto, mas tenho minhas dúvidas.
— A Olívia é advogada, ela sabe que se fosse descoberto qualquer tipo de armação, pode perder o seu direito de exercer e por mas difícil que seja de acreditar, ela ama a profissão.
Ok! Ela pode amar, mas tem meios suficientes ao seu redor, para acabar com a vida dele, num passe de mágica.
— Você conhece ela Alberto, sabe que ela conseguiu livrar criminosos de crimes que a sentença era absurda, imagina? Criar uma situação e fingir que viveu, para ela é fichinha, aliás atriz a gente já sabe que ela é, porque na frente do juiz, se transforma em uma máquina de defesa perfeita, acredito que na acusação, também não deve ser diferente.
O Alberto diz que não me chamou aqui para isso, mas sim comentar a atitude estranha que ela teve hoje.
— Ok! Mas te chamei aqui, para você me ajudar em algo, a Olívia hoje estava muito esquisita, saiu cedo de casa e até onde sei, não tinha nenhuma audiência marcada, não para o horário que ela saiu.
Conhecendo a mesma do jeito que conheço, deve estar aprontando alguma e o meu amigo que se cuide, porque vai vir chumbo grosso por aí.
— Se eu fosse você saia daquela casa hoje mesmo, tenho quase certeza de que a sua querida esposa, está prestando o bote.
Ele fala que a mesma lhe fez um convite inusitado e porque não dizer estranho.
— Na verdade, ela me convidou para um jantar hoje a noite na nossa casa, quer comemorar a faculdade que a amiga conseguiu entrar, tentei argumentar, falando que não tinha nada haver com isso, mas a mesma não me deixou escolha, a não ser aceitar o convite.
Não sei porque, mas acho que este jantar tem alguma armadilha, a troco de que a Olívia daria um jantar e convidaria, justamente a pessoa que está em pé de guerra? Não faz sentindo.
— Você não acha estranho, ela ter insistido tanto, para que você participasse de um jantar o qual o centro é a amiga dela? Uma pessoa que você m*l tem i********e.
De fato é muito estranho essa insistência, não sei porque, algo me diz que este jantar foi inventado e que meu amigo ainda confia na esposa, mesmo não estando vivendo de maneira amigável com ela.
— Sim! O mais estranho Martins é que falei várias vezes, que não tinha porque está neste jantar e mesmo assim ela insistiu, argumentou que a amiga não tem culpa de estarmos em pé de guerra e que não merecia uma disfeita por minha parte.
Tenho vontade de dá um belo soco na face do Alberto, para ver se o mesmo começa a entender que aí tem algo.
— Eu sendo você tomaria cuidado e se desse, nem aparecia neste jantar, está história tá me cheirando m*l e você sabe que quando cismo com alguma situação, isso quer dizer que as coisas estão erradas, ou não estão em seu devido lugar.
Pensando bem, o maior sonho do meu amigo desde que casou era ter um filho, mas a Olívia decidiu passar por cima da sua vontade e só se dedicar a carreira de advogada, mas juntando uma coisa com a outra, ela sabe que se tivesse um filho do jeito que as coisas estão, acabaria fazendo com que o Alberto voltasse atrás do pedido de divórcio, logo aconteceria uma reconciliação mesmo contra a vontade dele.
— Escuta! Eu vou te fazer uma pergunta Alberto e quero que seja sincero. Meu melhor amigo afirma que nunca houve segredos entre nós dois e que não seria agora que teria.
— Pode perguntar, afinal não sei nem porque me pediu autorização, se sempre fomos livres para da opinião na vida um do outro.
Sem rodeios pergunto se ele ainda vai para cama com a Olívia, porque se sim, o plano dela já foi descoberto, até mesmo se não estiverem tendo relação, um copo de bebida aqui, outro ali, pode muito bem levar meu amigo a fazer algo que depois poderá se arrepender.
— Você e a Olívia desde que começaram a brigar, ainda vão para cama?
O mesmo afirma que nunca mais tiveram absolutamente nada e que se depender dele, vão continuar sem ter, pois já não sentem desejo por ela.
— Não! Respeito a Angelina, mesmo sabendo que estamos errados.