Pov Adrian A porta do quarto do hospital fechou-se atrás de Valéria com um silêncio que me rasgou por dentro. Um gesto involuntário puxou os meus lábios, uma careta que pretendia ser um sorriso arrogante, mas que acabou deformando o meu rosto num espasmo de raiva contida. Quando ela desapareceu. O meu rosto ficou nu, tenso, ardente. Fiquei ali, cravado no chão, olhando para o vazio como se pudesse obrigá-la a reaparecer. — Tão fácil assim? Cuspi no ar gelado do lugar. — De verdade... como se não fosse nada? O seu rosto ainda estava gravado na minha cabeça. Não havia dor, nem um traço de angústia. Não havia lágrimas. Só uma paz desconcertante. Tranquilidade. Serenidade. Ela. A mulher que costumava me incendiar com um único olhar, que tremia e ardia em igual medida... agora parecia liber

